Se eu fosse Primeiro-Ministro

a opinião tem uma origem

Eleições?

Posted by Vitor Oliveira em Março 29, 2011

A primeira sondagem desde que o Primeiro-Ministro apresentou o pedido de demissão não teve surpresas, infelizmente continua a existir, nas sondagens, uma fraca percentagem eleitoral para o CDS. Porém, mais importante que a previsão eleitoral, para mim, foi a elevada percentagem de inquiridos que acredita na continuidade das políticas de austeridade.

Os sinais são claros: o país está pronto para a austeridade, disponível para o sacrifício e o continuar das políticas socialistas, não está disponível para que José Sócrates continue a ser o chefe do Governo. Não é uma questão partidária, o importante neste momento é eliminar a incompetência. Basta de reformas que nada reabilitam, chega de políticas de estabilidade e crescimento que são incomportáveis e sem resultados práticos que justifiquem o esforço exigido.

Haveria um maior esclarecimento político caso os candidatos fossem escolhidos pela população. Compreendo que o país neste momento não comporta eleições, (mas chegará o momento). Portugal não pode calar perante a inconsequência das políticas económicas seguidas pelo governo. E, em cenário de eleições antecipadas, que haja proveito. Melhor que o PS alterar o seu secretário geral, seria a intervenção audaz do Presidente da República.

“Meu amigo é quem me socorre não quem me lamenta.”, Thomas Fuller

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“A luta é alegria”

Posted by Vitor Oliveira em Março 7, 2011

Os jovens começam a desesperar por soluções. Desemprego, débil sistema de apoio social aos estudantes, falta de apoio ao arrendamento, são alguns dos problemas que assolam a “geração à rasca”. Talvez por isso o panorama está a mudar. São os mídia que se focam, cada vez mais, no tema, os debates e programas de opinião que procuram criticas em horário nobre – infelizmente, escasseiam as sugestões -, e a música, subitamente aumentou o número de letras sobre o tema (Klepht – Idade da estupidez, Deolinda – Parva que sou, Homens da Luta – A luta é alegria).

Esta mudança musical está a ter bastante receptividade. A música dos Homens da Luta foi a seleccionada para representar Portugal no Festival da Canção a realizar na Alemanha. Os jovens começam a prestar atenção ao tema, finalmente existe uma preocupação, interesse e a procura de soluções. Espero que a forma como esta luta esta a ser travada se mantenha límpida, sejamos um exemplo.

“Nos momentos de crises só a imaginação é mais importante que o conhecimento.”, Albert Einstein

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Prós e Contras?

Posted by Vitor Oliveira em Março 1, 2011

O debate de hoje foi, para mim, a maior desilusão social dos últimos tempos. Um festim de contras em que muitos dos jovens presentes, alguns deles dirigentes associativos, enterraram a própria geração. Houve uma banalização do tema. Não queremos compaixão, exigimos respeito. Não chega criticar temos de fundar novas bases sociais. Não será um decreto-lei, um parecer jurídico ou uma “injecção social” de auto-confiança que vão melhorar a situação, será mais demagogia.

As universidades tiveram um forte crescimento nos últimos anos: aumento do numero de vagas e mais cursos disponíveis. Felizmente o ensino ficou mais publico. No entanto, o mercado de trabalho não teve o mesmo comportamento. A culpa será da crise, mas não só. É também da corrupção, é da austeridade do mercado imobiliário, do facilitismo intelectual presente no nosso sistema de ensino e da falta de coragem para arriscar.

É necessário cultivar o empreendedorismo nos jovens. Urge que Bolonha seja uma realidade. Poderá ser necessário mudar de região, talvez atravessar fronteiras, somos profissionais do mundo. Porém a sociedade terá de ser moldada para o fenómeno: rendas jovens existentes e acessíveis, facilidade de integração social e vontade. Acima de tudo, temos de ser corajosos e audazes.

