Se eu fosse Primeiro-Ministro

a opinião tem uma origem

Uma opção polémica!!!

Posted by Vitor Oliveira em Maio 29, 2008

Acho incrível, ainda para mais vindo de quem veio, a ideia de que os portugueses, ao quererem minimizar os escandalosos lucros da Galp, deveriam se tornar seus accionistas. Como se não bastasse defender ainda que os portugueses que se endividaram têm agora de assumir as suas responsabilidades, é, na minha opinião, um ultraje.

Aproveito para responder ao João Miranda sobre “ o que muda” em ser uma minoria ou maioria a quantidade de portugueses endividada: muda tudo… Sabendo que a maioria está endividada, perde a lógica o seu comentário. Subscrevo a pergunta que já lhe fizeram: acha um luxo ter casa própria?

Parece-me arrogância pura que não se dê o braço a torcer quando tanta gente tem uma opinião diferente.

 http://blasfemias.net/2008/05/29/responsabilidade-individual/#comments

Não estou com isto a querer defender alguém, muito menos a mim mesmo, no entanto é uma constatação lógica. Entendo o seu ponto de vista, mas de acordo com a nova situação económica, não é aplicável. É lamentável que, uma vez mais, o país esteja em completa debanda emigratória, sobretudo jovens de vinte e poucos anos recentemente licenciados. Será que estes também tem de assumir agora as consequências, ou e a sociedade e o governo que tem de mudar algo? E não concordo consigo quando me respondeu que “quem tem iniciativa não está para aturar todos aqueles que acreditam que ter casa própria é um direito ou ter gasolina barata é um direito”. Porque contribuintes que cumprem com os seus deveres têm de ver os seus direitos assegurados. Não é justo sacrifício atrás de sacrifício para no fim das contas o saldo ser negativo. Sabe quanto é o preço da gasolina, por exemplo, no Luxemburgo? Eu respondo… 1,27€. Talvez o nível de vida seja melhor por se tratar de um país menor.

Uma última pergunta: Acha necessária tal discrepância do nível fiscal, de vida e social entre Portugal e Espanha? Neste caso a diferença não estará no facto de o país ser mais pequeno.

Repito, a população cumpre com os seus deveres constitucionais. O governo terá de fazer o mesmo. Ao invés de defender que os portugueses fossem accionistas da Galp, talvez fosse mais sensato defender a rápida publicação do relatório, relativo ao tema, da entidade para a concorrência. Digo eu!

Vitor Oliveira

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11 Respostas to “Uma opção polémica!!!”

  1. Castro said

    esse João Miranda… nem parece dele

  2. Ana said

    ainda arruina o Blasfémias. Acha sinceramente que as pessoas com o ordenado minimo não têm nada que ver como aumento da gasolina? enfim… Trabalham no duro 40 hrs semanais e ainda por cima sºao tratados, por qlgumas pessoas, como escravos sem direito a opinião. Qualquer dia nem votar podem.

  3. veto11 said

    É impotente que ninguém se disperse do tema em causa. Não se trata de um ataque á pessoa, que tem várias opiniões com as quais concordo, nem ao blog, que tem bastante qualidade. Unicamente se trata de uma divergência de opiniões.

  4. Luis said

    “Uma última pergunta: Acha necessária tal discrepância do nível fiscal, de vida e social entre Portugal e Espanha? Neste caso a diferença não estará no facto de o país ser mais pequeno.”

    Portanto, quer gastar mais a subsidiar o combustível, mas simultaneamente pagar menos impostos ? E não quer mais nada?

    A razão da disparidade fiscal está exactamente no facto de o Estado gastar menos, podendo cobrar menos impostos..

  5. veto11 said

    Mas existe dinheiro para um TGV, para estádios que ficam as moscas, para luxos de “estado”, para estadias em hotéis de 4 estrelas em missões no Chade e…

    Terá de existir dinheiro para suportar o aumento do peixe, transportes, bens essenciais…Tudo porque não houve coragem política para diminuir aquele que é um dos maiores lucros, entre estados da união europeia, sobre os combustíveis.

  6. Mário said

    O que aconteceu no Chade?

  7. veto11 said

    Mário,

    https://sefosseprimeiroministro.wordpress.com/2008/05/18/quem-vai-custear-a-luxuosa-missao/

  8. A. Sousa said

    É o JM e os seus advogados de defesa o Luis e o Dazulpintado… fazem uma espécie de sociedade anónima que só eles sabem de quê… defendem o capitalismo…

    Atacam o inimigo de estimação António Guterres, agora passou a ser a MFL.

    Vêm agora dizer que os Portugueses têm de assumir as responsabilidades de um cenário que sedegradou… Um exemplo: meu empréstimo quando foi contraido á 6 anos era 75€ mais baato… Sabem o que é isso?

  9. Presume-se que vai ser um relatório em grande, pelo tempo que está a demorar temos ali assunto para muito tempo, principalmente quando for anunciado que está tudo bem.

  10. Vitor Oliveira said

    o super-polícia (https://sefosseprimeiroministro.wordpress.com/2008/05/09/a-crise-na-judiciaria/) deve estar a ajudar a escrever o relatorio. a conclusão será: tudo está bem e que o governo tem feito um trabalho excelente…

  11. NMCAF said

    Sem querer ser mal interpretado, muitas vezes a maior parte dos comentadores de serviço gostam de mandar umas bocas cá para fora sem se informarem primeiro. O direito à opinião é indiscutível, mas uma opinião sem fundamento transforma-se num mero exercício de demagogia.
    Quantas pessoas que aqui comentam já se deram ao trabalho de ler o relatório do primeiro trimestre de actividade da GALP em 2008? Está disponível no site da CMVM, quem tiver iniciativa percebe rapidamente onde a GALP está a ganhar os lucros “pornográficos”, na actividade de produção e exploração de petróleo. E que na actividade de refinação e distribuição (onde estão as vendas de gasolina/gasóleo) os resultados descem consideravelmente. Quem queira perceber a diferença também compreende porque é que resultados a subir não implicam obrigatoriamente roubo aos consumidores.
    A redistribuição do rendimento é uma das funções do Estado, pode-se discutir a validade de investimentos e polítias e discordar delas, no entanto, isso não valida automaticamente todas as más políticas. Enquanto contribuinte, não percebo a que título uma fatia dos impostos que pago vai para subsidiar combustíveis, isto não é redistribuição de rendimento, é populismo. As taxas de juro dos empréstimos à habitação duplicaram em pouco mais de dois anos, um problema que afecta transversalmente a sociedade, astronomicamente mais que a alta dos combustíveis, e até à data não me lembro de tamanho frenesim a pedir um aumento da dedução no cálculo do IRS ou regimes bonificados para o pessoal.
    Os preços devem reflectir o aumento do custo dos factores de produção e ponto final. Enquanto consumidor, vou decidir onde gastar o meu dinheiro (mais onde não gastá-lo neste momento…), pagar impostos para subsidiar artificialmente actividades económicas está testado, é errado, não resolve nada, e é uma afronta a todos os consumidores que não beneficiam destas beneces, bem como de qualquer contribuinte, ande ele a pé, de transportes, de carro ou motoreta.

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