Se eu fosse Primeiro-Ministro

a opinião tem uma origem

Arquivos para a Categoria ‘Política’

O camarada Armando

Publicado por Vitor Oliveira em Novembro 6, 2009

José Sócrates afirmou que o entristece o envolvimento do seu amigo Armando Vara no processo “Face Oculta”. Quem pensava que Sócrates era um ser autoritário e rude que se desengane.

O nosso Primeiro-Ministro fez uma carreira política com o arguido Armando Vara. Só não percebo qual! No entanto nota-se que tiveram uma forte ligação profissional. (Nada de segundas interpretações, não me estou a referir negócios ilícitos, muito menos referi o caso Freeport, a Galp, a média diária de 10 projectos de Engenharia, nada disso. Aliás se o fizesse era estupidez, estamos a falar de uma carreira a dois.)

Claro que um arguido não é culpado, pelo menos até que alguém prove o contrário. Porém quem deixa o Primeiro-Ministro triste arrisca o fundo de desemprego. Logo, temo que ninguém o prove, pior que alguém descubra que foi tudo um erro, que um directo da PJ seja demitido e o estado condenado a uma indemnização. Nem tudo é mau, desta forma a tradição não será quebrada, mais um caso ficará por resolver, mais um(s) crime(s) de colarinho branco será arquivado(s).

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Espinho: Vergonha Democrática

Publicado por Vitor Oliveira em Outubro 20, 2009

O PS Espinho anunciou hoje que recorreu para o Tribunal Constitucional (TC) ”. O objectivo dos Socialistas é que o TC declare nulidade relativamente ao processo eleitoral. Entre outros argumentos, apresentados pelo PS Espinho, saliento os seguintes:

-Numa das mesas de voto havia 637 boletins para 467 votantes. (Com estes números só por má vontade é que alguém pode afirmar que os Portugueses não participam o suficiente nas eleições);
-Na freguesia de Silvalde o PSD começou por ganhar com 299 votos, este foi um grande resultado eleitoral, pelo menos no inicio. Depois houve nova contagem e o partido só ganhou com 289 votos, o que traduz uma vantagem de um voto face ao PS, partido este que defende um empate, já que entende que um dos votos foi mal anulado.
-Falando em votos anulados, estranho não o terem sido votos com inscrições com “Mandem o Mota para o Brasil” e “o IMI está muito alto”.

Se confirmado, é vergonhoso que se assista a este tipo de casos. Não importa a dimensão da vigarice, do município nem sequer o número dos eleitores. Interessa apenas o facto de estarmos num país considerado desenvolvido, um país livre de regimes não democráticos há mais de trinta anos e mesmo assim haver quem tente contornar a democracia. O que é vergonhoso por si só, independentemente da escala a que se verifique.

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O “pobre” Governo minoritário

Publicado por Vitor Oliveira em Outubro 19, 2009

“Já fui rico e já fui pobre. Prefiro ser rico.” É esta a metáfora que o líder do PS mais tem utilizado nos últimos tempos. Como bom político José Sócrates não foi honesto, um político que se preze, sobretudo num estado à beira mar, não pode falar a verdade, é uma espécie de tabu que nem os Portugueses apreciam que se quebre. O secretário-geral do PS vai apreciar esta nova experiência. Se por um lado fez história com a primeira maioria do PS, e que escória, PERDÃO, HISTÓRIA, chegou o momento de liderar uma minoria parlamentar peculiar.

Esta minoria tem características boas para os Portugueses, sobretudo para aqueles, que como eu, não apreciam a forma de governação do Primeiro-Ministro.
Em primeiro lugar o governo não pode ser destituído durante os primeiros seis meses de governação nem nos últimos seis meses de governação do Presidente da Republica. (Depois é esperar que o deputado Manuel Alegre não vença as presidenciais, temo que em caso de vitoria destitua o seu compadre, não por complot, antes por ideologia e justiça. Mas como no caso uma coisa leva à outra…) .
Em segundo é um governo propício a birras e queixinhas na praça pública, é sabido como isso mancha a credibilidade de qualquer ser humano que se preze, mesmo que este já seja político, no entanto em Portugal traz grandes prerrogativas, vai se lá saber o porquê.

