Se eu fosse Primeiro-Ministro

a opinião tem uma origem

Arquivo de Novembro, 2008

“Polémica do Avante”

Publicado por Vitor Oliveira em Novembro 19, 2008

Sei que muito tempo já passou desde a festa do Avante, porém só agora obtive resposta ao pedido de divulgação. Como tal só agora posso publicar o e-mail que recebi de um leitor e comentador do blog.

“A Festa do Avante tem tido desde a primeira hora da sua criação, a preocupação de incluir entre a variada programação, uma vertente cultural capaz de atrair público fora dos limites partidários e de simpatizantes do Partido Comunista Português.

Este ano, as parangonas noticiosas de vários órgãos de comunicação, sugeriam um espectáculo de ópera como sendo a grande atracção a exibir.

Para a realização desta inovadora exibição, terá sido investido o senhor João Maria de Freitas Branco como presidente da direcção da Ginásio Ópera, cuja orquestra seria reforçada com alguns músicos da Orquestra Sinfónica Portuguesa. Este espectáculo teve infelizmente de ser cancelado devido à chuva.

Após um cancelamento que todos os artistas envolvidos lamentaram, estava no entanto reservada aos músicos da Ginásio Ópera uma grande estupefacção: na altura da realização dos pagamentos contratados, aperceberam-se de que todos aqueles músicos que tinham sido convidados para actuar como reforço, iriam receber pelo mesmo espectáculo uma remuneração superior em 50 € cada.

Nada disto seria muito de espantar tendo em conta a livre contratação existente nas vontades das partes. Talvez a maior indignação para estes trabalhadores culturais, tenha resultado de esta discriminação aparecer ao arrepio da propalada frase “a trabalho igual, salário igual”, tão amplamente divulgada pelo partido organizador da Festa durante os largos anos em que se tem reivindicado como defensor dos direitos dos trabalhadores.

Por esta situação nos merecer toda a indignação pela mesquinha discriminação laboral que encerra, não podemos deixar de divulgar o seu conhecimento fora do restrito número daqueles que laboram nos meios culturais, já que o seu significado extravasa muito para além da mera revelação de preconceitos de classe.

Assinado:
Piu Allegro”

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Preparem-se para um novo Santana Lopes

Publicado por Minerva em Novembro 10, 2008

Não gosta de vida social… Acreditam? É o que diz o próprio Santana Lopes, em entrevista à Pública (“Quantas vezes pode um político renascer?”, por Paulo Moura e Enric Vives-Rubio, 09.11.08).

“É que… e dou-lhe a minha palavra de honra, eu sei que ninguém acredita nisto, mas eu não gosto da vida social. Odeio. Podem rir-se à vontade.”

Depois da tempestade de 2005, o político “mergulhou nas profundezas de si próprio”. Agora, armado com aulas de piano, Shiatsu e muita leitura de biografias de políticos, Santana considera que “está prevenido” contra os ataques dos seus adversários. O seu objectivo não é só ser eleito para a Câmara de Lisboa. É ser eleito duas vezes, ou seja, permanecer aí dois mandatos.

Ah, e além disso, desistiu de ir a festas. Descobriu que tem uma responsabilidade social. “Não sou uma pessoa comum”, revela à Pública. Quanto a isto não tenho dúvidas…

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