Para Refletir (III)
Publicado por Vitor Oliveira em Fevereiro 9, 2011
Todos afirmam, novamente, que “Portugal está decadente!” Será a história um processo cíclico?
“Não tem de ser assim. Chora-se demais e trabalha-se de menos. Há excesso de Jeremias no nosso país. Choram com saudades do antigo templo, mas choram sentados. Uns atribuem a nossa decadência às crises políticas, outros às influências árabes, para não irem mais longe buscar as célticas.
Não podemos ser uma nação industrial porque nos falta o carvão, que é o pão da indústria. Temos de ser um povo essencialmente agrícola, mas da agricultura Não estamos a tirar metade do proveito possível por serem velhíssimos os processos usados.
Quem se importa com isso? Trabalhar o menos possível, sob a tutela do Estado que lhe garanta o suficiente à vida, eis o sonho do preguiçoso português.”, Oliveira Salazar (com 19 anos de idade, 1909)
“Em primeiro lugar, à igreja pouco importa que o governo seja de um só ou de muitos. Tanto lhe dá que seja republicano ou Monárquico, desde que se aplique ao bem comum.
Depois, o Estado não pode ser o reflexo da multidão soberana; o poder civil e político não vêm do povo; todos os grupos de Homens necessitam de um chefe supremo.
Em terceiro lugar, os católicos devem empenhar-se na vida pública e chegar-se aos mais altos cargos de estado.
No que respeita as relações entre poder eclesiástico e o poder civil, eles devem estar separados com nitidez; cada um é soberano no seu género, ainda que deva de existir entre ambos um sistema de relações bem ordenado.
Finalmente, a liberdade excessiva é um erro! Pensar e poder publicar os próprios pensamentos não é por si um bem de que a sociedade tenha de se felicitar; e antes a fonte de muitos males.”, Oliveira Salazar
“Não me dês pobreza nem a riqueza. Dá-me o pão que for necessário, para não suceder que, estando farto, te negue, ou que, empobrecido, venha a roubar.”, Agur in Bíblia
“A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe”, Bíblia Provèrbios 29.15
Ricardo Vieira de Sousa disse
Portugal sofre do síndrome de uma revolução que não o era já antes de o ser.
Compete a todos nós retirar o País do lodo a que sucessivos políticos e amigos nos habituaram.
FMI é um mal muito necessário, pois sejamos realistas, sem uma entidade estrangeira a controlar os gastos do nosso Governo, quem nos garante que os esforços que todos os Portugueses estão a fazer neste momento, não serão em vão, e contribuam para um número reduzido de carteiras?
Sou Português mesmo neste período vergonhoso da nossa história, em que a (IN)Justiça reina, as amizades fazem o resto, e o português paga.Contudo penso que a entrada do FMI será infelizmente a única forma de acabar com o saco azul gigante do Capitalismo Inconsciente que certos e determinados grupos de iluminados transformaram Portugal.
O estado da Educação vai de mal a pior, a Saúde, querem privatiza-la a 100% e o futuro nem a Deus pertence.Estou farto deste marasmo português, basta de pensar no passado, temos de lutar pelo nosso Futuro!Não podemos ser reconhecidos como a Geração dos 500 (ordenado comum para os recentes licenciados portugueses), juntos podemos ser reconhecidos como a geração que lutou e defendeu Portugal, que acreditou na mudança, mesmo quando a porta da esperança estava fechada, mas para isso ninguém pode consentir a indiferença, o egoísmo,o facilitismo…porque senão,não passamos do que somos agora.
Bem Haja.