Se com todos estes percalços o governo se aguentar quatro anos, o que seria óptimo, era o fim da era José Sócrates. Por outro lado se for destituído, ou levado a pedir demissão, a história será repetida. Teremos seis anos e não quatro da era de Sócrates.

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O Governo de Sócrates

Publicado por Vitor Oliveira em Outubro 15, 2009

José Sócrates vai liderar sozinho, melhor, com um Governo totalmente da sua autoria, que temo que vá dar ao mesmo. Mas, pelos vistos, não era isto que o secretário-geral do PS pretendia. Pelo menos, foi o que depreendi das suas palavras: “Perguntei-lhes se estavam dispostos a iniciar COMIGO um diálogo político”, mas “Nenhum dos outros partidos políticos está disponível para o diálogo rumo à estabilidade política”. ”. É bom poder apreciar alguma humildade no Eng.º Sócrates, cheguei até a sentir algum sentido de estado durante a entrevista, possivelmente foi uma interpretação nefasta, mas gostei da sensação.

Foi impressão minha ou o líder socialista deu a entender que Portugal só obteria estabilidade política se houvesse essa coligação (de interesses)? Ainda bem que não surgiu. Penso que o poder em demasia confunde José Sócrates. No entanto, fiquei com a dúvida, talvez pelo passado recente: seria a estabilidade, no entender do nosso Primeiro-Ministro, proporcional ao número de intervenientes no cartel? A ideia é estranha.

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CDS-PP: A oposição

Publicado por Vitor Oliveira em Outubro 14, 2009

“O CDS/PP será oposição e desaconselha moções de censura e de segurança”. O PSD não vai formar qualquer tipo de coligação com o governo, pelo menos foi esta a garantia dada pela líder. A direita, por enquanto, decidiu assumir o papel que o eleitorado lhe atribuiu. A posição parece-me elegante. Concordo com Paulo Portas, como concordei com a posição do professor Marcelo Rebelo de Sousa. Em suma, considero que a oposição deve ter uma contraposição face à ideologia governamental, mas não deve “ser do contra”.

Porém a ameaça do CDS em verificar lei a lei, proposta a proposta, a qualidade do que for sugerido pelo Governo levanta algumas questões. Uma vez que este seria o rumo natural de duas centenas de deputados no parlamento, se o líder do CDS enfatizou o tema, ou não tinha mais o que dizer, ou existe uma espécie de chantagem política no ar. Haverá algum rendimento partidário a cada assentimento face ao Governo? Irá o CDS defraudar o seu eleitorado? Convém ainda não desprezar a hipótese de queda antecipada do Governo, seria bom que o CDS continuasse com os mesmos níveis de qualidade enquanto oposição…

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Salgalhada Comunista

Publicado por Vitor Oliveira em Outubro 13, 2009

O comité central do Partido Comunista Português (PCP) declarou, em conferência de imprensa, que os resultados das eleições autárquicas foram “insatisfatórios”. É bom sinal! Espero não ser mal interpretado, para isso já bastou Karl Marx, mas não posso deixar de me sentir satisfeito, quer pela afirmação, quer pelo seu significado.

Esboroemos a contenda! Pela primeira vez, nas últimas eleições, um partido assume uma derrota de forma clara. Pela primeira vez os Portugueses começam a ponderar o futuro de uma outra forma, pelo menos foi o caso de Felgueiras, Ponte de Lima e dos sete municípios “ex-comunistas”. (Talvez um dia Oeiras e Gondomar cheguem a este patamar.)

Mais uma vez, apelo à compreensão, embora seja incapaz de perceber um partido que por exemplo, se recusa a responder a algumas questões como “Cuba é uma democracia?”, e embora apresentando um candidato a um município, apela ao “voto útil” num outro partido. Foi o caso de Ruben de Carvalho em Lisboa. Porque esperava o PCP um desfecho diferente?

