Se eu fosse Primeiro-Ministro

a opinião tem uma origem

Arquivo de Maio, 2009

Sino-europeias

Publicado por Minerva em Maio 28, 2009

Por que é que todas as vezes que vejo este outdoor me lembro… da China?

outdoor_03

Muito mau gosto… mas entre este e os outdoors cinzentos da Ferreira Leite…

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O realismo de Medina Carreira!

Publicado por fernaomagalhaes21 em Maio 25, 2009

Uma “grande entrevista” onde fiquei surpreendido pelo conhecimento e a frontalidade com as quais Medina Carreira fez uma análise ao estado da conjectura política, social e económica do país. Realço algumas das frases proferidas por este, no entanto não posso deixar de ficar admirado pela escassa divulgação desta notável entrevista sabiamente conduzido por Mário Crespo.

Mário Crespo Entrevista

“Se o chefe de estado disse-se outra coisa seria um mentiroso… Nem Jesus Cristo teria soluções

“Se nos tivéssemos escolas que educassem, tribunais que julgassem, políticos que não fossem corruptos e burocracia que fosse aceitável, isto era diferente.”

Nunca se resolveu nada de fundo. O sistema está ao serviço dos políticos principais. Os principais partidos políticos, PS/PSD, vivem das sondagens que vocês (jornalistas) apresentam. Eles têm uma clientela fixa e funcionam, basicamente, como bancos alimentares. É a manjedoura estadual.

“O país anda a ser embebedado pela classe política.”

“A maioria absoluta é para gente competente, sensata e humilde. Este governo não tem nenhuma destas características.” Acha que tem?

“A reforma tem de começar pelos partidos.”

“Mário Crespo – Já pensou formar um novo partido?; Medina Carreira – Casas de mulheres de ma vida já há muitas!

Bruno Pereira

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Paulo Rangel ao PE

Publicado por Vitor Oliveira em Maio 19, 2009

Sei que o voto é secreto, no entanto nada me proíbe de revelar as minhas intenções de voto. No caso das eleições para o Parlamento Europeu, estão com o cabeça de lista social-democrata, Paulo Rangel.

Alguns dos factores que me influenciam na escolha são:
A franqueza com a qual o candidato repudiou a atitude de Elisa Ferreira. A candidata afirmou que apenas “emprestou” o nome à lista;
O espírito empreendedor revelado pelo candidato, nomeadamente ao sugerir uma espécie de erasmus para jovens trabalhadores. Acho esta medida bastante inovadora, proveitosa e aliciante para todos os jovens;
Outro factor igualmente importante foi a oposição por parte do candidato à ideia de um bloco central no panorama político Português.

Rangel é um candidato que actua, alvitra e intervêm. A respeito de Vital Moreira, o candidato socialista, sinto-me envergonhado. Vital Moreira vive na sombra das intervenções públicas do seu líder, e quando decide “dar um solo” aos portugueses as suas intervenções são vazias de nexo. Para não falar das declarações de Vital Moreira quando foi insultado nas comemorações do 1 de Maio.

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Doutores à força!!!

Publicado por Vitor Oliveira em Maio 12, 2009

Ainda estou abismado com a falta de conhecimento e coerência por parte de Mariano Gago. Gostaria de entender qual o motivo pelo qual o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior descredibiliza o ensino politécnico.

Basicamente, este filósofo dos estudos defende teorias que, na prática, vão alimentar lobbies. Isto é, pretende que haja uma divisão, ainda maior, entre ensino universitário e politécnico. Com o primeiro a ser vocacionado para a ciência e o segundo para a indústria. Não bastante, defende ainda que os cursos do ensino superior sejam leccionados apenas por doutorados.

Até posso compreender que necessite de maior número de doutorados. Se mais não sejam para ganhar fundos da UE e imobiliza-los, tal como o governo fez com os fundos comunitários para a agricultura. Não acho que esta medida seja proveitosa. A que custo ela será tomada? Não serão os alunos que vão sofrer com professores sem experiência prática? Não é justo que os alunos que frequentam cursos (que se esperam) práticos tenham apenas professores doutorados. O que poderá levar a uma menor experiência profissional e capacidade exemplificativa durante a transmissão de conhecimentos.

Por fim, o tema central: o desrespeito pelo ensino politécnico. Há duas hipóteses para tal afirmação. Ou o Professor Doutor não é uma pessoa inteligente, o que não me parece de todo possível, ou acredita que a bipartição do ensino superior poderá ser benéfica, e isto não me parece tambem inteligente.
Mais uma vez se discrimina, se reparte. O ministro vive na sombra dos números: por causa de 10% de investigadores, deseja dividir o ensino superior. Por causa de meia dúzia de tostões, impõe o doutoramento aos docentes do ensino superior.

A que custo, em termos qualitativos, se impinge esta reforma? Com uma constante rotatividade dos docentes, exigências meramente académicas e não qualitativas na selecção dos mesmos, não acredito que o ensino ganhe qualidade. O governo destrói e humilha todas as conquistas institucionais.

Vitor Oliveira

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Luta pela mediocridade intelectual

Publicado por Vitor Oliveira em Maio 11, 2009

Finalmente interrompo o interregno, passo pleonasmo, ao qual este blogue esteve sujeito. Não é compreensível a pausa que fiz, sei-o bem, ainda para mais numa altura tão farta em acontecimentos.

Desde o nosso politico profissional, Mário Soares, que veio defender que os políticos não poderiam enriquecer a custa da política. Estranho! Como obteve Soares a sua fortuna? Mais grave ainda, proferir tais declarações na véspera do 25 de Abril, afirmando um oportunismo da classe politica. Considero grave, pois de certa forma Mário Soares também foi um. Basta avaliar a relação luta/beneficio com que contribui para o golpe.

Outro pensamento que me ocorreu nestes dias esta relacionado com o BE. É um partido que tem subido nos votos, não pelo trabalho em torno do povo Português, não na luta por uma maior qualidade de vida, antes por defender políticas de minorias. Porquê tanta discussão em torno dos homossexuais? Seria mais simples um decreto de lei, não há nada de tão básico na liberdade como escolher com quem se quer casar. Porquê as drogas leves agora? Será que o país não tem problemas bem mais graves?

Um outro acontecimento que me tem deixado extremamente preocupado é a luta contra os números levada a cabo pelo governo. Tanto na sinistralidade rodoviária como no apoio aos reformados e inclusive no número de desempregados. As pessoas começam a ficar fartas. Que tal um numero total de desempregados? (contando também os que fazem cursos atribuídos pelo governo). Que tal um numero total de vitimas mortais de acidentes rodoviários? (Contando a causa da morte e não o local).

Vitor Oliveira

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