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Para Refletir (III)

Posted by Vitor Oliveira em Fevereiro 9, 2011

Todos afirmam, novamente, que “Portugal está decadente!” Será a história um processo cíclico?

“Não tem de ser assim. Chora-se demais e trabalha-se de menos. Há excesso de Jeremias no nosso país. Choram com saudades do antigo templo, mas choram sentados. Uns atribuem a nossa decadência às crises políticas, outros às influências árabes, para não irem mais longe buscar as célticas.

Não podemos ser uma nação industrial porque nos falta o carvão, que é o pão da indústria. Temos de ser um povo essencialmente agrícola, mas da agricultura Não estamos a tirar metade do proveito possível por serem velhíssimos os processos usados.

Quem se importa com isso? Trabalhar o menos possível, sob a tutela do Estado que lhe garanta o suficiente à vida, eis o sonho do preguiçoso português.”, Oliveira Salazar (com 19 anos de idade, 1909)

“Em primeiro lugar, à igreja pouco importa que o governo seja de um só ou de muitos. Tanto lhe dá que seja republicano ou Monárquico, desde que se aplique ao bem comum.

Depois, o Estado não pode ser o reflexo da multidão soberana; o poder civil e político não vêm do povo; todos os grupos de Homens necessitam de um chefe supremo.

Em terceiro lugar, os católicos devem empenhar-se na vida pública e chegar-se aos mais altos cargos de estado.

No que respeita as relações entre poder eclesiástico e o poder civil, eles devem estar separados com nitidez; cada um é soberano no seu género, ainda que deva de existir entre ambos um sistema de relações bem ordenado.

Finalmente, a liberdade excessiva é um erro! Pensar e poder publicar os próprios pensamentos não é por si um bem de que a sociedade tenha de se felicitar; e antes a fonte de muitos males.”, Oliveira Salazar

“Não me dês pobreza nem a riqueza. Dá-me o pão que for necessário, para não suceder que, estando farto, te negue, ou que, empobrecido, venha a roubar.”, Agur in Bíblia

“A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe”, Bíblia Provèrbios 29.15

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Para reflectir (II)

Posted by Vitor Oliveira em Janeiro 14, 2011

Por mais que se concorde, ou discorde, das intervenções sociais levadas a cabo pelo Jel, vale a pena ver esta entrevista. Frontal, directo e bastante oportuno. Possui uma curiosa interpretação da crise e uma maneira ímpar de encarar as adversidades. Fica justificado, pelo menos para mim, a forma estridente como faz a critica à classe política.

“Dá medo, tudo o que vale a pena dá medo.”

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FMI (parte I)

Posted by Vitor Oliveira em Janeiro 10, 2011

Sem querer ser mais um dos velhos do Restelo, mas sendo, afirmo: é impossível ao nosso Governo resistir a uma acção do Fundo Monetário Internacional em Portugal.

Primeiro porque quando o Governo, em conjunto com o PSD, aprovou o PEC afirmou solenemente que eram medidas necessárias e suficientes. Mais tarde, percebeu o erro e aprovou, novamente com o apoio do PSD, o PEC II. Novo fracasso. Em segundo lugar seria um sinal claro que o orçamento de estado foi mais um erro ministerial. Um Governo que prometeu 150.000 postos de trabalho, ponderou uma diminuição do IVA para 19% em 2009 e defendeu o não pagamento de portagens nas SCUT’S, não pode no fim de tantas falsas promessas continuar o seu mandato, sobretudo, se for confirmado o fracasso. É grave constatar que o paraíso eleitoral se transformou no pesadelo da austeridade económica! Tudo por uma causa, a típica desculpa da incompetência.

Com isto não estou a defender a entrada do FMI. A entrada deste organismo não seria benéfica, a especulação não iria diminuir, pelo contrário e à semelhança do que está a acontecer na Irlanda, iria aumentar. Sustento apenas uma convicção pessoal, se tal acontecer o Governo deve assumir que foi, e é, a completa personificação do fracasso! Não está em causa a boa vontade. Conta apenas a eficiência.