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Marcelo: O apaziguador (des)interessado

Publicado por Vitor Oliveira em Outubro 12, 2009

Li as declarações do professor Marcelo Rebelo de Sousa. Uma análise cheia de maturidade política, bom senso e sentido de compromisso. Não faz sentido que o principal partido da oposição pense votar contra o Orçamento de Estado, sobretudo quando o povo reelegeu José Sócrates. Como disse Marcelo Rebelo de Sousa, a Lei deve ser aprovada para “evitar um ciclo de instabilidade no país”.

Seria lamentável que um partido que nada fez como oposição e que, por isso, foi maltratado pelos Portugueses, se transmutasse para um partido do contra. O PSD tem de assumir as derrotas, porém não deve fazer alterações de fundo nesta altura. Seria sensato esperar algum tempo. Talvez até surgir a instabilidade política natural, as greves, a contestação. E aí surgir uma lufada de ar fresco, um novo secretário-geral. O futuro do país deve passar por Pedro Passos Coelho (se bem que as declarações recentes deram a entender que é mais um homem de ocasião/poleiro), Filipe Menezes ou Aguiar Branco.

É notório o clima de crispação no seio do PSD. Nada pior que assistir à lavagem de roupa suja em praça pública. Espero que pelo menos o partido arrume definitivamente a casa para seu próprio bem, do país e dos Portugueses. “O PSD não pode ter uma visão simplista sobre o que está a viver. Se continua balcanizado ou, se se balcaniza, ainda mais continuará enfraquecido”, conclui Rebelo de Sousa.

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Talvez seja melhor o silêncio

Publicado por Vitor Oliveira em Outubro 9, 2009

Continuo sem compreender a atitude de Manuela Ferreira Leite. Numa altura em que José Sócrates se auto-destruía nas sondagens, diminuindo o avanço sobre o PSD, começou a intervir, o que aliado ao clima de especulação das declarações de Cavaco Silva, contribui para a derrota do PSD.

A líder do PSD intervém agora de forma caótica, afirmando que “é inaceitável a candidatura do PS à Câmara Municipal de Lisboa invocar a sua ligação ao governo como uma vantagem”.

Como é possível estragar o melhor trunfo de Santana Lopes? O candidato à Câmara Municipal de Lisboa usou e abusou da ligação entre António Costa e o governo, quer na manutenção da Gebalis, como na terceira travessia do Tejo e na expansão do terminal de contentores de Alcântara. A posição do candidato do PSD difere da posição de António Costa, que por sinal é a posição do governo.

Talvez seja a hora da verdade. O povo disse que não a Manuela Ferreira Leite. Seria bom que a líder mantivesse o silêncio, talvez assim não dificulte ainda mais a tarefa dos candidatos às eleições autárquicas. O silêncio deve ser preservado, sobretudo quando os telhados são de vidro, no caso do PSD, bem como da maior parte dos partidos políticos portugueses, o vidro é bastante fino.

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Qual o caminho da Educação?

Publicado por Vitor Oliveira em Outubro 7, 2009

Ana Maria Bettencourt, presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), disse que “ a escola deve ter menos chumbos e garantir aprendizagem de qualidade”. Concordo plenamente que a escola deva garantir uma aprendizagem de qualidade. O sistema educativo deve ser revisto, uma mudança de fundo. Aliás, essa mudança deveria ter surgido antes das novas oportunidades, antes da entrega dos computadores Magalhães. Chega de remendar sistemas em subdesenvolvimento!

(Não é íntegro o grau de dificuldade que se tem exigido nos exames nacionais. Não é adulterando os resultados “finais” que melhora a qualidade de ensino.)

No entanto, e relativamente aos chumbos, apesar de concordar que os alunos devem ter um acompanhamento tão precoce quanto a duvida, não apoio tudo o que a presidente do CNE afirmou. A culpa dos chumbos não passa apenas pelo nosso sistema educativo. Falta um esforço por parte dos alunos, uma entrega e vontade de aprender. Muitos são os alunos que encaram a escola como uma obrigação e não como um direito. Direito esse que não raras vezes foi retirado de forma prematura a muitos portugueses.

