Se eu fosse Primeiro-Ministro

a opinião tem uma origem

Medidas II (Homossexualidade)

Posted by Vitor Oliveira em Março 4, 2009

O casamento entre pessoas do mesmo sexo tem sido controverso e bastante polémico. Sinceramente, não compreendo o motivo. Partindo do princípio que estamos num país livre, é lógico que cada um possa escolher aspectos tão banais como a pessoa com a qual se pretende casar ou viver em união de facto. O que leva o Primeiro-Ministro a realizar campanha sobre o tema e qual o motivo de ser o novo Zapatero na conquista de votos é que me deixa algo apreensivo. Lógico será realizar um Decreto-lei e enterrar a polémica! Numa altura de crise o Primeiro-Ministro procura a reeleição através de campanhas de ilusão com temas que na sua essência não o são.

Quanto ao papel da Igreja neste tema considero que deve ser bastante discreto. Partindo do princípio que o estado português é laico. Isto é, um estado cujos valores principais são a liberdade de consciência e a igualdade entre cidadãos em matéria religiosa. (Apesar de não concordar com um estado laico em Portugal, pois devemos muito enquanto País e colónias á religião.)
Não considero que a Igreja deva continuar a impor a sua posição, muito menos compreendo como é possível uma religião que tem como base princípios tais como a tolerância e o diálogo, ser tão retrógrada ao ponto de repudiar e censurar temas como o casamento entre pessoas do mesmo sexo, contracepção e casamentos entre muçulmanos e católicos. Compreendo, e acho proveitosa, a necessidade da Igreja em defender uma sociedade de valores, mas não se confunda Liberdade com valores, muito menos defesa de opinião com imposição.

Vitor Oliveira

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2 Respostas to “Medidas II (Homossexualidade)”

  1. AP said

    O que é mais grave é o PM fazer campanha com um tema que, no actual panorama de crise, não se encontra naquela que eu considero ser a lista de prioridades. Fazê-lo é querer equiparar a sua urgência com problemas como o desemprego ou a pobreza.

    Sou forçada a discordar no ponto em que dizes que o Estado português não deveria ser laico, mas isso não vem ao caso. Sou totalmente a favor de a Igreja Católica expressar os seus princípios e até de os defender com maior “ferocidade”. Ao fazê-lo, está no seu direito. Quem não gostar, que faça o mesmo: critique e contraponha! É assim que deve ser a democracia.

  2. A democracia deve ser uma troca de ideias, devemos defender as nossas e escutar as dos outros.
    No entanto não considero correcto frases deste tipo: “o casamento entre pessoas do mesmo sexo é contra-natura!”, “ao casarem com um muçulmano estão-se a meter em sérios sarilhos”…

    frases destas são contra-natura, a democracia e até a própria vida em sociedade….
    Ha muitas maneiras de defender uma ideia. Considero que a Igreja deve pensar bem como fala, a sociedade esta em mudança.

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