Se eu fosse Primeiro-Ministro

a opinião tem uma origem

Archive for the ‘Sociedade’ Category

Eleições?

Posted by Vitor Oliveira em Março 29, 2011

A primeira sondagem desde que o Primeiro-Ministro apresentou o pedido de demissão não teve surpresas, infelizmente continua a existir, nas sondagens, uma fraca percentagem eleitoral para o CDS. Porém, mais importante que a previsão eleitoral, para mim, foi a elevada percentagem de inquiridos que acredita na continuidade das políticas de austeridade.

Os sinais são claros: o país está pronto para a austeridade, disponível para o sacrifício e o continuar das políticas socialistas, não está disponível para que José Sócrates continue a ser o chefe do Governo. Não é uma questão partidária, o importante neste momento é eliminar a incompetência. Basta de reformas que nada reabilitam, chega de políticas de estabilidade e crescimento que são incomportáveis e sem resultados práticos que justifiquem o esforço exigido.

Haveria um maior esclarecimento político caso os candidatos fossem escolhidos pela população. Compreendo que o país neste momento não comporta eleições, (mas chegará o momento). Portugal não pode calar perante a inconsequência das políticas económicas seguidas pelo governo. E, em cenário de eleições antecipadas, que haja proveito. Melhor que o PS alterar o seu secretário geral, seria a intervenção audaz do Presidente da República.

“Meu amigo é quem me socorre não quem me lamenta.”, Thomas Fuller

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“A luta é alegria”

Posted by Vitor Oliveira em Março 7, 2011

Os jovens começam a desesperar por soluções. Desemprego, débil sistema de apoio social aos estudantes, falta de apoio ao arrendamento, são alguns dos problemas que assolam a “geração à rasca”. Talvez por isso o panorama está a mudar. São os mídia que se focam, cada vez mais, no tema, os debates e programas de opinião que procuram criticas em horário nobre – infelizmente, escasseiam as sugestões -, e a música, subitamente aumentou o número de letras sobre o tema (Klepht – Idade da estupidez, Deolinda – Parva que sou, Homens da Luta – A luta é alegria).

Esta mudança musical está a ter bastante receptividade. A música dos Homens da Luta foi a seleccionada para representar Portugal no Festival da Canção a realizar na Alemanha. Os jovens começam a prestar atenção ao tema, finalmente existe uma preocupação, interesse e a procura de soluções. Espero que a forma como esta luta esta a ser travada se mantenha límpida, sejamos um exemplo.

“Nos momentos de crises só a imaginação é mais importante que o conhecimento.”, Albert Einstein

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Prós e Contras?

Posted by Vitor Oliveira em Março 1, 2011

O debate de hoje foi, para mim, a maior desilusão social dos últimos tempos. Um festim de contras em que muitos dos jovens presentes, alguns deles dirigentes associativos, enterraram a própria geração. Houve uma banalização do tema. Não queremos compaixão, exigimos respeito. Não chega criticar temos de fundar novas bases sociais. Não será um decreto-lei, um parecer jurídico ou uma “injecção social” de auto-confiança que vão melhorar a situação, será mais demagogia.

As universidades tiveram um forte crescimento nos últimos anos: aumento do numero de vagas e mais cursos disponíveis. Felizmente o ensino ficou mais publico. No entanto, o mercado de trabalho não teve o mesmo comportamento. A culpa será da crise, mas não só. É também da corrupção, é da austeridade do mercado imobiliário, do facilitismo intelectual presente no nosso sistema de ensino e da falta de coragem para arriscar.

É necessário cultivar o empreendedorismo nos jovens. Urge que Bolonha seja uma realidade. Poderá ser necessário mudar de região, talvez atravessar fronteiras, somos profissionais do mundo. Porém a sociedade terá de ser moldada para o fenómeno: rendas jovens existentes e acessíveis, facilidade de integração social e vontade. Acima de tudo, temos de ser corajosos e audazes.

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Para Refletir (III)

Posted by Vitor Oliveira em Fevereiro 9, 2011

Todos afirmam, novamente, que “Portugal está decadente!” Será a história um processo cíclico?

“Não tem de ser assim. Chora-se demais e trabalha-se de menos. Há excesso de Jeremias no nosso país. Choram com saudades do antigo templo, mas choram sentados. Uns atribuem a nossa decadência às crises políticas, outros às influências árabes, para não irem mais longe buscar as célticas.