Uma ultima observação, o motivo pelo qual o ensino privado tem melhores resultados que o ensino público não me parece tão óbvio e linear quanto: “os alunos têm mais apoio no privado”. Parece-me até que esse será o menor dos motivos. Mas isso…

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Há coisas que não mudam

Publicado por Vitor Oliveira em Outubro 2, 2009

Continua tudo na mesma. Entendo que o novo governo ainda não tenha tomado posse, no entanto estava à espera que houvesse mudanças. José Sócrates, no discurso de vitória de domingo, vincou a sua posição perante os jornalistas, a velha embófia. Compreendo a forma como ele os encara, mas também percebo as interpelações que os jornalistas lhe fazem. Com tanta balbúrdia…

As relações entre Belém e São Bento voltaram à primeira versão. Talvez, devido às declarações do Presidente da Republica, que terminou com a especulação. No entanto as “boas conversas” entre as duas partes não me parecem um bom presságio. Sobretudo porque um dos cenários possíveis, e talvez o mais forte, é que o governo de Sócrates trabalhará, talvez não seja a palavra certa, para conquistar os Portugueses, renunciará de seguida ao cargo e pedirá novas eleições. Com uma relação PM-PR, tão permissiva, voltaremos ao que sucedeu há bem pouco tempo. Depois volta o veto, de seguida a birra, o mimo e a teimosia. Em qualquer cenário, este mandato ficará pela metade.

O melhor desta “boa conversa” foi a pontualidade dos intervenientes. Acho que é preciso dar o adágio aos Portugueses. Um país com baixos índices de pontualidade não poderá evoluir. E acho bem que duas das mais altas instâncias nacionais dêem o figurino por tão nobre causa. Um momento. Pois… Acabei de ser informado que o Primeiro-ministro teve um atraso de 20 minutos. Foi um atraso pequeno, não é quase nada, no final de contas, (esta expressão já me parece muito bem aplicada), o que são 1200 segundos na vida das pessoas? Uma ninharia. E depois continuamos a ter um bom exemplo, o Presidente da Republica, chegou a horas, e estou certo que não foi devido ao encontro ter sido em sua casa.

Vitor Oliveira

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E agora, como se vai governar Portugal?

Publicado por Vitor Oliveira em Setembro 28, 2009

Terminado o acto eleitoral e conhecidos que estão os resultados, cesso o interregno a que submeti o blogue. Fiquei surpreendido com os resultados. Esperava a derrota do PSD, também a derrota do PS, no fundo esperava a derrota de toda a classe política, e de todo o sistema político democrático nacional.

(Que se desengane quem leu nas minhas palavras alguém que defende uma ditadura, longe disso. Defendo um sistema realmente democrático, onde eu como eleitor, e um pouco à imagem dos EUA, possa escolher para lá do partido vencedor, o candidato que melhor satisfaz as ideologias de cada partido. E quais seriam os meus candidatos? Seriam os seguintes: PS- Manuel Alegre, PSD- Pedro Passos Coelho, CDS- Paulo Portas, BE- Francisco Louçã, CDU- Carlos Carvalhas, PNR, bem neste ultimo caso, acho que democraticamente, e para bem da democracia censurava o partido.)

Derrotado que foi o PSD, apesar de a líder ter tentado atenuar os resultados, o que afinal é compreensível, tão perto das autarcas não faz falta o pessimismo, e vencedor que foi o PS, resta a segurança de que o PS não conseguirá garantir uma maioria parlamentar de esquerda. Será necessária a contribuição do CDS. Ainda bem, ainda existem jovens que querem “empresas, postos de trabalho, casar, ter casa e constituir família”.

Vitor Oliveira

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A verdade: não há avanço!

Publicado por Vitor Oliveira em Setembro 19, 2009

Pensei fazer um interregno, esperava não voltar à crítica antes do início do mês de Outubro. Não queria assumir responsabilidades na decisão. Continuo com a mesma vontade, como tal, nem PS, nem PSD vão ter o prazer, melhor, a infelicidade, de contar com o meu voto. Acredito que nenhum dos partidos quer ser eleito, muito menos com maioria absoluta. Portugal está carcomido. A política portuguesa está corroída até às entranhas.

