Arquivo de Abril, 2008
Publicado por Vitor Oliveira em Abril 30, 2008
O PCP decidiu apresentar uma moção de censura ao governo. O descontentamento por parte do Partido Comunista prende-se com as novas alterações ao Código de Trabalho.
Como é do conhecimento geral o núcleo central da CGTP partilha ideologias comunistas, em alguns casos são militantes. Não seria inteligente da parte do Primeiro-Ministro chegar a acordo com o PCP? Desta forma evitaria discussões futuras e constantes greves.
Faz-se uma política forçada. Cada decisão é encarada como um conjunto de batalhas. Neste caso: primeiro o PCP; depois a CGTP; e assim se faz politica em Portugal…
Vitor Oliveira
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Publicado por Vitor Oliveira em Abril 30, 2008
Que o associativismo esteja a atravessar uma crise não é novidade. Cada vez menos o ser humano cultiva o espírito de entreajuda. O bairrismo está a desaparecer. Actualmente, é difícil encontrar alguém que esteja disposto a despender o seu tempo em serviço voluntário da sociedade. Ainda para mais sabendo que se atravessa uma crise económica, poucos são os que podem ou querem agir em prol da cidadania sem receber qualquer remuneração.
Mas parece que as coisas não são bem assim. Há dois anos iniciei, em conjunto com Bruno Oliveira, um projecto desportivo que viria a ocupar parte do nosso tempo: a criação da equipa de Futsal Feminino do G.D.C. Lordelo. Uma vez empenhados em levar a nossa causa a bom porto, tivemos algumas vezes de relegar para segundo plano a vida familiar e profissional. Com orgulho percorri, durante estes dois anos, centenas de quilómetros todos os fins-de-semana. Não menos empenhado, Bruno Oliveira deslocou-se várias vezes para Aveiro, durante um trimestre, onde fez o curso de treinador.
No início não foi fácil. Tivemos de reunir apoio de várias pessoas e encontrar patrocinadores. Após um ano de treinos, a equipa tornou-se mais competitiva e, com a ajuda de um director, que foi excepcional na força e dedicação que deu ao projecto, conseguimos entrar no campeonato distrital de Seniores Femininos da Associação de Futebol de Aveiro.
Para além de treinadores e impulsionadores, eu e o Bruno Oliveira éramos directores do G.D.C. Lordelo. No entanto, alguns meses após o inicio da corrente época desportiva, fomos afastados da direcção do clube por o presidente, Vitor Tavares, considerar que as pessoas da área do desporto não poderiam dar o seu melhor à direcção do clube, estando já ocupadas com vários objectivos. Apesar de, na direcção, haver quem nem às reuniões compareça e mesmo assim mantém o seu cargo há vários mandatos, acatamos a decisão. Sabemos que demos o nosso melhor. O único lado positivo é que, com esta decisão, as nossas preocupações e o tempo que teríamos de empregar seriam menores.
Na semana passada, com o encerramento do campeonato, que correu sem actos de indisciplina e onde até superámos algumas expectativas, o presidente do clube decidiu afastar-nos dos cargos que ocupávamos. Foi uma decisão em que confessou não estar só, mas para a qual não deu nenhuma explicação nem transmitiu pessoalmente a notícia. Como se não bastasse, afirmou em reunião (na qual não éramos autorizados a estar presentes) que caso a equipa técnica tentasse levar as jogadoras para outra equipa do concelho estava proibida de realizar o seu trabalho no Pavilhão Ilídio Pedro, apesar do protocolo assinado com a Câmara Municipal.
Após tanto esforço e tanta dedicação, sem nenhum proveito económico, somos assim postos de parte sem qualquer explicação, sem nenhum agradecimento e ainda por cima com a proibição de voltar a fazer o que gostamos num clube ao qual demos tudo o que podíamos.
Vitor Oliveira
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Publicado por Vitor Oliveira em Abril 30, 2008
Pela décima quarta vez este ano o combustível vai subir. Parece-me que estas subidas nos preços dos combustíveis em apenas 4 meses tornam a vida dos portugueses cada vez mais insustentável.
Qual o motivo de nova subida? Apesar do barril do crude ter sofrido novo aumento, este aumento só foi registado face ao dólar. Desta premissa só posso concluir que se trata de especulação ou concertação. Seria vantajoso, mais não fosse para eliminar a desconfiança, uma análise da situação por parte das entidades competentes.
Vitor Oliveira
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Publicado por Vitor Oliveira em Abril 29, 2008

A crise económica é uma realidade. Embora os nossos governantes apregoem aos quatro ventos que o país já possui alguma margem de manobra económica e que o défice não é excessivo, os Portugueses ainda não sentem melhoras na economia.
