Se eu fosse Primeiro-Ministro

a opinião tem uma origem

Posts Tagged ‘José Socrates’

FMI (parte I)

Posted by Vitor Oliveira em Janeiro 10, 2011

Sem querer ser mais um dos velhos do Restelo, mas sendo, afirmo: é impossível ao nosso Governo resistir a uma acção do Fundo Monetário Internacional em Portugal.

Primeiro porque quando o Governo, em conjunto com o PSD, aprovou o PEC afirmou solenemente que eram medidas necessárias e suficientes. Mais tarde, percebeu o erro e aprovou, novamente com o apoio do PSD, o PEC II. Novo fracasso. Em segundo lugar seria um sinal claro que o orçamento de estado foi mais um erro ministerial. Um Governo que prometeu 150.000 postos de trabalho, ponderou uma diminuição do IVA para 19% em 2009 e defendeu o não pagamento de portagens nas SCUT’S, não pode no fim de tantas falsas promessas continuar o seu mandato, sobretudo, se for confirmado o fracasso. É grave constatar que o paraíso eleitoral se transformou no pesadelo da austeridade económica! Tudo por uma causa, a típica desculpa da incompetência.

Com isto não estou a defender a entrada do FMI. A entrada deste organismo não seria benéfica, a especulação não iria diminuir, pelo contrário e à semelhança do que está a acontecer na Irlanda, iria aumentar. Sustento apenas uma convicção pessoal, se tal acontecer o Governo deve assumir que foi, e é, a completa personificação do fracasso! Não está em causa a boa vontade. Conta apenas a eficiência.

“A diferença entre pessoas comuns e pessoas bem-sucedidas é a percepção e resposta ao fracasso.”, John Maxwel

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José Sócrates

Posted by Vitor Oliveira em Novembro 3, 2010

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Orçamento de Estado: A polémica

Posted by Vitor Oliveira em Setembro 23, 2010

Estará tudo doido? Portugal está neste momento, segundo Teixeira dos Santos, a lutar arduamente para que o défice, este ano, seja 7,3%. E temos a excelente meta dos 4,5% de défice para o ano. Alguém acha isto normal? Para mim, nem a crise o justifica! Teixeira dos Santos perguntou hoje onde poderá o estado poupar, através de cortes com a despesa pública, os 4500 milhões de euros necessários para a redução do défice em 2011. Que tal esta solução; apertem vocês o cinto, desistam do aumento de 2000 milhões de euros com a despesa pública prevista para o próximo ano, controlem as empresas e as obras públicas, reduzam as viaturas ao serviço e controlem as fundações, sanguessugas, que existem à custa do estado e em nada contribuem para o bem-estar da população

Crise para quem? Chega de um país pobre, endividado e sem o mínimo de receita face à despesa a pagar os luxos da classe política. Que se leia: assessores, carros de luxo, quadros da polícia a servirem de motoristas, viagens e gastos pessoais.

Apesar de tudo isto:
A comunicação social, sempre encarregue da devida lavagem cerebral, anda preocupada porque não houve um pré-acordo entre PSD e governo. O acordo não existiu agora mas vai existir, haverá mais um caso limiano, ou o que surgir, a viabilizar o orçamento para 2011.

Pedro Passos Coelho foi visitar a feira de Arouca, uma boa escolha, recomendo o bife de carne Arouquesa e o vinho verde da zona. (E se não for pedir muito, proponha, colabore e defenda um povo que sempre trabalhou.)

Sócrates foi de viagem a Nova Iorque, claro que em representação do aparelho de estado, estou certo. (Ao Primeiro-ministro já não peço nada, sinto que já tem dado o bastante. Tanto que chega!)

Manuel Alegre continua a sugerir porque não deve ser Cavaco, ainda não percebi o motivo pelo qual deve ser ele, o próximo Presidente da Republica.

Cavaco Silva continua mais preocupado em fazer o trabalho do governo e da oposição que o seu próprio. Estará à espera, como sempre acontece, de um segundo e último mandato para agir, e, infelizmente, vai acontecer.

Finalmente, Teixeira dos Santos apareceu no plenário. Não percebi a utilidade. Quer dizer, pelo menos fiquei a saber que o governo está bem, o plano bem traçado e executado. Talvez estejam todos os outros, (FMI, Fundo Europeu, oposição, população, …), errados.

