Se eu fosse Primeiro-Ministro

a opinião tem uma origem

Política de fachada

Posted by Minerva em Dezembro 7, 2008

Perguntaram-me, há dias, por que razão os políticos são uma coisa na televisão e outra na vida real.

A minha resposta é simples: porque na televisão toda a gente mente. Claro que pode haver uma ou outra pessoa que não o faça – por que é que gostamos tanto de ver os “apanhados”? É que aí as “vítimas” não sabem que estão a ser observadas por uma câmara (se soubessem, não se exporiam ao ridículo).

Na televisão, tudo é encenação, tudo é representação. Veja-se como os apresentadores estão sempre tão sorridentes – acha que eles nunca têm dias maus? A questão é que, sempre que se está na presença de uma câmara, o nosso comportamento muda, porque queremos passar de nós a imagem ideal, ou seja, aquilo que gostaríamos de ser ou que achamos que os outros querem ver.

Com os políticos, passa-se quase a mesma coisa: quando estão perante a objectiva, sabem que têm de agradar ao maior número de telespectadores., mostrar a sua competência e capacidade. Os seus discursos são sempre delineados previamente e raramente se saem bem no improviso. Lembre-se de quando Guterres gaguejou em frente às câmaras o famoso “6×3=18, portanto…um milhão e… ou melhor…ehhh …enfim, é fazer a conta”.

Todos os políticos sabem que a televisão é um grande veículo, senão o principal, de formação da opinião pública. Mas é apenas isso mesmo, porque a verdadeira política não é feita na televisão, ao contrário do que o Zé Povinho pensa. A política é feita nos bastidores, o mais longe possível da ribalta, do fervilhar mediático e emocional.

E mais: porque acreditamos naquilo que vemos – e a TV não vive sem imagem – a mentira televisiva é tão bem dissimulada que se torna perigosa.

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Uma resposta to “Política de fachada”

  1. Vitor Oliveira said

    concordo plenamente minerva. Existe uma democracia global, que esta latente até na forma calculista e politicamente correcta como se aborda tudo na politica. Tentativas de agradar a gregos e a troianos. esse exemplo de guterres foi bem visto, pena não ter sido o unico, antes e como foi referido, uma regra presente de cada vez que se recorre ao improviso.

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