Possivelmente não se sintam melhoras pela redução do IVA ainda não ter entrado em vigor. Porém a minha opinião é de que para descer um ponto percentual mais vale não descer. A descida não se irá notar porque os comerciantes não vão baixa os preços, vão sim aumentar a margem de lucro. Se alguém duvida disto basta relembrar o que aconteceu com os ginásios a quando da descida do IVA em dezasseis pontos percentuais. Nesta altura poucos ginásios baixaram os preços, os que o fizeram foi sob campanhas de promoções…. Estranha promoção pois aumenta o lucro!
Cavaco Silva decidiu aconselhar o governo a agir com precaução. De facto “não seria aceitável que o PIB voltasse a subir para os 3%”. Foi interessante que o Presidente da Republica falasse da crise económica na véspera de mais um encontro do “Grupo de Arraiolos”*. Espero que o governo compreenda a mensagem e não inicie uma caça ao voto com o dinheiro dos contribuintes. Depois de tanto sacrifício voltar a cair na lista negra da Comissão Europeia seria desesperante.
· “Grupo de Arraiolos” foi o nome com que ficou conhecido a reunião anual de oito presidentes não executivos da Comissão Europeia. A reunião ocorre todos os anos num país diferente. O nome deve-se á primeira reunião ter ocorrido na aldeia Alentejana com o mesmo nome.
Vitor Oliveira
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Publicado por Vitor Oliveira em Abril 29, 2008
O Benfica decidiu participar de Lucílio Baptista á Liga de Clubes. Há que encontrar um Bode expiatório para o que de mal tem acontecido ao clube. Talvez se deva também fazer uma participação a UEFA, mas neste caso do Cardozo e do Binya.
Porque não assumir os erros? Não é de esperar evolução a quem não consegue fazer uma análise crítica. O Benfica encontra a resposta ao fracasso maioritariamente fora de portas. Das duas uma: ou o clube é gerido de fora para dentro, e assim justifica-se que os “bodes” estejam de fora; ou existe alguma cobardia em assumir responsabilidades.
Vitor Oliveira
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Publicado por Vitor Oliveira em Abril 28, 2008
Num estado de direito, é normal que haja dúvidas ou posições desfavoráveis às decisões tomadas pelos governantes. Muitas vezes não passa de uma contra-corrente, mas no caso da Ericeira não se trata apenas de opinião. É o censo comum e a lógica que ditam a opinião dos portugueses neste tema.
Como pode o estado se sentir lesado por a junta de freguesia da Ericeira proteger o meio ambiente? Pagar sete mil euros de multa por utilizar óleos reciclados em vez de combustíveis fosseis é um exagero. Não tardará o estado vai multar as farmacêuticas, médicos e todos aqueles que de alguma forma contribuem para a diminuição do tabagismo. Pois também aqui o estado sai lesado.
Vitor Oliveira
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Publicado por Vitor Oliveira em Abril 28, 2008
Qual a legitimidade e a mais-valia de um estatuto? O PSD em plena crise viola, ao que tudo leva a crer, o 67º artigo dos seus estatutos. Mera distracção ou desespero?
Vitor Oliveira
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Publicado por Vitor Oliveira em Abril 27, 2008
Alberto João Jardim pondera entrar na corrida à presidência do PSD. Um homem que lutava pela independência da Madeira deseja agora ser presidente do partido. Incoerência? Para avançar basta que todos os que estão “metidos num saco de gato de candidaturas e não merecem sequer qualquer respeito” o apoiem na luta contra Manuela Ferreira Leite. Criticar os candidatos não é o caminho para angariar votos. Alberto João tem a coragem de confiar em pessoas que segundo ele estão metidas no dito saco. Talvez seja um tiro no pé. Eu não conseguiria ir à luta acompanhado por alguém que tão vigorosamente critico. Parabéns pela coragem!
Jardim nada trará de novo ao partido. A última coisa que o PSD necessita é de voltar a ter um rei do forrobodó como presidente. Após constantes críticas a tudo e a todos no continente; após brincar com o eleitorado madeirense ao renunciar ao cargo, convocar eleições e se recandidatar, é preciso ter lata para pôr a hipótese de concorrer à liderança do PSD. Um político que tem como principal objectivo vitória em eleições não faz falta. Não são necessários políticos de umbigo. O país precisa de políticos de obra, homens de luta, que tenham como principal objectivo o bem do país e dos portugueses.
Vitor Oliveira
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Publicado por Vitor Oliveira em Abril 24, 2008

Espero que o final seja diferente para bem de todos aqueles que ainda tentam acreditar na classe política.
