Se eu fosse Primeiro-Ministro

a opinião tem uma origem

Portugal, crise de Políticos!

Posted by Vitor Oliveira em Maio 21, 2008

                Contra factos não há argumentos… É preciso ser muito arrogante, incapaz e prepotente para que não assuma os erros, brinque com o dinheiro dos contribuintes, falhe em todas as promessas eleitorais. E impõe os ideais aos contribuintes. Vejamos:

– O PM promete que não haverá um abrandamento do crescimento económico nem um aumento da inflação, aproveita o encontro entre “ditadores” na Venezuela, para que seja Teixeira dos Santos a transmitir o recuo.

– O arrendamento jovem, a problemática da violência nas escalas, os abonos de família e o apoio escasso aos estudantes… Tudo isto exemplos de problemáticas que mal começam a ser discutidas deixam de ser mote. Até hoje não percebi o porquê. Não faz sentido. Opressão?

– Uma delegada de educação do norte demitida por criticar abertamente o governo, o controlo policial nas reuniões sindicais, peço desculpa pela insistência mas penso que esta atitude foi a mais grave.

Um TGV para elites empresariais que única função será “enterrar” definitivamente o país. A única vantagem do TGV é a competição com o transporte aéreo. Não creio que Portugal tenha as condições para isso, é um país pequeno. Vejamos o exemplo da Suécia e Finlândia em que o TGV está muitos furos abaixo do nosso alfa. O dinheiro gasto no TGV dava para a construção de VÁRIAS ESCOLAS, HOSPITAIS… Mas Sócrates escolheu prioridades. Mais uma vez o lado elitista.

– Um desânimo social que tem como consequência milhares de trabalhadores em situação de trabalho precário, um fluxo emigratório cada vez maior e o aumento das pessoas que estão no limiar da pobreza.

O pior de tudo é que ao olhar para a oposição não encontro ninguém capaz. Portugal para além de atravessar uma crise económica e social atravessa a maior crise de políticos da sua história.

Vitor Oliveira

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3 Respostas to “Portugal, crise de Políticos!”

  1. Andreia said

    Seja político, médico ou vendedor de colchões*, é “cada um por si”: o político cheio de boas ideias antes das eleições mas que, depois, sofre de amnésia (coitadinho); o médico que não resolve o problema do doente no hospital público, mas “ai e tal passe lá no meu consultório amanhã que eu faço-lhe isso”; quanto ao vendedor de colchões, deixem estar o homem em paz, que de entre todos não é o pior…

    A.P.

    *Sublinho que para toda a regra há excepções!

  2. Bruno Pereira said

    Gostei muito do teu novo blog, Vitor. Está muito bem construído com uma escolha diversificada e inteligente de temas. Tens críticas com grande qualidade e que são bastante incisivas.

    Mas já agora que por aqui passei permiti-me discordar com a questão por ti abordada nesta entrada sobre o TGV. Primeiro devo dizer que o TGV não é um transporte só para as elites empresariais é na verdade o meio terrestre mais rápido em longas distância e que permite a deslocação de pessoas e bens em tempos recordes. Por exemplo, um emigrante português radicado em França (um caso bem popular nas nossas famílias) poderia evitar o longo desgaste de um a viagem de carro até casa utilizando o TGV, um meio muito menos poluente que os automóveis e aviões, com menores riscos de acidente e que suponho será mais acessível financeiramente que uma viagem de avião. Além disso, o tamanho do país é uma falsa questão pois o TGV irá só funcionar entre as nossas maiores cidades e como uma ligação internacional com o resto da Europa o que até faz sentido num país em que o Turismo é um sector motriz financeiramente. Desde logo permitiria um maior afluxo de turistas europeus que tanto gostam destas paragens.
    Depois devo dizer que em Portugal na mesma altura em que será construído em Portugal o Hospital Central do Algarve e o Hospital de Todos-os-Santos em Marvila (será o hospital central de Lisboa e reunirá no seu interior os profissionais e equipamentos provenientes de cinco hospiatis de zonas sobrelotadas de Lisboa que entretanto deixarão de estar em funcionamento). O que prova desde logo que o investimento no TGV não é incompatível com o investimento na saúde… O que me leva a crer que o actual Governo pelo menos do ponto de vista estratégico está a fazer um trabalho razoável e em que as prioridades são escolhidas com eficácia.
    Quanto à actual conjuntura política em Portugal penso que como sempre houve, hoje há bons e maus políticos mas penso ainda que estamos a precisar de renovar o leque de opções com políticos como Paulo Portas, Pedro Santana Lopes, Jerónimo de Sousa e porque não Mário Soares deixarem de participar na política activa deste país, pois existem outras formas de fazer política. Isso sim é necessário. sangue novo e otros pontos de vista pois os actuais estão conhecidos e começam-nos a fartar.

    Por fim quero mais uma vez elogiar o teu trabalho neste e despeço-me com a convicção de que hei-de participar mais vezes.

    Com um grande abraço para o meu amigo Vitor,

    Bruno Pereira

  3. Vitor Oliveira said

    Bruno antes de mais gosto da forma como defendes as tuas ideias. E é com agrado que leio uma contra-opinião. Só assim as ideias podem ser amadurecidas. O TGV tem preços abusivos. Em alguns casos fica mais caro que a passagem aerea.

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