Se eu fosse Primeiro-Ministro

a opinião tem uma origem

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Prós e Contras?

Posted by Vitor Oliveira em Março 1, 2011

O debate de hoje foi, para mim, a maior desilusão social dos últimos tempos. Um festim de contras em que muitos dos jovens presentes, alguns deles dirigentes associativos, enterraram a própria geração. Houve uma banalização do tema. Não queremos compaixão, exigimos respeito. Não chega criticar temos de fundar novas bases sociais. Não será um decreto-lei, um parecer jurídico ou uma “injecção social” de auto-confiança que vão melhorar a situação, será mais demagogia.

As universidades tiveram um forte crescimento nos últimos anos: aumento do numero de vagas e mais cursos disponíveis. Felizmente o ensino ficou mais publico. No entanto, o mercado de trabalho não teve o mesmo comportamento. A culpa será da crise, mas não só. É também da corrupção, é da austeridade do mercado imobiliário, do facilitismo intelectual presente no nosso sistema de ensino e da falta de coragem para arriscar.

É necessário cultivar o empreendedorismo nos jovens. Urge que Bolonha seja uma realidade. Poderá ser necessário mudar de região, talvez atravessar fronteiras, somos profissionais do mundo. Porém a sociedade terá de ser moldada para o fenómeno: rendas jovens existentes e acessíveis, facilidade de integração social e vontade. Acima de tudo, temos de ser corajosos e audazes.

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Para Refletir (III)

Posted by Vitor Oliveira em Fevereiro 9, 2011

Todos afirmam, novamente, que “Portugal está decadente!” Será a história um processo cíclico?

“Não tem de ser assim. Chora-se demais e trabalha-se de menos. Há excesso de Jeremias no nosso país. Choram com saudades do antigo templo, mas choram sentados. Uns atribuem a nossa decadência às crises políticas, outros às influências árabes, para não irem mais longe buscar as célticas.

Não podemos ser uma nação industrial porque nos falta o carvão, que é o pão da indústria. Temos de ser um povo essencialmente agrícola, mas da agricultura Não estamos a tirar metade do proveito possível por serem velhíssimos os processos usados.

Quem se importa com isso? Trabalhar o menos possível, sob a tutela do Estado que lhe garanta o suficiente à vida, eis o sonho do preguiçoso português.”, Oliveira Salazar (com 19 anos de idade, 1909)

“Em primeiro lugar, à igreja pouco importa que o governo seja de um só ou de muitos. Tanto lhe dá que seja republicano ou Monárquico, desde que se aplique ao bem comum.

Depois, o Estado não pode ser o reflexo da multidão soberana; o poder civil e político não vêm do povo; todos os grupos de Homens necessitam de um chefe supremo.

Em terceiro lugar, os católicos devem empenhar-se na vida pública e chegar-se aos mais altos cargos de estado.

No que respeita as relações entre poder eclesiástico e o poder civil, eles devem estar separados com nitidez; cada um é soberano no seu género, ainda que deva de existir entre ambos um sistema de relações bem ordenado.

Finalmente, a liberdade excessiva é um erro! Pensar e poder publicar os próprios pensamentos não é por si um bem de que a sociedade tenha de se felicitar; e antes a fonte de muitos males.”, Oliveira Salazar

“Não me dês pobreza nem a riqueza. Dá-me o pão que for necessário, para não suceder que, estando farto, te negue, ou que, empobrecido, venha a roubar.”, Agur in Bíblia

“A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe”, Bíblia Provèrbios 29.15

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Para reflectir (II)

Posted by Vitor Oliveira em Janeiro 14, 2011

Por mais que se concorde, ou discorde, das intervenções sociais levadas a cabo pelo Jel, vale a pena ver esta entrevista. Frontal, directo e bastante oportuno. Possui uma curiosa interpretação da crise e uma maneira ímpar de encarar as adversidades. Fica justificado, pelo menos para mim, a forma estridente como faz a critica à classe política.

“Dá medo, tudo o que vale a pena dá medo.”

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Quem precisa do maior abanão?

Posted by Vitor Oliveira em Junho 11, 2008

                É desta lição que o governo precisava. Os camionistas estão a ENSINAR o primeiro-ministro que não pode continuar a liderar o país de forma totalitária.

                É bom ver um governo que nunca volta com a palavra atrás, pelo menos quando devia, tremer e ficar retraído com a asfixia económica causada pelo boicote das transportadoras nacionais. Veremos se o governo muda a decisão e altera os planos orçamentais. Uma coisa é certa, do susto já não se livra! Será que apenas o governo está errado ou os portugueses tambem têm de assumir as responsabilidades dos seus actos?