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Publicado por Vitor Oliveira em Abril 24, 2008
Não deixa de ser interessante ver o PSD a questionar o governo sobre os factores económicos que suportam uma descida dos impostos. Um partido em crise, procurando por isso uma renovação, vê em Patinha Antão uma espécie de herói. Muito dificilmente será o presidente do partido, talvez por isso, não tenha medo de desiludir. Marcou a sua posição e o PSD cursa nas suas costas.
Patinha defende que a economia deve ser vista de um prisma mais independente. Aliviar a população do afogamento económico que atalha o investimento e atraca o crescimento, é uma das possibilidades. Apostar na iniciativa privada é uma boa solução. Mas, até que ponto está o PSD certo do seu pensamento económico? Não estará o PSD, mais uma vez, a caminhar distraído com os problemas internos? A ver vamos se é uma ideia que continuará a ser defendida pelo futuro presidente do partido.
Vitor Oliveira
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Publicado por Vitor Oliveira em Abril 23, 2008
É incrível como a violência nas escolas continua a aumentar exponencialmente. Ou pelo menos agora o tema vem a público e é discutido. E não deixa de ser menos incrível que, na opinião da ministra da educação, se trata sempre de um caso isolado.
Que me lembre, só no último mês, é a quarta vez que estamos perante um caso isolado. O que por si só não faz sentido! Compreendo que para a ministra pouca coisa faça sentido, senão vejamos a manifestação dos professores e a forma como a ministra afirmou não ter importância nenhuma, que não iria alterar uma única vírgula no documento. Realmente devo concordar que não é nada de mais: foram “apenas” 100 mil professores oriundos de vários pontos do país em protesto.
Se bem que numa sociedade onde pauta a indisciplina em tudo o que se vê nada me surpreende. De uma forma cada vez mais precoce (e não cada vez mais cedo), os jovens saem à noite, as séries televisivas, maioritariamente as nacionais, são completamente artificiais e deseducativas. Está na hora de inverter o rumo dos acontecimentos. Não tarda nada os miúdos têm carta de condução e licença de porte de arma aos dezasseis anos.
Vitor Oliveira
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Publicado por Vitor Oliveira em Abril 23, 2008
O Primeiro-Ministro iniciou o combate à precariedade do trabalhador. As empresas que tenham contratos a prazo e recibos verdes vão pagar mais à Segurança Social. Tardou a agir, mas agiu em grande.
É desta força que os trabalhadores precisam. Não era necessário nada melhor… Nem pior! Muito menos dar uma no cravo e duas na ferradura. Se, por um lado, Sócrates deu um passo pelos trabalhadores, noutro deu dois pelo patronato ao simplificar a vertente administrativa do despedimento e permitir o pagamento das horas extras com dias de folga.
Talvez alguém deva informar este senhor que os portugueses não trabalham, muito menos fazem horas extras, à procura de descanso. Precisam do dinheiro!
Vitor Oliveira
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Publicado por Vitor Oliveira em Abril 22, 2008
Vitalino Canas acusou de má-fé a bancada parlamentar do Partido Comunista Português. Tudo isto porque o PCP pediu que a Comissão Parlamentar de Ética analisasse um caso ilegal.
Não percebo o espanto de Vitalino. Será que este pensa que pode ser deputado e celebrar contratos com entidades públicas? Eu respondo: Não pode! Não sou eu que assim decido. É o “estatuto do deputado”. Vitalino, actualmente, acumula o cargo de deputado e porta-voz do Partido Socialista com o de provedor do trabalhador.
Em sua defesa, o deputado do PS, diz que as suas funções visam os direitos dos trabalhadores e não das empresas. Dito desta forma quase que me convence que uma pessoa cujo salário é pago pela associação das empresas do trabalho precário consegue ter tal preocupação. Isto diz muito sobre a promiscuidade entre o governo e o patronato. Resta esperar pela decisão que a Comissão de Ética tomará amanhã.
Vitor Oliveira
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Publicado por Vitor Oliveira em Abril 22, 2008
António Costa saiu do governo para “salvar” a Câmara Municipal de Lisboa da grave crise financeira. A tarefa não é nada fácil, requer muito engenho e arte. Não creio que tal decisão passe por encerrar estruturas de ligação da cidade com o exterior. Como será possível querer encerrar a histórica estação ferroviária de Santa Apolónia?
A decisão de se elaborar uma obra de enorme custo para os contribuintes e de longa duração não deveria ser tomada de ânimo leve. No entanto, após a recente inauguração da estação do metro de Santa Apolónia e de se estar a construir o terminal portuário na mesma zona, o Presidente da Câmara coloca a hipótese de encerrar uma das principais ligações da cidade com o exterior. Ter-se-á esquecido que Santa Apolónia faz a ligação com a linha ferroviária do Norte? Será justo que todos os utilizadores da linha do Norte tenham de terminar a sua viagem na estação do Oriente e, em alguns dos casos, fazer uma viagem de quarenta minutos de metro, com o desconforto das malas e de trocar várias vezes de linha?