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O camarada Armando

Posted by Vitor Oliveira em Novembro 6, 2009

José Sócrates afirmou que o entristece o envolvimento do seu amigo Armando Vara no processo “Face Oculta”. Quem pensava que Sócrates era um ser autoritário e rude que se desengane.

O nosso Primeiro-Ministro fez uma carreira política com o arguido Armando Vara. Só não percebo qual! No entanto nota-se que tiveram uma forte ligação profissional. (Nada de segundas interpretações, não me estou a referir negócios ilícitos, muito menos referi o caso Freeport, a Galp, a média diária de 10 projectos de Engenharia, nada disso. Aliás se o fizesse era estupidez, estamos a falar de uma carreira a dois.)

Claro que um arguido não é culpado, pelo menos até que alguém prove o contrário. Porém quem deixa o Primeiro-Ministro triste arrisca o fundo de desemprego. Logo, temo que ninguém o prove, pior que alguém descubra que foi tudo um erro, que um directo da PJ seja demitido e o estado condenado a uma indemnização. Nem tudo é mau, desta forma a tradição não será quebrada, mais um caso ficará por resolver, mais um(s) crime(s) de colarinho branco será arquivado(s).

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O “pobre” Governo minoritário

Posted by Vitor Oliveira em Outubro 19, 2009

“Já fui rico e já fui pobre. Prefiro ser rico.” É esta a metáfora que o líder do PS mais tem utilizado nos últimos tempos. Como bom político José Sócrates não foi honesto, um político que se preze, sobretudo num estado à beira mar, não pode falar a verdade, é uma espécie de tabu que nem os Portugueses apreciam que se quebre. O secretário-geral do PS vai apreciar esta nova experiência. Se por um lado fez história com a primeira maioria do PS, e que escória, PERDÃO, HISTÓRIA, chegou o momento de liderar uma minoria parlamentar peculiar.

Esta minoria tem características boas para os Portugueses, sobretudo para aqueles, que como eu, não apreciam a forma de governação do Primeiro-Ministro.
Em primeiro lugar o governo não pode ser destituído durante os primeiros seis meses de governação nem nos últimos seis meses de governação do Presidente da Republica. (Depois é esperar que o deputado Manuel Alegre não vença as presidenciais, temo que em caso de vitoria destitua o seu compadre, não por complot, antes por ideologia e justiça. Mas como no caso uma coisa leva à outra…) .
Em segundo é um governo propício a birras e queixinhas na praça pública, é sabido como isso mancha a credibilidade de qualquer ser humano que se preze, mesmo que este já seja político, no entanto em Portugal traz grandes prerrogativas, vai se lá saber o porquê.

Se com todos estes percalços o governo se aguentar quatro anos, o que seria óptimo, era o fim da era José Sócrates. Por outro lado se for destituído, ou levado a pedir demissão, a história será repetida. Teremos seis anos e não quatro da era de Sócrates.

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O Governo de Sócrates

Posted by Vitor Oliveira em Outubro 15, 2009

José Sócrates vai liderar sozinho, melhor, com um Governo totalmente da sua autoria, que temo que vá dar ao mesmo. Mas, pelos vistos, não era isto que o secretário-geral do PS pretendia. Pelo menos, foi o que depreendi das suas palavras: “Perguntei-lhes se estavam dispostos a iniciar COMIGO um diálogo político”, mas “Nenhum dos outros partidos políticos está disponível para o diálogo rumo à estabilidade política”. ”. É bom poder apreciar alguma humildade no Eng.º Sócrates, cheguei até a sentir algum sentido de estado durante a entrevista, possivelmente foi uma interpretação nefasta, mas gostei da sensação.

Foi impressão minha ou o líder socialista deu a entender que Portugal só obteria estabilidade política se houvesse essa coligação (de interesses)? Ainda bem que não surgiu. Penso que o poder em demasia confunde José Sócrates. No entanto, fiquei com a dúvida, talvez pelo passado recente: seria a estabilidade, no entender do nosso Primeiro-Ministro, proporcional ao número de intervenientes no cartel? A ideia é estranha.