Não podemos ser uma nação industrial porque nos falta o carvão, que é o pão da indústria. Temos de ser um povo essencialmente agrícola, mas da agricultura Não estamos a tirar metade do proveito possível por serem velhíssimos os processos usados.

Quem se importa com isso? Trabalhar o menos possível, sob a tutela do Estado que lhe garanta o suficiente à vida, eis o sonho do preguiçoso português.”, Oliveira Salazar (com 19 anos de idade, 1909)

“Em primeiro lugar, à igreja pouco importa que o governo seja de um só ou de muitos. Tanto lhe dá que seja republicano ou Monárquico, desde que se aplique ao bem comum.

Depois, o Estado não pode ser o reflexo da multidão soberana; o poder civil e político não vêm do povo; todos os grupos de Homens necessitam de um chefe supremo.

Em terceiro lugar, os católicos devem empenhar-se na vida pública e chegar-se aos mais altos cargos de estado.

No que respeita as relações entre poder eclesiástico e o poder civil, eles devem estar separados com nitidez; cada um é soberano no seu género, ainda que deva de existir entre ambos um sistema de relações bem ordenado.

Finalmente, a liberdade excessiva é um erro! Pensar e poder publicar os próprios pensamentos não é por si um bem de que a sociedade tenha de se felicitar; e antes a fonte de muitos males.”, Oliveira Salazar

“Não me dês pobreza nem a riqueza. Dá-me o pão que for necessário, para não suceder que, estando farto, te negue, ou que, empobrecido, venha a roubar.”, Agur in Bíblia

“A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe”, Bíblia Provèrbios 29.15

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Para reflectir (II)

Posted by Vitor Oliveira em Janeiro 14, 2011

Por mais que se concorde, ou discorde, das intervenções sociais levadas a cabo pelo Jel, vale a pena ver esta entrevista. Frontal, directo e bastante oportuno. Possui uma curiosa interpretação da crise e uma maneira ímpar de encarar as adversidades. Fica justificado, pelo menos para mim, a forma estridente como faz a critica à classe política.

“Dá medo, tudo o que vale a pena dá medo.”

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Vamos ser ricos!

Posted by Vitor Oliveira em Novembro 9, 2010

É este o nosso espírito. Não interessa o que temos, apenas o que falta alcançar. O eterno acreditar, que em muito caracteriza o nosso povo, não poderá ser lógico. Sobretudo numa altura em que existe a possibilidade de vendermos títulos do tesouro nacional. Não sei se será mau. No entanto, será que o governo conhece a relação beneficio/custo? (É preciso estudar, avaliar todas as hipóteses e decidir com transparência.)

Nada de pessimismos que a crise é global. (Estranho.) Tal como os outros países se vão erguer, nós, conseguiremos nos REerguer. Mas melhores. Mais ricos. Iremos mesmo? Talvez! Desde que se mude a realidade; Sem importar 80% do que consumimos na alimentação, concretamente:2/3 do peixe é importado , metade do azeite vem de… Espanha e 80% da matéria-prima das agro-pecuárias vem do estrangeiro, Com parceiros comerciais que permitam um aumento da exportação, Sem existir um estado devedor: Existindo uma organização estatal cumpridora e que transmita confiança ao investimento, suscitando-o e aumentando, coerentemente, o poder de compra (através do dinheiro que deve e não só).

Até lá chega de sonhos. Esses pertencem aqueles que lucram com a sobreposição geográfica, não agora, mais tarde…

“Se vives de acordo com as leis da natureza, nunca serás pobre; se vives de acordo com as opiniões alheias, nunca serás rico”, Sêneca.
“Nós a chamamos de economia política porque não é nem economia, nem política”, Stephen Butler Leacock

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Resgate no Chile

Posted by Vitor Oliveira em Outubro 13, 2010

Manuel Gonzáles, o socorrista responsável pelo resgate dos 33 mineiros presos a 700 metros de profundidade há 69 dias, iniciou o salvamento através da cápsula Fénix. O presidente do Chile, Sebastián Piñera, disse no inicio da descida: “Todos os chilenos vão com vocês e Deus os acompanhe, boa sorte e esperamo-los de volta. E que nos tragam os mineiros”.

(Uma nação unida no apoio aos familiares e às vitimas deste acidente. Todo o mundo a acompanhar, na expectativa, os desenvolvimentos. Os mídia a cobrir e, em alguns casos, a negociar o acontecimento: uma estação de televisão, segundo a RTP N, ofereceu 280 mil euros a cada mineiro pelo exclusivo da história.)