“A diferença entre pessoas comuns e pessoas bem-sucedidas é a percepção e resposta ao fracasso.”, John Maxwel

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Poder ou justiça?

Posted by Vitor Oliveira em Janeiro 5, 2011

Até ao momento já deram entrada nos tribunais 40 providencias cautelares contra os cortes salariais que o governo pretende implementar. Numa altura em que os media se focam no caso BPN e nas eleições Presidenciais, esta medida despoletou um forte interesse. Apesar de ser necessário defender todas as causas contra a duvida e o sentimento de injustiça, sobretudo, quando estas duvidas são Constitucionais, é mais importante manter a ordem e a hierarquia governamental bem definida. Tal como defende Miguel Sousa Tavares, “colocar os tribunais comuns, de diferentes comarcas, a julgar as Leis do governo e a decidir sobre a sua inconstitucionalidade pode levar a uma usurpação do poder“.

John Locke, 1689, em ‘Segundo Tratado sobre Governo Civil”:
“[…] sendo razoável e justo eu devo ter o direito de destruir aquele que me ameaça com destruição.” [pg 14] should we?

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Manuel Alegre, o candidato (II)

Posted by Vitor Oliveira em Dezembro 14, 2010

Manuel Alegre, o destrutivo candidato Presidencial, tentou, mais uma vez, manchar a imagem pública, enviar indirectas e condenar o passado de Cavaco Silva. Sei que Manuel Alegre afirma solenemente que “não condena o passado de ninguém” não é uma “pessoa de criticar indirectamente”. No entanto qual o motivo e qual o objectivo, da seguinte afirmação: “Eu não fui dar o meu nome á PID a dizer que era bem comportado”. Qual o motivo que leva o candidato Socialista a enaltecer o seu passado com afirmações pejorativas para outrem, a angariar votos com constantes críticas e, acima de tudo, a não promover os seus ideais?

“Cuidado com o desespero” até porque “a minha vida antes do 25 de Abril foi muito simples, muito transparente”, respondeu hoje, Cavaco Silva. E com esta frase disse muito e definiu tudo. Está na hora de iniciar a campanha, de fazer política e de suscitar valores.

“A coragem alimenta as guerras, mas é o medo que as faz nascer.”, Émile-Auguste Chartier

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Governo trava ISEL

Posted by Vitor Oliveira em Dezembro 2, 2010

O presidente do Instituto Superior de Engenharia de Lisboa, José Carlos Quadrado, tentou aumentar os índices remuneratórios dos Docentes que se encontram no Instituto desde 2004. O esforço financeiro ao qual o ISEL estaria sujeito não seria desproporcionado: 600 mil euros num orçamento anual de 28 milhões. Esta medida teria como objectivo amenizar o impacto da nova lei de tributação bem como motivar os professores deste Instituto. José Carlos Quadrado afirma que «Os professores universitários têm os vencimentos congelados desde 2004 e estão a começar a perder a motivação». Muitos, acrescenta, acabam por sair do país à procura de reconhecimento.

Seria uma boa medida, ideal para demonstrar a preocupação do Instituto para com o bem-estar dos seus Docentes. Porém assistimos, mais uma vez, a uma pretensa irregularidade. Já não é a primeira vez que tal sucede, deveria haver mais cuidado. Não é benéfico para nenhum elemento da família ISEL que estas notícias venham a público, podendo inclusive suscitar uma ideia incorrecta relativamente ao Instituto. No entanto, ilegalidades à parte, apesar de ser uma medida justa e apropriada, numa altura de crise em que todos fazemos sacrifícios, haverão investimentos mais assertivos a serem feitos.

“Dar é o verbo mais curto da primeira conjugação. Não dar é o mais barato.”, Noel Clarasó

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Vamos ser ricos!

