Se eu fosse Primeiro-Ministro

a opinião tem uma origem

FMI (parte I)

Posted by Vitor Oliveira em Janeiro 10, 2011

Sem querer ser mais um dos velhos do Restelo, mas sendo, afirmo: é impossível ao nosso Governo resistir a uma acção do Fundo Monetário Internacional em Portugal.

Primeiro porque quando o Governo, em conjunto com o PSD, aprovou o PEC afirmou solenemente que eram medidas necessárias e suficientes. Mais tarde, percebeu o erro e aprovou, novamente com o apoio do PSD, o PEC II. Novo fracasso. Em segundo lugar seria um sinal claro que o orçamento de estado foi mais um erro ministerial. Um Governo que prometeu 150.000 postos de trabalho, ponderou uma diminuição do IVA para 19% em 2009 e defendeu o não pagamento de portagens nas SCUT’S, não pode no fim de tantas falsas promessas continuar o seu mandato, sobretudo, se for confirmado o fracasso. É grave constatar que o paraíso eleitoral se transformou no pesadelo da austeridade económica! Tudo por uma causa, a típica desculpa da incompetência.

Com isto não estou a defender a entrada do FMI. A entrada deste organismo não seria benéfica, a especulação não iria diminuir, pelo contrário e à semelhança do que está a acontecer na Irlanda, iria aumentar. Sustento apenas uma convicção pessoal, se tal acontecer o Governo deve assumir que foi, e é, a completa personificação do fracasso! Não está em causa a boa vontade. Conta apenas a eficiência.

“A diferença entre pessoas comuns e pessoas bem-sucedidas é a percepção e resposta ao fracasso.”, John Maxwel

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2 Respostas to “FMI (parte I)”

  1. Pedro Sabido said

    Começo a desconfiar ligeiramente desta especulação.
    Quer-me parecer que passámos daquela especulação que vem documentada nos livros e que é o fruto da economia de mercado para uma especulação negativa e pérfida onde a atitude se prende com o aproveitar de uma situação negativa e usá-la como desculpa. Quero com isto dizer que quase que me parece que os especuladores deram um “chão” mínimo às taxas de juro que negoceiam com os estados ditos “em dificuldades” e que por mais medidas que sejam tomadas só uma injecção massiva de capital é que pode saciar tamanha gula.
    Dito isto desta maneira, parece-me que o remédio é o mesmo que para um bebé que quer comer mais doces. É dizer “NÃO”.
    É reorganizar e diminuir as despesas domésticas, é tomar ainda mais medidas, é depender somente de nós próprios! E assim dizer não e evitar uma acção do FMI em Portugal e a consequente distribuição de doces que se viu nos outros países.

    “It is no use saying, ‘We are doing our best.’ You have got to succeed in doing what is necessary.”, Winston Churchill 😉

  2. “é impossível ao nosso Governo resistir a uma acção do Fundo Monetário Internacional em Portugal.”

    Subscrevo na integra!

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