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Há coisas que não mudam

Posted by Vitor Oliveira em Outubro 2, 2009

Continua tudo na mesma. Entendo que o novo governo ainda não tenha tomado posse, no entanto estava à espera que houvesse mudanças. José Sócrates, no discurso de vitória de domingo, vincou a sua posição perante os jornalistas, a velha embófia. Compreendo a forma como ele os encara, mas também percebo as interpelações que os jornalistas lhe fazem. Com tanta balbúrdia…

As relações entre Belém e São Bento voltaram à primeira versão. Talvez, devido às declarações do Presidente da Republica, que terminou com a especulação. No entanto as “boas conversas” entre as duas partes não me parecem um bom presságio. Sobretudo porque um dos cenários possíveis, e talvez o mais forte, é que o governo de Sócrates trabalhará, talvez não seja a palavra certa, para conquistar os Portugueses, renunciará de seguida ao cargo e pedirá novas eleições. Com uma relação PM-PR, tão permissiva, voltaremos ao que sucedeu há bem pouco tempo. Depois volta o veto, de seguida a birra, o mimo e a teimosia. Em qualquer cenário, este mandato ficará pela metade.

O melhor desta “boa conversa” foi a pontualidade dos intervenientes. Acho que é preciso dar o adágio aos Portugueses. Um país com baixos índices de pontualidade não poderá evoluir. E acho bem que duas das mais altas instâncias nacionais dêem o figurino por tão nobre causa. Um momento. Pois… Acabei de ser informado que o Primeiro-ministro teve um atraso de 20 minutos. Foi um atraso pequeno, não é quase nada, no final de contas, (esta expressão já me parece muito bem aplicada), o que são 1200 segundos na vida das pessoas? Uma ninharia. E depois continuamos a ter um bom exemplo, o Presidente da Republica, chegou a horas, e estou certo que não foi devido ao encontro ter sido em sua casa.

Vitor Oliveira

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A verdade: não há avanço!

Posted by Vitor Oliveira em Setembro 19, 2009

Pensei fazer um interregno, esperava não voltar à crítica antes do início do mês de Outubro. Não queria assumir responsabilidades na decisão. Continuo com a mesma vontade, como tal, nem PS, nem PSD vão ter o prazer, melhor, a infelicidade, de contar com o meu voto. Acredito que nenhum dos partidos quer ser eleito, muito menos com maioria absoluta. Portugal está carcomido. A política portuguesa está corroída até às entranhas.

Não consigo reeleger um Governo que não informa o povo sobre a dívida externa a que o país está submetido, que manipula tudo e todos, assim como não considero digno de ponderação, sequer, um voto num partido com um programa eleitoral vago, que não conseguiu fazer oposição, sobretudo quando esta era crucial.

José Sócrates diz que tem medo do regresso ao passado. Mas era bom que o passado voltasse, sobretudo os ideais que Sócrates defendia enquanto líder da oposição. Com uma oposição como o PSD, com a primeira maioria absoluta, com o maior mandato de sempre, o Governo tinha de ter feito mais e melhor. Manuela Ferreira Leite não diz nada, inventa aparições e ilude as pessoas, enquanto espera atentamente a autodestruição de Sócrates.

É necessário dar credibilidade aos tribunais, ao sistema de saúde, às escolas, e não é com estes protagonistas que o panorama político vai melhorar. Urge uma alteração de fundo. Não podemos continuar com bases democráticas débeis, disfuncionais e arcaicas. Muito menos pintar um país que não existe, escondendo as dívidas e transformando o TGV e o aeroporto numa prioridade nacional. Pior que isto, é a actuação permissiva do “principal” partido de oposição!

Vitor Oliveira

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O bom… analista!!!

Posted by Vitor Oliveira em Julho 23, 2009

Estou surpreendido com o nosso Primeiro-Ministro, José Sócrates. Até que enfim! O motivo da minha estupefacção tem a ver com o seu comentário: “esta legislatura foi A Tempestade Perfeita”.

É pena, pois José Sócrates e o PS, após o trabalho do Presidente da Republica, na altura, Jorge Sampaio, tiveram condições excepcionais para serem eleitos pelos Portugueses. E foram. O PS fez história, a sua primeira maioria absoluta, a maior legislativa que um governo já teve em Portugal. O governo até começou bem (a legislatura), mas terminou mal, muito mal.

Referi a legislatura pois não concordo que a campanha tenha sido boa. Foi uma campanha falaciosa e bastante irrisória. Isto porque um partido que promete a criação de postos de trabalho (para não falar em outros exemplos), está a brincar com o seu povo! Jamais um partido, governo ou estado pode prometer a criação de postos de trabalho. Terá sim de criar condições e fomentar a economia para que se desenvolvam as condições necessárias à criação de postos de trabalho.