Posted by Vitor Oliveira em Novembro 9, 2010

É este o nosso espírito. Não interessa o que temos, apenas o que falta alcançar. O eterno acreditar, que em muito caracteriza o nosso povo, não poderá ser lógico. Sobretudo numa altura em que existe a possibilidade de vendermos títulos do tesouro nacional. Não sei se será mau. No entanto, será que o governo conhece a relação beneficio/custo? (É preciso estudar, avaliar todas as hipóteses e decidir com transparência.)

Nada de pessimismos que a crise é global. (Estranho.) Tal como os outros países se vão erguer, nós, conseguiremos nos REerguer. Mas melhores. Mais ricos. Iremos mesmo? Talvez! Desde que se mude a realidade; Sem importar 80% do que consumimos na alimentação, concretamente:2/3 do peixe é importado , metade do azeite vem de… Espanha e 80% da matéria-prima das agro-pecuárias vem do estrangeiro, Com parceiros comerciais que permitam um aumento da exportação, Sem existir um estado devedor: Existindo uma organização estatal cumpridora e que transmita confiança ao investimento, suscitando-o e aumentando, coerentemente, o poder de compra (através do dinheiro que deve e não só).

Até lá chega de sonhos. Esses pertencem aqueles que lucram com a sobreposição geográfica, não agora, mais tarde…

“Se vives de acordo com as leis da natureza, nunca serás pobre; se vives de acordo com as opiniões alheias, nunca serás rico”, Sêneca.
“Nós a chamamos de economia política porque não é nem economia, nem política”, Stephen Butler Leacock

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José Sócrates

Posted by Vitor Oliveira em Novembro 3, 2010

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Recandidatura de Cavaco Silva

Posted by Vitor Oliveira em Outubro 26, 2010

Será apresentada hoje a recandidatura de Cavaco Silva ao cargo de Presidente da República, a apresentação será no mesmo local que o actual Presidente da República utilizou há cinco anos. Os mandatários deverão ser maioritariamente os mesmos, dos quais destaco Medina Carreira. Como nada acontece por acaso, muito menos no mundo político, António Lobo Xavier, ex-dirigente do CDS, será o mandatário pelo Porto. É de concluir que na reunião do Conselho Nacional do CDS, a decorrer amanhã, se avance para um apoio à recandidatura de Cavaco Silva. Com esta (hipotética) decisão fica de parte uma segunda candidatura de direita. Algo que lamento. Não obstante do apoio ao actual presidente, o poder de escolha em todos os espectros políticos seria um apelo ao voto e um passo para o engrandecimento político.

Creio que Cavaco Silva irá vencer as presidenciais. Algo que será, face ao cenário actual, desejável. Por um lado não terá a pressão do agrado as massas na hora de decidir, vetar e/ou intervir, uma vez que uma segunda recandidatura não é permitida. Por outro, não existe uma real oposição. Ao contrário do que se passou há cinco anos Manuel Alegre não tem sido construtivo. Será por falta de um candidato de uma facção política semelhante? Espero para ver o que mudará na “campanha” de Manuel Alegre e quais as ideias defendidas por Fernando Nobre.

“Seria estranho num país em que toda a gente – responsáveis – mente, e que não se retrata, passasse a ser quem alerta para as verdades que tivesse que se retratar”, Manuela Ferreira Leite. (A frase foi escolhida para credibilizar e simplificar a interpretação da política nacional.)

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Resgate no Chile

Posted by Vitor Oliveira em Outubro 13, 2010

Manuel Gonzáles, o socorrista responsável pelo resgate dos 33 mineiros presos a 700 metros de profundidade há 69 dias, iniciou o salvamento através da cápsula Fénix. O presidente do Chile, Sebastián Piñera, disse no inicio da descida: “Todos os chilenos vão com vocês e Deus os acompanhe, boa sorte e esperamo-los de volta. E que nos tragam os mineiros”.