“Para a humanidade, a humanidade é sagrada.”, Cícero

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Orçamento de Estado: A polémica

Posted by Vitor Oliveira em Setembro 23, 2010

Estará tudo doido? Portugal está neste momento, segundo Teixeira dos Santos, a lutar arduamente para que o défice, este ano, seja 7,3%. E temos a excelente meta dos 4,5% de défice para o ano. Alguém acha isto normal? Para mim, nem a crise o justifica! Teixeira dos Santos perguntou hoje onde poderá o estado poupar, através de cortes com a despesa pública, os 4500 milhões de euros necessários para a redução do défice em 2011. Que tal esta solução; apertem vocês o cinto, desistam do aumento de 2000 milhões de euros com a despesa pública prevista para o próximo ano, controlem as empresas e as obras públicas, reduzam as viaturas ao serviço e controlem as fundações, sanguessugas, que existem à custa do estado e em nada contribuem para o bem-estar da população

Crise para quem? Chega de um país pobre, endividado e sem o mínimo de receita face à despesa a pagar os luxos da classe política. Que se leia: assessores, carros de luxo, quadros da polícia a servirem de motoristas, viagens e gastos pessoais.

Apesar de tudo isto:
A comunicação social, sempre encarregue da devida lavagem cerebral, anda preocupada porque não houve um pré-acordo entre PSD e governo. O acordo não existiu agora mas vai existir, haverá mais um caso limiano, ou o que surgir, a viabilizar o orçamento para 2011.

Pedro Passos Coelho foi visitar a feira de Arouca, uma boa escolha, recomendo o bife de carne Arouquesa e o vinho verde da zona. (E se não for pedir muito, proponha, colabore e defenda um povo que sempre trabalhou.)

Sócrates foi de viagem a Nova Iorque, claro que em representação do aparelho de estado, estou certo. (Ao Primeiro-ministro já não peço nada, sinto que já tem dado o bastante. Tanto que chega!)

Manuel Alegre continua a sugerir porque não deve ser Cavaco, ainda não percebi o motivo pelo qual deve ser ele, o próximo Presidente da Republica.

Cavaco Silva continua mais preocupado em fazer o trabalho do governo e da oposição que o seu próprio. Estará à espera, como sempre acontece, de um segundo e último mandato para agir, e, infelizmente, vai acontecer.

Finalmente, Teixeira dos Santos apareceu no plenário. Não percebi a utilidade. Quer dizer, pelo menos fiquei a saber que o governo está bem, o plano bem traçado e executado. Talvez estejam todos os outros, (FMI, Fundo Europeu, oposição, população, …), errados.

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Processo Casa Pia (II)

Posted by Vitor Oliveira em Setembro 5, 2010

Cinco anos e dez meses depois do início, o processo Casa Pia chegou ao fim da primeira etapa. Restam seis anos para avaliar os recursos legalmente possíveis sem que ocorra a prescrição do processo. Todos os arguidos foram considerados culpados, a única excepção foi a de Gertrudes Nunes.
Alguns números: 66.000 páginas; 581 anexos; 273 volumes; 461 audiências; 7 arguidos; 2.371 gravações.

As frases que ficam:
“O tribunal não permitiu a minha defesa, se o tribunal condenar é porque agiu de má-fé”. Ferreira Dinis

“Não entendo a pura lógica dos argumentos”. (Comparando a diferente apreciação dos argumentos da defesa. A qual resultou no afastamento de Paulo Pedroso do processo.)Hugo Marçal

“Este processo ou ardia à nascença ou teria de ser um processo exemplar. A ideia que se retira daqui é que pedofilia é permitida em Portugal”.

“É triste viver num país com esta Justiça”. Hugo Marçal, Advogado

“Não é o fim do jogo mas, para mim, hoje é determinante”. Catalina Pestana

“Estou completamente confiante de que a Justiça será feita”. Ferreira Dinis

“O mundo não está ameaçado pelas pessoas más, mas sim por aquelas que permitem a maldade”. Albert Einstein

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Haja Justiça

Posted by Vitor Oliveira em Julho 14, 2010

Titulo irónico? Nem eu sei, talvez não. Há coisas que ultrapassam o discernimento de qualquer um. Brincar aos sistemas de Justiça não é o que espero de um Estado de direito. A quantidade de vezes que uma sentença é alterada não pode deixar de causar indignação. Não está em causa o recurso, a existência de novas provas ou indícios, muito menos o direito à defesa. O motivo da indignação é apenas a sistematização do erro, a persistência da asnada. A culpa não será dos arguidos, até porque todos os acusados são inocentes não havendo prova em contrário.