                E é de um susto que os portugueses precisam. A crise existe, é um facto, mas os portugueses ganharam hábitos, luxos na maior parte, que dificultam ainda mais as suas contas. Uma casa e um carro próprio não devem ser encarados como um luxo, pelo menos se não estiverem acima das possibilidades de cada um. Mas pedir um empréstimo para ir de férias, gastar meio salário em roupas “fashion”, trocar de telemóvel apenas porque sim, queimar dinheiro em noitadas. Tudo isto ultrapassa a minha compreensão. Talvez ela até seja pequena, e aí o erro é meu!

                Por que motivo os portugueses estão tão eufóricos com o euro sabendo que Portugal atravessa uma das maiores crises da história? A crise vai desaparecendo a cada vitória? Não compreendo como o destaque nos media vai para um simples jogo da selecção sabendo que o centro e sul do país se encontram sem abastecimento de qualquer tipo de produtos.

Vitor Oliveira

 

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Portugal, crise de Políticos!

Posted by Vitor Oliveira em Maio 21, 2008

                Contra factos não há argumentos… É preciso ser muito arrogante, incapaz e prepotente para que não assuma os erros, brinque com o dinheiro dos contribuintes, falhe em todas as promessas eleitorais. E impõe os ideais aos contribuintes. Vejamos:

– O PM promete que não haverá um abrandamento do crescimento económico nem um aumento da inflação, aproveita o encontro entre “ditadores” na Venezuela, para que seja Teixeira dos Santos a transmitir o recuo.

– O arrendamento jovem, a problemática da violência nas escalas, os abonos de família e o apoio escasso aos estudantes… Tudo isto exemplos de problemáticas que mal começam a ser discutidas deixam de ser mote. Até hoje não percebi o porquê. Não faz sentido. Opressão?

– Uma delegada de educação do norte demitida por criticar abertamente o governo, o controlo policial nas reuniões sindicais, peço desculpa pela insistência mas penso que esta atitude foi a mais grave.

Um TGV para elites empresariais que única função será “enterrar” definitivamente o país. A única vantagem do TGV é a competição com o transporte aéreo. Não creio que Portugal tenha as condições para isso, é um país pequeno. Vejamos o exemplo da Suécia e Finlândia em que o TGV está muitos furos abaixo do nosso alfa. O dinheiro gasto no TGV dava para a construção de VÁRIAS ESCOLAS, HOSPITAIS… Mas Sócrates escolheu prioridades. Mais uma vez o lado elitista.

– Um desânimo social que tem como consequência milhares de trabalhadores em situação de trabalho precário, um fluxo emigratório cada vez maior e o aumento das pessoas que estão no limiar da pobreza.

O pior de tudo é que ao olhar para a oposição não encontro ninguém capaz. Portugal para além de atravessar uma crise económica e social atravessa a maior crise de políticos da sua história.

Vitor Oliveira

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Eufemismos ajudam a explicar crise do BCP

Posted by Vitor Oliveira em Maio 6, 2008

Não se detectaram no BCP irregularidades. Detectaram-se fragilidades do ponto de vista prudencial e o Banco de Portugal o que fez foi propor um plano temporário.” A língua portuguesa é tão rica em eufemismos. Como é possível aos portugueses aceitarem que o ex vice-governador do banco de Portugal faça estas declarações? António Marta disse ainda que estava sujeito ao sigilo Professional e não poderia responder a tudo. O que não deixa adivinhar um panorama nada meneio.

Ainda bem que existiram “fragilidades”. Dessa forma os elevados ordenados não dispararam ainda mais. Não consigo entender a imperturbabilidade com que o povo, que outra hora foi de Abril, encara tudo isto hoje em dia.

              Vitor Oliveira

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A crise económica

Posted by Vitor Oliveira em Maio 5, 2008

A crise alimentar está a tornar-se um problema global. Este problema pode ter proveniência em diversos agentes: o facto dos créditos de alto risco concedidos pelos bancos (subprime) atravessarem uma crise desde 2006; especulação que se tem gerado em torno de alguns bens essenciais; o aquecimento global que conduz a uma perda de produtividade agrícola.

A decisão de G. W. Bush em iniciar a guerra do Iraque não beneficiou em nada a economia global. Pelo contrário, desde essa altura tem-se assistido a um aumento do preço do petróleo. Este aumento conduziu mais tarde, a constantes preços especulativos da gasolina o que inculcou fortemente a economia global para um cenário dantesco.

Com o abro do micro crédito iniciou-se uma nova crise. Verifica-se um liberalismo económico exacerbado. De facto este ultraliberalismo tem fortes consequências. O micro crédito, erradamente, é encarado como sendo a solução para tudo.

Vitor Oliveira

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Dois bons filmes…

Posted by Vitor Oliveira em Abril 29, 2008

PSD

 

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