Não consigo reeleger um Governo que não informa o povo sobre a dívida externa a que o país está submetido, que manipula tudo e todos, assim como não considero digno de ponderação, sequer, um voto num partido com um programa eleitoral vago, que não conseguiu fazer oposição, sobretudo quando esta era crucial.

José Sócrates diz que tem medo do regresso ao passado. Mas era bom que o passado voltasse, sobretudo os ideais que Sócrates defendia enquanto líder da oposição. Com uma oposição como o PSD, com a primeira maioria absoluta, com o maior mandato de sempre, o Governo tinha de ter feito mais e melhor. Manuela Ferreira Leite não diz nada, inventa aparições e ilude as pessoas, enquanto espera atentamente a autodestruição de Sócrates.

É necessário dar credibilidade aos tribunais, ao sistema de saúde, às escolas, e não é com estes protagonistas que o panorama político vai melhorar. Urge uma alteração de fundo. Não podemos continuar com bases democráticas débeis, disfuncionais e arcaicas. Muito menos pintar um país que não existe, escondendo as dívidas e transformando o TGV e o aeroporto numa prioridade nacional. Pior que isto, é a actuação permissiva do “principal” partido de oposição!

Vitor Oliveira

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O bom… analista!!!

Publicado por Vitor Oliveira em Julho 23, 2009

Estou surpreendido com o nosso Primeiro-Ministro, José Sócrates. Até que enfim! O motivo da minha estupefacção tem a ver com o seu comentário: “esta legislatura foi A Tempestade Perfeita”.

É pena, pois José Sócrates e o PS, após o trabalho do Presidente da Republica, na altura, Jorge Sampaio, tiveram condições excepcionais para serem eleitos pelos Portugueses. E foram. O PS fez história, a sua primeira maioria absoluta, a maior legislativa que um governo já teve em Portugal. O governo até começou bem (a legislatura), mas terminou mal, muito mal.

Referi a legislatura pois não concordo que a campanha tenha sido boa. Foi uma campanha falaciosa e bastante irrisória. Isto porque um partido que promete a criação de postos de trabalho (para não falar em outros exemplos), está a brincar com o seu povo! Jamais um partido, governo ou estado pode prometer a criação de postos de trabalho. Terá sim de criar condições e fomentar a economia para que se desenvolvam as condições necessárias à criação de postos de trabalho.

Este governo e José Sócrates, tiveram bons exemplos democráticos, boas medidas, mas, no meu ver, perduram as más. O referendo ao tratado de Lisboa, a lei da Entidade Reguladora da Comunicação Social, o caso Freeport, o curso do nosso Primeiro-Ministro, o tratamento feito aos pescadores, as constantes revisões em baixa do crescimento económico, as correcções constantes à taxa de inflação, a falta de transparência relativamente ao endividamento externo…

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PS protege bode expiatório

Publicado por Vitor Oliveira em Julho 17, 2009

Não percebo o motivo de tanto falatório em torno das declarações de Alberto João Jardim. No meu ver, as declarações foram descabidas, mas não sei até que ponto se poderão considerar absurdas.

O Comunismo em Portugal sempre teve um aspecto histórico importante, muitas das lutas travadas tiveram a ajuda do PCP. No entanto é preciso ter em atenção que as batalhas travadas pelos Comunistas, nomeadamente no norte Europeu conduziram, tal como o Fascismo, a milhares de mortes.

Algo que me deixou indignado, mais do que as declarações de Alberto João Jardim, já que não esqueço as suas ligações e a sua vertente anti-democrática na maior parte das suas declarações, foi assistir no programa Corredor do Poder, à incapacidade de uma deputada Comunista em responder às seguintes questões:

-“Cuba é uma democracia?”
-“A Coreia do norte é uma democracia, e acarreta algum perigo internacional?”
-“Se o PCP tivesse maioria parlamentar, alteraria a Constituição para que todos tivessem de seguir uma política de esquerda?”

Acho estranho o PS, um partido que se serviu do PCP como bode expiatório para todas as manifestações e problemas que aconteceram nos últimos tempos ao partido estar agora a condenar uma interpretação da Constituição. Certa ou errada, não passa de uma interpretação.