Os tribunais, por norma, mostram o contrário. O mais recente exemplo é o recurso de Isaltino Morais. O julgamento será parcialmente repetido. Até lá e face à sentença inicial o Tribunal da Relação de Lisboa desagravou todas as penas a Isaltino. O mandato, os bens apreendidos à ordem do processo e os terrenos em Cabo Verde foram reavidos. Para além destas alterações foi absolvido de um crime e viu a pena e o valor da multa serem diminuídos em todos os outros. (Culpado em primeira instância, neste momento “meio inocente”. E a ver vamos se não será totalmente ilibado.) Tantos acontecimentos deste género a rechear o nosso sistema de Justiça e, talvez devido à exposição pública, fica a sensação que o numero de casos aumenta com a posição social dos arguidos.

Enfim, o dramatismo. A população não têm culpa de ser bombardeada com constantes aligeiramentos às penas, pedidos de indemnizações ao Estado e inocências em processos escandalosos. Ao fim de tantas inocências e de milhares de euros em indemnizações, faço uma pergunta: Já houve algum culpado, ou alguma alteração ao nosso sistema Judiciário depois de tantos erros? Uma verdadeira alteração, claro está, porque mais uma vez digo, brincar aos tribunais não é o que espero de Portugal.

Para terminar, o Conselho Superior da Magistratura rejeitou o pedido de Carlos Silvino para que o processo da Casa Pia fosse acelerado. Compreendo. Aliás, nenhuma figura pública se encontra detida a aguardar julgamento, como tal, não há razão para acelerar o processo. Cinco anos ainda não chegaram, não há registo de um julgamento tão longo em toda a Europa. Não estou a condenar ninguém, repito que todos são inocentes até prova em contrário. No entanto, será que mais ninguém acha isto estranho? Os arguidos não têm culpa, a opinião pública também não! E por favor, que ninguém condene o facto dos Portugueses alvitrarem sobre estes processos, temos direito a avaliar um sistema que nos sai do bolso.

“A democracia tem necessidade de justiça, enquanto a aristocracia e a monarquia podem passar bem sem ela.”, Edgar Quinet

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Emocionante

Posted by Vitor Oliveira em Julho 2, 2010

Fascinante! Umas das melhores, se não for a melhor e mais emocionante interpretação artística sobre os pesadelos da guerra. Vale a pena ver e rever. Como disse Kseniya Simonova, “acho bastante difícil criar arte usando papel e lápis ou pincéis, mas usar areia e os dedos está além do meu entendimento. A arte, especialmente quando a guerra é usada como tema, chega a levar as pessoas às lágrimas. E não existe maior elogio do que este.”

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Bagão Félix, porque sim…

Posted by Vitor Oliveira em Junho 17, 2010

Quarta-feira, 16 de Junho, em pleno almoço no Estoril um grupo de cem mulheres decidiu dar voz aos desejos de alguns rostos da direita nacional. No fundo este pedido de candidatura Presidencial endereçado a Bagão Félix não é só do Movimento Mulheres Século XXI, é também a vontade de Paulo Portas e de rostos que acreditam que a direita necessita de uma segunda candidatura.

Entre outras frases é possível ler na carta que “não existem em Portugal muitas pessoas com a capacidade de representar um povo MAIORITARIAMENTE católico.” Se temos um país maioritariamente católico considero que o maior problema não será escolher um candidato católico, muito menos com capacidade de o representar, mas sim escolher um bom candidato. Aliás não me parece que seja abonatório para a religião católica esta promiscuidade entre política e fé, talvez abonatório para a política, neste caso está tudo dito e estão compreendidas estas “cem mandatárias”.

Não é correcto reduzir a escolha de um candidato à sua vertente católica muito menos reduzir a força da Igreja a um candidato Presidencial. Ter uma base católica, para mim como católico, é importante em muitos aspectos mas não é essa a qualidade indispensável a um candidato a Presidente da República.

No entanto, para bem da sociedade e dos contribuintes, é necessário um candidato diferente, a direita só tem a ganhar com duas candidaturas numa primeira volta. Ter dois candidatos, como exemplificou Pedro Santana Lopes, não é sinónimo de derrota. Não se deve procurar justificações desta magnitude. É necessário um Presidente que se preocupe com os verdadeiros problemas do país e que apoie a rápida resolução das reais dificuldades nacionais e não alguém que entre nas guerras demagogas que não levam a lado nenhum. Existem problemas de fundo, existem avanços sociais para o bem estar de todos e não apenas da maioria. Há que distinguir, começar pelo que interessa.. .