Este governo e José Sócrates, tiveram bons exemplos democráticos, boas medidas, mas, no meu ver, perduram as más. O referendo ao tratado de Lisboa, a lei da Entidade Reguladora da Comunicação Social, o caso Freeport, o curso do nosso Primeiro-Ministro, o tratamento feito aos pescadores, as constantes revisões em baixa do crescimento económico, as correcções constantes à taxa de inflação, a falta de transparência relativamente ao endividamento externo…

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Imagem Vs (Des)Credibilidade

Posted by Vitor Oliveira em Fevereiro 16, 2009

Temos uma lider da oposição ainda a sofrer, pelo menos popularmente, pelo desastre que causou durante a sua passagem pelo governo como Ministra das Finanças. E um Primeiro-Ministro que apesar das mentiras constantes, das repetitivas mudanças de discurso, dos inumeros casos e falsas promessas possui uma boa imagem.

Politicamente Sócrates tem falhado demais. E de quando em vez usa frases que parecem excertos dos discursos elaborados por Salazar. Algumas das políticas economicas adoptadas por Sócrates em tempo de crise, espelham medidas utilizadas pelo ditador Português.Talvez seja esse o objectivo de Sócrates, pois como sabemos Salazar foi considerado (num programa televisivo com grande participação de todos os Portugueses) o maior Português de sempre. Isso diz muito sobre o nosso povo. Gostamos demasiado de ser rebaixados pelos políticos, gostamos da opressão e de um lider forte e autoritário. Um rosto unico no comando do país!

Este duelo entre Sócrates e a líder da oposição é sobretudo um combate de Imagem, pois a (Des)credibilidade está no mesmo patamar em ambos. E Sócrates é claramente o vencedor deste duelo. Eu que tantas expectativas criei em torno de Manuela Ferreira Leite assumo mea culpa e vejo que a líder está a cumprir uma tarefa de sacrifício para a qual NÃO está empenhada nem motivada.

Talvez tenha chegado a hora de Pedro Passos Coelho vir dar uma nova imgem ao partido. Chegou a hora da mudança. Venha a lufada de ar freco, a imagem credivel e limpa de polémicas de Passos Coelho!

Vitor Oliveira

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Sócrates: A cabala continua?

Posted by Vitor Oliveira em Fevereiro 12, 2009

            Não quero, de forma nenhuma, ser acusado de perseguição por José Sócrates. Muito menos acusado de « fazer campanha contra ele ».

            No entanto não posso deixar de considerar lamentável os projectos elaborados por este senhor. Pior ainda, os projectos elaborados por este senhor e aprovados pela Câmara da Guarda.

           

            Talvez seja a sociedade, e o Regulamento Geral das Edificações Urbanas, que estejam totalmente errados. Ja comprindo o RGEU nem sempre se tem boas condições de habitabilidade, imagino não comprindo.

So faltou a Câmara da Guarda declarar que os projectos são dignos de Rem Koolhaas, Mies Van der Rohe, Oscar Niemeyer  e até  Frank Lloyd Wright. Ou melhores, que Sócrates é capaz de tudo (para não ser segundo)!

 

            Como é possivel á dita entidade aprovar um projecto em oito dias quando, para outros técnicos, demorava em média, meses ?

            E como sempre acontece, nestas situações, o presidente vem dizer que está tudo certo, tudo funciona bem, que as entidades são responsaveis e sempre tomaram a melhor decisão. Compreendo o Sr. Joaquim Valente, tem medo, perdão, tem receio, (no PS não existe medo), que a sua decisão dê lugar a uma expulsão do partido.

 

Os exemplos :

 

http://static.publico.clix.pt/docs/politica/projectossocrates/index.html

 

Vitor Oliveira

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Uma no cravo, duas na ferradura

Posted by Vitor Oliveira em Abril 23, 2008

 

O Primeiro-Ministro iniciou o combate à precariedade do trabalhador. As empresas que tenham contratos a prazo e recibos verdes vão pagar mais à Segurança Social. Tardou a agir, mas agiu em grande.

            É desta força que os trabalhadores precisam. Não era necessário nada melhor… Nem pior! Muito menos dar uma no cravo e duas na ferradura. Se, por um lado, Sócrates deu um passo pelos trabalhadores, noutro deu dois pelo patronato ao simplificar a vertente administrativa do despedimento e permitir o pagamento das horas extras com dias de folga.

            Talvez alguém deva informar este senhor que os portugueses não trabalham, muito menos fazem horas extras, à procura de descanso. Precisam do dinheiro!

 

Vitor Oliveira

 

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