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Respeitem o Politécnico!

Publicado por Vitor Oliveira em Julho 15, 2009

Quando teremos finalmente a atenção que merecemos? O governo continua sem se debruçar sobre o problema que causou no ensino Superior Politécnico. É totalmente inconsciente e descabido a dissemelhança de tratamento entre ensino Superior Universitário e Politécnico.

Com os professores em luta, e numa greve que se arrasta desde o dia 7 de Julho, e que, por enquanto, poderá ser prolongada até dia 27 de Julho, os alunos são os mais prejudicados. É notório o desconforto dos professores, a meu ver têm toda a razão, no entanto urge resolver o problema, é fundamental que o Politécnico seja ouvido. Não faz qualquer sentido que existam trabalhadores precários durante vários anos. Muito menos que a carreira, a luta e o trabalho desses anos sejam postos em causa da noite para o dia.

Mariano Gago decidiu dar voz a algo que o governo tem deixado bastante claro durante os últimos 4 anos: 1 peso, 2 medidas! (Este insensato não se apercebeu, ainda, do poder do Politécnico).

Respeitem o Politécnico, queremos paz e tranquilidade numa altura de exames! Chega de sermos achincalhados por pseudo-políticos, lunáticos sem o mínimo de conhecimento sobre o nosso universo. (Se o têm não parece).

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Manuel Pinho: o inábil!

Publicado por Vitor Oliveira em Julho 2, 2009

O debate de hoje era sobre o estado da nação, nunca pensei é que este fosse tão elucidativo. Vejamos, alguém diz o que não deve, o que obriga outro a fazer o que não é íntegro. Por fim, foge às suas acções. Realmente, este é o estado da nação! Demitir, fugir, ocultar parece-me gestos do dia-a-dia.

Como é possível a um ministro, a um governo, a uma nação ter episódios de tal infâmia, no seu próprio parlamento? Dias maus todos têm, mas chega, e eu como português, como cidadão e eleitor, estou farto de festas de circo nos debates. Farto de cessões parlamentares de esclarecimentos que mais parecem espectáculos de stand up comedy. Talvez um dos ministros mais trabalhadores, mais batalhadores, mas com certeza o mais inábil. A vontade de trabalhar conquista-se, já a apetência, a congruência e o talento…

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Belém pia, São Bento embezerra

Publicado por Vitor Oliveira em Julho 1, 2009

Finalmente rebenta a bolha, António Vitorino criticou o “activismo declaratório” de Cavaco Silva. No inicio do mandato de Cavaco Silva só havia troca de elogios entre presidente e governo. Agora, zangadas que estão as comadres, Vitorino tem até coragem para dizer, “surgiu este activismo, mesmo contrariamente aquilo que é o seu hábito: falar de questões de política interna no estrangeiro.” Tanto desespero…

Quer me parecer que o facto de se falar de assuntos da política interna no estrangeiro é para que haja, por parte dos Portugueses uma maior consciencialização para os problemas político-sociais nacionais. Por um lado parece ser mais importante, pois o chefe de estado perde tempo durante uma viagem de trabalho, paradisíaca, a falar sobre esses problemas. Por outro lado, devido aos diferentes fusos horários os Portugueses estão mais atentos. Não se encontrando nem a ver telenovelas nem futebol.
Há ainda, a meu ver, uma interpretação política daquela que tem sido a evolução da atitude de Cavaco Silva. Acredito que depois de Jorge Sampaio inumar o PSD para uma possível reeleição, chegou a vez de Cavaco contribuir para esse jogo de poder. E se a estratégia de Sampaio foi não convocar eleições, para permitir uma auto-destruição do PSD e a posterior destituição. Cavaco preferiu aproveitar o mediatismo e a imagem Clean do governo para aumentar gradualmente as reprovas, os vetos e os conselhos, moldando a opinião pública. Coincidência o PSD subir nas sondagens, nos últimos tempos, sempre que Cavaco intervêm?