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O 10 de Junho

Posted by Vitor Oliveira em Junho 11, 2010

O 10 de Junho é um dos dias mais relevantes do calendário nacional. Dia em que se cativam os contribuintes a lutar, defender (e a embolsar, claro está) um Portugal melhor, um país mais capaz e solidário. A juntar a toda a motivação habitual, este ano, assistimos a um amplo aparato político . O Presidente da República, Cavaco Silva, sublinhou qual deve ser o rumo, não se ficou pela motivação, sugeriu, o que cada vez mais deve ser valorizado….

Para quem tem andado despercebido o Presidente da República fez um sumário: O desemprego “é o maior flagelo da nossa economia”; o pior da nossa crise são, os “jovens que se interrogam sobre o futuro”, as “famílias que fazem contas à vida”, bem como todos aqueles “que temem pelo seu emprego”. O Sr. Presidente vai-me desculpar mas, que tal incentivar a sociedade à coerência? Compreendo esta dificuldade, sobretudo quando existem deputados que acumulam vários cargos, quando a redução do numero de deputados provoca tanto escândalo. É fácil falar, mas quando chegou a hora de agir, interessou mais a liberalização do aborto, os casamentos homossexuais, a liberalização das drogas leves, que a resolução dos problemas de fundo que realmente afectam o país.

Diz Cavaco Silva que “os sacrifícios devem ser repartidos de forma equitativa e justa”. Foi neste momento que relembrei a redução dos ordenados do governo e fiz a comparação com aquilo que sucedeu em Espanha. Portugal, um país que possui um dos ordenados mínimos mais baixos da Europa, afinal é rico nos cortes com o sistema político. Coerência?

Para finalizar quero sublinhar uma das frases que o Presidente da República disse hoje, “não foi com o desalento que se construiu Portugal”. Considero que não tenha sido mas, infelizmente, tudo muda. Mudaram-se as gentes. Foi-se o alento e com ele fugiram também os lideres sabedores e capazes, vieram os compadrios políticos, desapareceu a visão futurista e capaz de aproveitar todos os recursos que o país pode oferecer…

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A campanha necessária…

Posted by Vitor Oliveira em Março 22, 2010

Acho que o voluntariado tem de ser cada vez mais reconhecido, é imperativo que o trabalho em prol da sociedade sofra um aumento exponencial e o bairrismo terá de ser uma constante presente na vida de todos.

Pelos motivos supra descritos e pela preocupação que o grupo de estudantes do ISEL demonstrou com o ambiente, a envolvência do seu local de estudo e o constante lutar pelos seus colegas quero realçar e publicitar o sitio deles na internet.

Louvo, por mais suspeito que eu seja, o trabalho de todos os membros, a eles o meu obrigado.

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PSD, no seu melhor!

Posted by Vitor Oliveira em Fevereiro 11, 2010

Afinal Paulo Rangel já não apoia a candidatura de Marcelo Rebelo de Sousa. O Euro Deputado decidiu avançar com uma candidatura à presidência do PSD. Não compreendo o interior deste partido. Parece tudo infundamentado, sem qualquer organização e controlo interno. As posições são constantemente alteradas, é comum ver algum membro do partido a “lavar roupa suja” em praça pública. Apesar das divergências de opiniões serem positivas, devem ser discutidas no interior do partido e aprovada aquela que melhor satisfaz os interesses partidários para que a direcção final do discurso seja uma só.

Devia haver um porta-voz claro, uma imagem única, limpa, conhecida, popular e credível. Serão estas as condições imprescindíveis ao novo líder Social-Democrata. Ainda considero o PSD um brinquedo grande demais para o Euro Deputado. Apesar de todo o currículo e das capacidades de Rangel, ainda não é a hora.

Quanto a Pedro Passos Coelho, tem ideias, um carácter forte, bem como presença e imagem (dos mais importantes aspectos para movimentar massas). No entanto o timing que escolhe para as suas intervenções e alternância de discurso não o favorecem.

Não seria uma boa opção, apesar da clara necessidade de mudança, esperar algum tempo? Manuela Ferreira Leite, ainda pode suster o PSD um pouco mais. Quando o adversário político dos Sociais-Democratas, PS, estiver mais debilitado, a instabilidade social e politica aumentar é a melhor altura para o PSD mostrar força, redenção e carácter.

