Governo trava ISEL
Publicado por Vitor Oliveira em Dezembro 2, 2010
O presidente do Instituto Superior de Engenharia de Lisboa, José Carlos Quadrado, tentou aumentar os índices remuneratórios dos Docentes que se encontram no Instituto desde 2004. O esforço financeiro ao qual o ISEL estaria sujeito não seria desproporcionado: 600 mil euros num orçamento anual de 28 milhões. Esta medida teria como objectivo amenizar o impacto da nova lei de tributação bem como motivar os professores deste Instituto. José Carlos Quadrado afirma que «Os professores universitários têm os vencimentos congelados desde 2004 e estão a começar a perder a motivação». Muitos, acrescenta, acabam por sair do país à procura de reconhecimento.
Seria uma boa medida, ideal para demonstrar a preocupação do Instituto para com o bem-estar dos seus Docentes. Porém assistimos, mais uma vez, a uma pretensa irregularidade. Já não é a primeira vez que tal sucede, deveria haver mais cuidado. Não é benéfico para nenhum elemento da família ISEL que estas notícias venham a público, podendo inclusive suscitar uma ideia incorrecta relativamente ao Instituto. No entanto, ilegalidades à parte, apesar de ser uma medida justa e apropriada, numa altura de crise em que todos fazemos sacrifícios, haverão investimentos mais assertivos a serem feitos.
“Dar é o verbo mais curto da primeira conjugação. Não dar é o mais barato.”, Noel Clarasó
José Gaspar disse
Os Docentes merecem o aumento, no entanto, se está congelado, é para todos. Mais, o que faz uma esmola de 40 a 50 euros num ordenado entre 1500 a 2000 euros, não será isto que nos vai motivar, será sobretudo o amor à camisola…
Margarida disse
Sim, os Docentes merecem um aumento “motivador” mas acima de tudo, o ISEL merece que este tipo de sérias dúvidas de legalidade acabem de vez!É certo que estamos em época Natalícia, mas não nos podemos esquecer da crise global que enfrentamos. A “família ISEL”, ao menos, deveria contar com o bom senso de quem a preside.
Pedro Sabido disse
Merecendo ou não aumentos, não me parece que um professor universitário fique motivado somente com motivações monetárias. Não será mais gratificante e motivador para alguém com essas funções na sociedade que se faça um esforço para que lhe sejam facultadas cada vez melhores condições não só de ensino como de investigação? Certamente que pelo menos os estudantes agradeceriam.
Deixo a pergunta no ar: Não será esta, uma época de crise, uma boa altura para procurar motivações para além das motivações remuneratórias?
Vitor Oliveira disse
Concordo contigo Pedro. Isso parece-me o mais relevante, ainda para mais quando o aumento seria de 40 a 50 euros e se destinava a professores com o ordenado base compreendido entre 1500 e 2000 euros.
Aquele Aluno disse
Discordo com tudo o que foi escrito aqui.
Acho que não estão a perceber o trabalho extenuante que os professores universitários têm no nosso instituto.
Os dias que eles passam no instituto, as sebentas sempre actualizadas, a quantidade de aulas práticas que temos e que são bastante úteis para a nossa experiência adquirida na área,o acompanhamento depois das aulas e a disponibilidade visto que eles passam la dias e dias, o material fornecido para estudo que nós alunos vamos passando e fotocopiando entre os colegas e acima de todo o conhecimento que tão bem é passado para os alunos!(falo do que conheço sendo eu um aluno de civil)
Nós alunos,temos de ter em conta que grande parte destes professores só têm este sustento e acho sinceramente que mesmo em tempo de crise e cortando em todos aqueles que não trabalham nem 1/5 do que os nossos professores trabalham,se deveria não duplicar mas sim triplicar os seus ordenados e se possível deixar uma caixinha de gorjetas a porta de cada departamento!
Vitor Oliveira disse
Não está em causa o mérito dos professores, repito, não está em causa:”Seria uma boa medida, ideal para demonstrar a preocupação do Instituto para com o bem-estar dos seus Docentes.”, “bem como motivar os professores deste Instituto”, ” O esforço financeiro ao qual o ISEL estaria sujeito não seria desproporcionado:”!!!
No entanto, não seria justo para com outros sectores da função pública, sendo alguns deles igualmente exigentes e não tão bem remunerados.
Depois pergunto: O que faz um trabalhador, cujo ordenado está compreendido entre 1500 e 2000 euros, com um aumento de 40 a 50 euros?
É que a partir do dia 1 de Janeiro, mesmo com o aumento, iria receber menos. Era uma boa medida, mas, creio que 50 euros em 2000 não justificam o que, se for confirmado, é uma medida ilegal.