Se o objectivo é diminuir o trânsito em alguns pontos da cidade, fazendo uma melhor utilização das vias de comunicação principais, então porque não cancelar o projecto da ponte Chelas-Barreiro? Faria mais sentido a construção de um túnel que ligasse a margem sul à margem norte directamente num dos principais eixos rodoviários. Ou até que se construísse apenas uma ponte ferroviária.
Parece inadmissível que o Governo e autarquias não trabalhem em conjunto, num Estado de Direito. É nesta politiquice do cada um por si que surgem os problemas financeiros. Gasta-se o que não se tem, fazendo o que não terá utilidade.
Vitor Oliveira
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Publicado por Vitor Oliveira em Abril 21, 2008
Tal como Santana Lopes, quando o seu governo foi destituído, Luís Filipe Menezes acusou alguns membros do PSD de fazer oposição interna e de não apoiar o líder do partido. Quase que implorando pela maioria absoluta, caso se recandidate. Faz sentido. Esta estratégia, se vier a ser confirmada, tem tanto de desespero como de falta de ética. Falta de ética, porque escolheu um prazo de trinta dias para convocar as novas eleições do partido. A ética de Menezes, ou falta dela, em nada me surpreende. Basta recordar os plágios feitos na blogosfera.
Atento, Santana diz que está com Menezes. Atitude sábia. Caso Menezes não avance dará o seu apoio a Santana. Mas sinceramente, BASTA! Está na hora de o PSD ser uma oposição a sério. Chega de um partido, que mesmo com um governo repressivo e pouco capaz, não consegue sequer travar o crescendo deste nas sondagens.
Entre Aguiar Branco e Pedro Passos Coelho, apoio claramente Aguiar Branco. Passos Coelho contará com o apoio de alguns apoiantes de Menezes, caso este não esteja na corrida. O melhor para o partido seria a candidatura de Manuela Ferreira Leite. Não tenho a menor dúvida de que a Conselheira de Estado faria história. Não como presidente do partido da oposição, mas antes como Primeira-Ministra. Entre outros, Ferreira Leite conta com o apoio de António Borges.
Vitor Oliveira
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Publicado por Vitor Oliveira em Abril 18, 2008
Nova lei do divórcio
O Governo decidiu seguir a táctica arquitectada por Erich Von Manstein, aplicando a Blitzkrieg à sua forma de chefia. Só assim consigo justificar que em cinco dias úteis se consiga propor, discutir e aprovar um projecto de lei.
Certamente como resultado de decisões precipitadas, surgem as dúvidas dos portugueses devido aos textos imprecisos e contraditórios. Resta saber se desta vez haverá recuos…
Chegou a vez de o divórcio aderir ao “simplex” e, a ver vamos, se será mais um motivo para a sociedade continuar a perder valores e responsabilidades sociais.
Na tentativa de “modernizar” a sociedade, o Primeiro-Ministro, defende a responsabilidade paternal, em detrimento do poder paternal. Pai e mãe passam assim a assumir igual importância, mesmo após o divórcio. Ao invés de consciencializar a sociedade, José Sócrates decidiu intervir de uma outra forma. Como? Intervir obrigando, bem ao seu estilo, sem criar meios para que se possa cumprir a lei.
Não me parece que, com um sistema de justiça cada vez mais lento, a principal preocupação seja considerar a violência doméstica uma causa para o divórcio, em vez de criar uma forma de punir os prevaricadores. Não acredito que os agressores consintam o “divórcio simplex” sem dificultar a vida, como muitas vezes sucede, aos seus cônjuges.
Na continuação da luta contra o parasitismo, seja no combate à corrupção ou à criminalidade em geral, surge uma nova frente: o fim da pensão de alimentos definitiva. Passando esta a ser de carácter temporário, obriga cada um dos cônjuges a assegurar a sua própria subsistência. E é em busca desta sociedade “mais justa” que surge o crédito de compensação, através do qual o cônjuge que mais tempo despendeu para o lar ou aquele que contribuiu manifestamente mais para a pensão de alimentos será de alguma forma reembolsado. Com a população cada vez mais a crédito, o ex-cônjuge será encarado como uma agência bancária, ao arrecadar o seu suprimento monetário.
Vitor Oliveira
*Blitzkrieg (ataque-relâmpago) – Doutrina militar usada pelo exército alemão durante a 2ª Guerra Mundial. Consistia em utilizar unidades móveis para realizar uma investida surpresa e veloz, sem que o inimigo se pudesse organizar defensivamente.
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