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Amnistia Internacional

Posted by Vitor Oliveira em Fevereiro 1, 2010

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Para reflectir

Posted by Vitor Oliveira em Dezembro 25, 2009

Numa epoca especial como a que atravessamos deve haver espaço e tempo para pensar, viver e sentir o mundo. Talvez este video ajude….

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CDS-PP Persiste na Lei penal

Posted by Vitor Oliveira em Outubro 21, 2009

Um partido de oposição, tal como o Governo, têm de funcionar, sob um ponto de vista político, de uma forma construtiva perante o Parlamento, só assim se defendem os interesses da nação. No entanto, diversas vezes as conveniências partidárias superam as da nação. Talvez por isso a reforma penal que o CDS-PP tentou implementar na última legislatura tenha sido chumbada.

Porem o relatório do Observatório Permanente da Justiça Portuguesa vem dar razão ao esforço do CDS-PP, pois constata as deficiências graves no nosso sistema penal. O CDS, ao invés de mudar de política ou aproveitar a carência do novo Governo para mais tarde entrar em negociatas decidiu insistir na aprovação do documento.

A aplicação da prisão preventiva em crimes com moldura penal mais baixa, a ampliação da utilização de processos sumários bem como circunstâncias de detenção mais amplas, que não impliquem o flagrante delito, são algumas das medidas defendidas pelo partido. Como disse o deputado, Nuno Magalhães, a criminalidade grave e violenta, o sentimento de impunidade e a insegurança têm aumentado.

Há quem considere esta medida como uma operação de charme para com o eleitorado, é estranho. Se a oposição é do contra não tem credibilidade, se não consegue tomar medidas é porque não age, se propõe, debate e insiste com as ideologias que defende é por interesse. Deveriam ficar estupefactos com a falta de produtividade e não com a opulência laboral. Será que pensam também no motivo pelo qual os deputados têm ordenado?

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E agora Costa?

Posted by Vitor Oliveira em Outubro 16, 2009

O PS decidiu unir o partido em prol da cidade de Lisboa. Apresentou uma lista que era uma coligação de candidatos do partido e independentes. Pois bem, chegou a hora dos socialistas provarem um pouco do seu próprio veneno. A vereadora Helena Roseta pediu aos deputados a revogação do Decreto-Lei relativo a prorrogação do prazo de concessão do terminal de contentores de Alcântara. E para piorar as coisas, do ponto de vista do Partido Socialista, este pedido de revogação foi um trunfo de campanha de Pedro Santana Lopes.

O pedido faz todo o sentido, é necessária transparência no processo. Esta prorrogação devido às cláusulas indemnizatórias que constam do contrato vai lesar, caso se venha a concretizar, a Câmara Municipal de Lisboa e os contribuintes em vários milhões de Euros. É inadmissível que com os valores e o prazo (27 anos) em causa se faça uma prolongação do contrato por ajuste directo. Ainda por cima quando o motivo desta delonga foi uma previsão de esgotamento a curto/médio prazo e se tem verificado o contrário. Faz todo o sentido que se revogue o Decreto-Lei, é necessário um concurso público transparente.

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Respeitem o Politécnico!

Posted by Vitor Oliveira em Julho 15, 2009

Quando teremos finalmente a atenção que merecemos? O governo continua sem se debruçar sobre o problema que causou no ensino Superior Politécnico. É totalmente inconsciente e descabido a dissemelhança de tratamento entre ensino Superior Universitário e Politécnico.

Com os professores em luta, e numa greve que se arrasta desde o dia 7 de Julho, e que, por enquanto, poderá ser prolongada até dia 27 de Julho, os alunos são os mais prejudicados. É notório o desconforto dos professores, a meu ver têm toda a razão, no entanto urge resolver o problema, é fundamental que o Politécnico seja ouvido. Não faz qualquer sentido que existam trabalhadores precários durante vários anos. Muito menos que a carreira, a luta e o trabalho desses anos sejam postos em causa da noite para o dia.

Mariano Gago decidiu dar voz a algo que o governo tem deixado bastante claro durante os últimos 4 anos: 1 peso, 2 medidas! (Este insensato não se apercebeu, ainda, do poder do Politécnico).

Respeitem o Politécnico, queremos paz e tranquilidade numa altura de exames! Chega de sermos achincalhados por pseudo-políticos, lunáticos sem o mínimo de conhecimento sobre o nosso universo. (Se o têm não parece).

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