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“Santana Lopes com sentido”

Publicado por Vitor Oliveira em Julho 1, 2009

Santana Lopes anuncia hoje, no jardim do Arco do Cego, a sua candidatura, através de uma coligação, à câmara municipal de Lisboa.
Fui bastante crítico de Santana Lopes, continuo bastante reticente, temo que a “normalidade política” que ele adquiriu seja mera aparência. No entanto, acredito na força de vontade, na coragem e na capacidade do Pedro. Espero que a renuncia ao cargo de deputado, caso vença as eleições, se verifique. Haja debate, uma boa análise e argumentação dos programas eleitorais. Acima de tudo, que elucide o povo. De preferência sem política de verdade, mas com a verdade.

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OCDE lidera oposição nacional

Publicado por Vitor Oliveira em Junho 24, 2009

Os últimos relatórios da OCDE, (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico), têm gerado bastante polémica.

-Têm feito uma melhor oposição ao actual governo que os restantes partidos com assento parlamentar. Os relatórios são uma informação credível e eficaz neste combate, pois provam que andamos a ser embriagados pela classe política. A constante aldrabice levada a cabo por este governo na tentativa de embustear a realidade.

-Por outro lado, o ultimo relatório sobre a Economia nacional, é o mais pessimista de todos os disponíveis. Mais pessimista ainda que o apontado pelo Fundo Monetário Internacional. O que pode servir um pouco como causa abonatória a favor deste governo. No entanto a diferença entre o relatório do FMI e da OCDE ao nível do recuo da Economia nacional é de 0,4 pontos percentuais, enquanto a diferença para o relatório revelado por Teixeira dos Santos é 1,1 ponto percentual. Está tudo dito!

Receio que este último relatório se junte aos anteriores, nas catacumbas dum qualquer gabinete, servindo única e exclusivamente como ecossistema. O relatório dificilmente será lido, é impossível que o governo o perceba! E tenho a certeza que nenhuma medida será tomada e que nenhum conselho presente no relatório será seguido. Sinceramente este governo não tem culpa. Pois não sabe mais. Quando se juntam prepotentes que brincam com o futuro do seu povo a subjugados, ávidos de poder e de fama, cujo único dom que possuem é o de assentir, jamais se poderá cumprir as funções básicas de governação, quanto mais combater o que quer que seja.

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O Estado sem Educação

Publicado por Vitor Oliveira em Junho 16, 2009

Hoje começam os exames nacionais, ficarei espantado se, mais uma vez, os alunos não considerarem o exame demasiado acessível. E não só este como todos os que lhe seguem.
Como disse Maria de Lurdes Rodrigues, Ministra da Educação, os resultados ao nível da educação estão a melhorar. Tanto ao nível do insucesso e do abandono escolar como no número de alunos a concorrer ao ensino superior.

Apesar de não querer enveredar por um caminho de retractação terei de o fazer. A Ministra não está de todo a ver a realidade. Não se pode confundir facilitismo com sucesso. É impensável que um aluno possa faltar de forma quase ilimitada e sem sequelas, é inadmissível que os objectivos do governo sejam superiores aos nacionais.

A Ministra é uma grande demagoga, está a contribuir sistematicamente para o atraso do ensino nacional. Concordo que a avaliação dos professores exista, saúdo a criação de variadíssimos cursos tecnológicos, é fundamental que se combata o insucesso escolar, mas é difícil perceber como é que os resultados melhoram de um dia para o outro sem que exista uma mudança de fundo, o problema continua a existir. O disfarce há-de ser notado. Esta constante luta pela estatística está a corroer o país em vários aspectos. As prioridades da nossa sociedade, estão afectadas pelo fantasma das eleições. Urge, ao governo, enganar as estatísticas sem resolver os problemas. Quando o topo da chefia social, que é a base de uma sociedade (ou pelo menos, deveria legislar a sua construção), está em ruínas, nada funciona.

Uma Ministra sem perfil e sem educação basta relembrar a sua entrada no hotel no dia das eleições para o Parlamento Europeu. Sem dúvida que não é um governo assim constituído que merece uma reeleição, quanto mais uma maioria absoluta. Vale a pena ouvir a opinião da Fernanda Velez, dita na cara da Ministra da Educação.

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