(Uma nação unida no apoio aos familiares e às vitimas deste acidente. Todo o mundo a acompanhar, na expectativa, os desenvolvimentos. Os mídia a cobrir e, em alguns casos, a negociar o acontecimento: uma estação de televisão, segundo a RTP N, ofereceu 280 mil euros a cada mineiro pelo exclusivo da história.)

“Para a humanidade, a humanidade é sagrada.”, Cícero

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E agora?

Posted by Vitor Oliveira em Outubro 8, 2010

Marques Mendes teve uma ideia, no mínimo, ousada. Na minha opinião; sensata, equilibrada, ponderada e, acima de tudo, coerente com a situação actual e com o esforço pedido aos Portugueses. Só não percebo qual o motivo pelo qual o PSD em 2002 não levou esta ideia avante.

Infelizmente haverá muitos compadrios a ser defendidos, muitos favores a ser cobrados. Acredito que não será uma medida que prevaleça, sobretudo com o nosso espectro político, no entanto, acho que deve ser incentivado o debate. Extinguir alguns Institutos e Fundações, aumentar o controlo das entidades administrativas regionais e abolir as comissões nacionais que não fazem sentido, simplificaria em muito o controlo financeiro, administrativo e diminuiria o abuso de poder.

“Não existem países subdesenvolvidos. Existem países sub administrados. ” ,Peter Drucker
“As pessoas inteligentes são capazes de simplificar o complexo, os tolos, no entanto, tendem a complicar o simples”, Gerald Grumet

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Orçamento de Estado: A polémica

Posted by Vitor Oliveira em Setembro 23, 2010

Estará tudo doido? Portugal está neste momento, segundo Teixeira dos Santos, a lutar arduamente para que o défice, este ano, seja 7,3%. E temos a excelente meta dos 4,5% de défice para o ano. Alguém acha isto normal? Para mim, nem a crise o justifica! Teixeira dos Santos perguntou hoje onde poderá o estado poupar, através de cortes com a despesa pública, os 4500 milhões de euros necessários para a redução do défice em 2011. Que tal esta solução; apertem vocês o cinto, desistam do aumento de 2000 milhões de euros com a despesa pública prevista para o próximo ano, controlem as empresas e as obras públicas, reduzam as viaturas ao serviço e controlem as fundações, sanguessugas, que existem à custa do estado e em nada contribuem para o bem-estar da população

Crise para quem? Chega de um país pobre, endividado e sem o mínimo de receita face à despesa a pagar os luxos da classe política. Que se leia: assessores, carros de luxo, quadros da polícia a servirem de motoristas, viagens e gastos pessoais.

Apesar de tudo isto:
A comunicação social, sempre encarregue da devida lavagem cerebral, anda preocupada porque não houve um pré-acordo entre PSD e governo. O acordo não existiu agora mas vai existir, haverá mais um caso limiano, ou o que surgir, a viabilizar o orçamento para 2011.

Pedro Passos Coelho foi visitar a feira de Arouca, uma boa escolha, recomendo o bife de carne Arouquesa e o vinho verde da zona. (E se não for pedir muito, proponha, colabore e defenda um povo que sempre trabalhou.)

Sócrates foi de viagem a Nova Iorque, claro que em representação do aparelho de estado, estou certo. (Ao Primeiro-ministro já não peço nada, sinto que já tem dado o bastante. Tanto que chega!)

Manuel Alegre continua a sugerir porque não deve ser Cavaco, ainda não percebi o motivo pelo qual deve ser ele, o próximo Presidente da Republica.

Cavaco Silva continua mais preocupado em fazer o trabalho do governo e da oposição que o seu próprio. Estará à espera, como sempre acontece, de um segundo e último mandato para agir, e, infelizmente, vai acontecer.

Finalmente, Teixeira dos Santos apareceu no plenário. Não percebi a utilidade. Quer dizer, pelo menos fiquei a saber que o governo está bem, o plano bem traçado e executado. Talvez estejam todos os outros, (FMI, Fundo Europeu, oposição, população, …), errados.

