Se eu fosse Primeiro-Ministro

a opinião tem uma origem

Archive for the ‘Media’ Category

Poder ou justiça?

Posted by Vitor Oliveira em Janeiro 5, 2011

Até ao momento já deram entrada nos tribunais 40 providencias cautelares contra os cortes salariais que o governo pretende implementar. Numa altura em que os media se focam no caso BPN e nas eleições Presidenciais, esta medida despoletou um forte interesse. Apesar de ser necessário defender todas as causas contra a duvida e o sentimento de injustiça, sobretudo, quando estas duvidas são Constitucionais, é mais importante manter a ordem e a hierarquia governamental bem definida. Tal como defende Miguel Sousa Tavares, “colocar os tribunais comuns, de diferentes comarcas, a julgar as Leis do governo e a decidir sobre a sua inconstitucionalidade pode levar a uma usurpação do poder“.

John Locke, 1689, em ‘Segundo Tratado sobre Governo Civil”:
“[…] sendo razoável e justo eu devo ter o direito de destruir aquele que me ameaça com destruição.” [pg 14] should we?

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Manuel Alegre, o candidato

Posted by Vitor Oliveira em Junho 26, 2010

Manuel Alegre iniciou a pré-campanha para as eleições presidenciais, confesso que fiquei desiludido com o discurso do candidato socialista.

Manuel Alegre criticou, criticou mais uma vez e voltou a criticar o realismo de Cavaco Silva. Afirmou que, “um Presidente da República não pode nunca dizer que Portugal vive uma situação insustentável, porque isso cria dificuldades ao próprio país”. Disse ainda, que “foi durante o consulado do então primeiro-ministro Cavaco Silva que se investiu muito mais no betão do que nas pessoas e que o endividamento cresceu, nessa altura, cerca de dez por cento.”

(Qual a aposta que o governo faz nas pessoas? De certeza que não é fechando escolas e obrigando alguns alunos a percorrer diariamente mais de 50km para ter direito à educação.)

Vou repetir uma frase de Manuel Alegre “é preciso ter uma visão do país que não confunda Portugal apenas com um manual de finanças”.

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(no coments)

Posted by Vitor Oliveira em Março 29, 2010

Há situações tipicas e atípicas. Existe a normalide e a anormalidade. Até aqui nada de novo… Mas nunca pensei que os atípicos anormais não disfarçassem as suas acções com a “pompa” devida, já nem pedia a circunstância adequada.

E se, como diz Luís Calisto, “Sócrates fizesse como o sr. Jardim, que calunia, insulta e enxovalha diariamente os jornalistas com epítetos de corruptos, traidores, comunas, súcias, fascistas, tolos, incapazes, incultos, vingativos, desonestos, gente reles, mentes recalcadas, bastardos, exóticos, incumpridores de estatutos editoriais, ralé que não toma banho? E as jornalistas de vendidas, descompensadas, sovaqueiras”.

Enfim… “No coments”!
Afinal de contas sobre este tema EU não quero dizer nada. Peço desculpa se de alguma forma perdi a coerência e disse alguma coisa.

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Política de fachada

Posted by Minerva em Dezembro 7, 2008

Perguntaram-me, há dias, por que razão os políticos são uma coisa na televisão e outra na vida real.

A minha resposta é simples: porque na televisão toda a gente mente. Claro que pode haver uma ou outra pessoa que não o faça – por que é que gostamos tanto de ver os “apanhados”? É que aí as “vítimas” não sabem que estão a ser observadas por uma câmara (se soubessem, não se exporiam ao ridículo).

Na televisão, tudo é encenação, tudo é representação. Veja-se como os apresentadores estão sempre tão sorridentes – acha que eles nunca têm dias maus? A questão é que, sempre que se está na presença de uma câmara, o nosso comportamento muda, porque queremos passar de nós a imagem ideal, ou seja, aquilo que gostaríamos de ser ou que achamos que os outros querem ver.

Com os políticos, passa-se quase a mesma coisa: quando estão perante a objectiva, sabem que têm de agradar ao maior número de telespectadores., mostrar a sua competência e capacidade. Os seus discursos são sempre delineados previamente e raramente se saem bem no improviso. Lembre-se de quando Guterres gaguejou em frente às câmaras o famoso “6×3=18, portanto…um milhão e… ou melhor…ehhh …enfim, é fazer a conta”.

Todos os políticos sabem que a televisão é um grande veículo, senão o principal, de formação da opinião pública. Mas é apenas isso mesmo, porque a verdadeira política não é feita na televisão, ao contrário do que o Zé Povinho pensa. A política é feita nos bastidores, o mais longe possível da ribalta, do fervilhar mediático e emocional.

E mais: porque acreditamos naquilo que vemos – e a TV não vive sem imagem – a mentira televisiva é tão bem dissimulada que se torna perigosa.

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