Se eu fosse Primeiro-Ministro

a opinião tem uma origem

Arquivo de Setembro, 2009

E agora, como se vai governar Portugal?

Publicado por Vitor Oliveira em Setembro 28, 2009

Terminado o acto eleitoral e conhecidos que estão os resultados, cesso o interregno a que submeti o blogue. Fiquei surpreendido com os resultados. Esperava a derrota do PSD, também a derrota do PS, no fundo esperava a derrota de toda a classe política, e de todo o sistema político democrático nacional.

(Que se desengane quem leu nas minhas palavras alguém que defende uma ditadura, longe disso. Defendo um sistema realmente democrático, onde eu como eleitor, e um pouco à imagem dos EUA, possa escolher para lá do partido vencedor, o candidato que melhor satisfaz as ideologias de cada partido. E quais seriam os meus candidatos? Seriam os seguintes: PS- Manuel Alegre, PSD- Pedro Passos Coelho, CDS- Paulo Portas, BE- Francisco Louçã, CDU- Carlos Carvalhas, PNR, bem neste ultimo caso, acho que democraticamente, e para bem da democracia censurava o partido.)

Derrotado que foi o PSD, apesar de a líder ter tentado atenuar os resultados, o que afinal é compreensível, tão perto das autarcas não faz falta o pessimismo, e vencedor que foi o PS, resta a segurança de que o PS não conseguirá garantir uma maioria parlamentar de esquerda. Será necessária a contribuição do CDS. Ainda bem, ainda existem jovens que querem “empresas, postos de trabalho, casar, ter casa e constituir família”.

Vitor Oliveira

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A verdade: não há avanço!

Publicado por Vitor Oliveira em Setembro 19, 2009

Pensei fazer um interregno, esperava não voltar à crítica antes do início do mês de Outubro. Não queria assumir responsabilidades na decisão. Continuo com a mesma vontade, como tal, nem PS, nem PSD vão ter o prazer, melhor, a infelicidade, de contar com o meu voto. Acredito que nenhum dos partidos quer ser eleito, muito menos com maioria absoluta. Portugal está carcomido. A política portuguesa está corroída até às entranhas.

Não consigo reeleger um Governo que não informa o povo sobre a dívida externa a que o país está submetido, que manipula tudo e todos, assim como não considero digno de ponderação, sequer, um voto num partido com um programa eleitoral vago, que não conseguiu fazer oposição, sobretudo quando esta era crucial.

José Sócrates diz que tem medo do regresso ao passado. Mas era bom que o passado voltasse, sobretudo os ideais que Sócrates defendia enquanto líder da oposição. Com uma oposição como o PSD, com a primeira maioria absoluta, com o maior mandato de sempre, o Governo tinha de ter feito mais e melhor. Manuela Ferreira Leite não diz nada, inventa aparições e ilude as pessoas, enquanto espera atentamente a autodestruição de Sócrates.

É necessário dar credibilidade aos tribunais, ao sistema de saúde, às escolas, e não é com estes protagonistas que o panorama político vai melhorar. Urge uma alteração de fundo. Não podemos continuar com bases democráticas débeis, disfuncionais e arcaicas. Muito menos pintar um país que não existe, escondendo as dívidas e transformando o TGV e o aeroporto numa prioridade nacional. Pior que isto, é a actuação permissiva do “principal” partido de oposição!

Vitor Oliveira

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