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França, Coragem e Caracter

Posted by Vitor Oliveira em Setembro 6, 2010

É relevante a nova política internacional traçada pelo Governo Francês. Saliento dois pontos fundamentais: Os condenados não podem pedir nacionalidade francesa; Aqueles que se encontram em situação de pobreza prolongada podem vir a ser expatriados.

Sobre a primeira medida não restam quaisquer dúvidas da sua validade. A segunda tem gerado polémica junto de diversos órgãos internacionais. Eu concordo plenamente com a ideia, o objectivo da imigração é o de obter um melhor nível de vida, se o objectivo não está a ser alcançado a expatriação é uma espécie de bênção.

Por mais curta que seja a distância, entre estas medidas e avanços de cariz xenófobo, ela existe. É um princípio de mudança, de combate à pobreza “sanguessuga”, às redes de tráfico de droga, à prostituição e à criminalidade.

O que fez a União Europeia quando lhe foi solicitada ajuda no combate a estes problemas sociais? Nada! O que fizeram as organizações internacionais? Nada! No entanto criticam quem tenta intervir.

“A violência resulta do medo das ideias dos outros e da pouca força das próprias”. Forges

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Processo Casa Pia (II)

Posted by Vitor Oliveira em Setembro 5, 2010

Cinco anos e dez meses depois do início, o processo Casa Pia chegou ao fim da primeira etapa. Restam seis anos para avaliar os recursos legalmente possíveis sem que ocorra a prescrição do processo. Todos os arguidos foram considerados culpados, a única excepção foi a de Gertrudes Nunes.
Alguns números: 66.000 páginas; 581 anexos; 273 volumes; 461 audiências; 7 arguidos; 2.371 gravações.

As frases que ficam:
“O tribunal não permitiu a minha defesa, se o tribunal condenar é porque agiu de má-fé”. Ferreira Dinis

“Não entendo a pura lógica dos argumentos”. (Comparando a diferente apreciação dos argumentos da defesa. A qual resultou no afastamento de Paulo Pedroso do processo.)Hugo Marçal

“Este processo ou ardia à nascença ou teria de ser um processo exemplar. A ideia que se retira daqui é que pedofilia é permitida em Portugal”.

“É triste viver num país com esta Justiça”. Hugo Marçal, Advogado

“Não é o fim do jogo mas, para mim, hoje é determinante”. Catalina Pestana

“Estou completamente confiante de que a Justiça será feita”. Ferreira Dinis

“O mundo não está ameaçado pelas pessoas más, mas sim por aquelas que permitem a maldade”. Albert Einstein

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Processo Casa Pia

Posted by Vitor Oliveira em Julho 28, 2010

A leitura do acórdão do processo da Casa Pia foi adiada para o dia 3 de Setembro. Facto que não me surpreende. (Aliás seria desumano se não houvesse adiamento. Os sete arguidos e o bem composto, numericamente claro, colectivo de juízes não deve ser ocupado, sobretudo numa altura propicia a férias, apenas porque um grupo de crianças desvairadas decidiu inventar uma história. Para além do mais só um dos arguidos se encontra detido.)

Ao fim de cinco anos o que custa esperar mais algum tempo?

A ironia foi mais forte. Já enfada todo este processo, a incompetência de alguns profissionais ou a sua propensão para ceder a pressões é, cada vez mais, uma constante. Mas repito, não estou a acusar ninguém, todos são inocentes até prova em contrário, veremos se haverá prova, ou tentativa de provar algo. Quer do processo em si, quer da morosidade do sistema de Justiça.

“O adiamento é a arte de manter o ontem.” Don Marquis

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“O CDS quer ser o quê?”

