Se eu fosse Primeiro-Ministro

a opinião tem uma origem

O 2 em 1 de Marco António Costa

Posted by Vitor Oliveira em Agosto 11, 2008

O líder do PSD, perdão, o líder do PSD/Porto, Marco António Costa, defende a criação de um plano nacional de saúde escolar. Confesso que, de início, fiquei reticente com a sugestão, mas tendo em conta que antigamente já assim era, pelo menos em alguns liceus e com bons resultados, considero uma boa medida e apoio-a vivamente! Não há ninguém melhor que um profissional de saúde para falar sobre higiene, toxicodependência, sexualidade entre outros temas.

Marco António fez uma avaliação cuidada dos hábitos infanto-juvenis. Fez também uma boa análise junto dos enfermeiros. Concordo quando ele diz: “há muito onde poupar e muito onde não se deve poupar”.

Um país como o nosso não pode importar profissionais licenciados, como fazem, por exemplo, a Noruega e o Luxemburgo. Como tal, a solução passa por um investimento na educação. Claro que, neste caso concreto, não se trata de um investimento ao nível da formação superior, mas ao nível pessoal. Um profissional de saúde pode instruir um adolescente em temas bastante importantes (já referi alguns exemplos), mas pode também ser uma mais-valia numa rápida resposta a doenças sazonais, como é o caso da gripe. Dessa forma seria um apoio ao SNS.

Uma última nota sobre Marco António: Considero necessária a sua atitude. Não a de defender os interesses dos portugueses, pois essa é a função de um político, mas a de “cuidar” do PSD e melhorar a imagem do partido. Uma espécie de 2 em 1 onde consegue também acalmar a recente polémica do partido.

Vitor Oliveira

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3 Respostas to “O 2 em 1 de Marco António Costa”

  1. mano said

    O Dr. Marco António e o PSD Porto não aproveitaram as férias para estudar, pois antes de perorarem sobre “Saúde Escolar” e sobre modelos de intervenção, deveriam ter ido pelo menos à internet ou falarem com muitos dos militantes do PSD que há décadas trabalham em Saúde Escolar. Teriam percebido que existe Plano Nacional de Saúde Escolar desde 1995, actualizado em 1999 e aprovada uma nova versão por Despacho Ministerial em 2006. Aliás bastava ler o Preâmbulo deste último para perceber que existem práticas de Saúde Escolar em Portugal desde 1901, tendo sido sujeita a várias reformas, Portugal pertence à Rede Europeia de Escolas Promotoras de Saúde desde 1994. Para os mais curiosos consultar http://www.min-saude.pt/NR/rdonlyres/4612A602-74B9-435E-B720-0DF22F70D36C/0/ProgramaNacionaldeSaúdeEscolar.pdf

  2. Vitor Oliveira said

    Ñ esta em causa a existência do plano. Unicamente eu refri que já existiu, sim, “já existiu”. Ñ considero que actualmente exista algo que ñ esta funcional. ou se quiser existe, como muitas outras coisas em Portugal, no papel. Se o caro Mano se debruçar sobre o tema e o que Marco António fala verá que defacto ñ existe, actualmente, nada do sugerido.

    É um pouco como a ASAE já existia mas ñ funcionava correctamente…

    O Plano de Saude Escolar pode existir, mas tirando uma vacina que me foi dada nunca vi uma palestra, um acompanhamento aos jovens, um gabinete de esclarecimentos. Certamnte que ñ sou o unico de entre os jovens da minha idade. Mesmo agora esse apoio continua a ñ existir…

    Portanto ñ altero uma palavra ao meu artigo. Mas considero bastante proveitoso o seu comentário e a discussao publica. É benéfico para todos o debate.

  3. Sabido said

    “Um país como o nosso não pode importar profissionais licenciados, como fazem, por exemplo, a Noruega e o Luxemburgo. ”
    Pergunto eu…..”E os imigrantes de leste?”… grande parte com elevada formação superior. Desde médicos a mecânicos, vêem-se forçados a trabalhar na construção civil só porque não existem acordos de equivalência com os países oriundos da ex URSS? Será que ninguém se lembra deles?

    Penso que o Plano Nacional de Saúde Escolar (PNSE doravante) tem por missão principal a observação e detecção de focos de doenças que possam aparecer nos seus educandos.
    Claro está que o PNSE é largamente amparado pelas medidas da segurança social. Na medida em que nos tempos que correm os casos mais alarmantes prendem-se principalmente às famílias mais desfavorecidas. E estas são de imediato acompanhadas pela segurança social.
    Está incutida na maioria população portuguesa a preocupação com a saúde e com a vacinação básica.Uma vez que o estado tem um plano de vacinação bastante apropriado para as necessidades da população, quer em termos cientificos (com as vacinas correctas) quer em termos monetários pois grande parte dos custos com a vacinação são comparticipados.
    Daí que me parece que o PNSE funciona mas…. as suas acções encontram-se completamente afogadas graças a outros sistemas que desempenham um papel semelhante.

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