Posted by Vitor Oliveira em Julho 28, 2010

O CDS quer ser o quê? O CDS, no meu entender, não quer ser nada: já é! Quem tem mais interesse na coligação da direita? 1. Com o actual panorama político é necessário a continuação de políticas austeras e pouco consensuais. Estas medidas nunca apelam ao voto, não são medidas populistas como tal provocam a perda de votos. Votos esses que, na sua maioria, serão conquistados pelo partido ideologicamente mais próximo daquele que constitui governo. Resumindo: neste panorama político e com o PSD no governo o CDS ganhará votos. 2. O PSD encontrou a estabilidade aparente depois de um período bastante atribulado, mas as adversidades ainda não chegaram. Só nessa altura as birras internas irão renascer, agradará por isso ao líder social-democrata possuir fortes aliados políticos.

Assim como Paulo Portas tentou unir os três maiores partidos Portugueses num Governo sem Sócrates, acredito que este tema, por enquanto, seja mais um faits divers. Não se trata de política, muito menos de algo sério. Especulações no sentido de chamar a atenção e conhecer a opinião dos eleitores, ou então de marcar presença. Espero que não seja o segundo caso, existem formas mais úteis, para todos nós, de mostrar trabalho.

“É de suprema importância atacar a estratégia do inimigo.” Sun Tzu

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Haja Justiça

Posted by Vitor Oliveira em Julho 14, 2010

Titulo irónico? Nem eu sei, talvez não. Há coisas que ultrapassam o discernimento de qualquer um. Brincar aos sistemas de Justiça não é o que espero de um Estado de direito. A quantidade de vezes que uma sentença é alterada não pode deixar de causar indignação. Não está em causa o recurso, a existência de novas provas ou indícios, muito menos o direito à defesa. O motivo da indignação é apenas a sistematização do erro, a persistência da asnada. A culpa não será dos arguidos, até porque todos os acusados são inocentes não havendo prova em contrário.

Os tribunais, por norma, mostram o contrário. O mais recente exemplo é o recurso de Isaltino Morais. O julgamento será parcialmente repetido. Até lá e face à sentença inicial o Tribunal da Relação de Lisboa desagravou todas as penas a Isaltino. O mandato, os bens apreendidos à ordem do processo e os terrenos em Cabo Verde foram reavidos. Para além destas alterações foi absolvido de um crime e viu a pena e o valor da multa serem diminuídos em todos os outros. (Culpado em primeira instância, neste momento “meio inocente”. E a ver vamos se não será totalmente ilibado.) Tantos acontecimentos deste género a rechear o nosso sistema de Justiça e, talvez devido à exposição pública, fica a sensação que o numero de casos aumenta com a posição social dos arguidos.

Enfim, o dramatismo. A população não têm culpa de ser bombardeada com constantes aligeiramentos às penas, pedidos de indemnizações ao Estado e inocências em processos escandalosos. Ao fim de tantas inocências e de milhares de euros em indemnizações, faço uma pergunta: Já houve algum culpado, ou alguma alteração ao nosso sistema Judiciário depois de tantos erros? Uma verdadeira alteração, claro está, porque mais uma vez digo, brincar aos tribunais não é o que espero de Portugal.

Para terminar, o Conselho Superior da Magistratura rejeitou o pedido de Carlos Silvino para que o processo da Casa Pia fosse acelerado. Compreendo. Aliás, nenhuma figura pública se encontra detida a aguardar julgamento, como tal, não há razão para acelerar o processo. Cinco anos ainda não chegaram, não há registo de um julgamento tão longo em toda a Europa. Não estou a condenar ninguém, repito que todos são inocentes até prova em contrário. No entanto, será que mais ninguém acha isto estranho? Os arguidos não têm culpa, a opinião pública também não! E por favor, que ninguém condene o facto dos Portugueses alvitrarem sobre estes processos, temos direito a avaliar um sistema que nos sai do bolso.

“A democracia tem necessidade de justiça, enquanto a aristocracia e a monarquia podem passar bem sem ela.”, Edgar Quinet

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