Se eu fosse Primeiro-Ministro

a opinião tem uma origem

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Eleições?

Posted by Vitor Oliveira em Março 29, 2011

A primeira sondagem desde que o Primeiro-Ministro apresentou o pedido de demissão não teve surpresas, infelizmente continua a existir, nas sondagens, uma fraca percentagem eleitoral para o CDS. Porém, mais importante que a previsão eleitoral, para mim, foi a elevada percentagem de inquiridos que acredita na continuidade das políticas de austeridade.

Os sinais são claros: o país está pronto para a austeridade, disponível para o sacrifício e o continuar das políticas socialistas, não está disponível para que José Sócrates continue a ser o chefe do Governo. Não é uma questão partidária, o importante neste momento é eliminar a incompetência. Basta de reformas que nada reabilitam, chega de políticas de estabilidade e crescimento que são incomportáveis e sem resultados práticos que justifiquem o esforço exigido.

Haveria um maior esclarecimento político caso os candidatos fossem escolhidos pela população. Compreendo que o país neste momento não comporta eleições, (mas chegará o momento). Portugal não pode calar perante a inconsequência das políticas económicas seguidas pelo governo. E, em cenário de eleições antecipadas, que haja proveito. Melhor que o PS alterar o seu secretário geral, seria a intervenção audaz do Presidente da República.

“Meu amigo é quem me socorre não quem me lamenta.”, Thomas Fuller

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FMI (parte I)

Posted by Vitor Oliveira em Janeiro 10, 2011

Sem querer ser mais um dos velhos do Restelo, mas sendo, afirmo: é impossível ao nosso Governo resistir a uma acção do Fundo Monetário Internacional em Portugal.

Primeiro porque quando o Governo, em conjunto com o PSD, aprovou o PEC afirmou solenemente que eram medidas necessárias e suficientes. Mais tarde, percebeu o erro e aprovou, novamente com o apoio do PSD, o PEC II. Novo fracasso. Em segundo lugar seria um sinal claro que o orçamento de estado foi mais um erro ministerial. Um Governo que prometeu 150.000 postos de trabalho, ponderou uma diminuição do IVA para 19% em 2009 e defendeu o não pagamento de portagens nas SCUT’S, não pode no fim de tantas falsas promessas continuar o seu mandato, sobretudo, se for confirmado o fracasso. É grave constatar que o paraíso eleitoral se transformou no pesadelo da austeridade económica! Tudo por uma causa, a típica desculpa da incompetência.

Com isto não estou a defender a entrada do FMI. A entrada deste organismo não seria benéfica, a especulação não iria diminuir, pelo contrário e à semelhança do que está a acontecer na Irlanda, iria aumentar. Sustento apenas uma convicção pessoal, se tal acontecer o Governo deve assumir que foi, e é, a completa personificação do fracasso! Não está em causa a boa vontade. Conta apenas a eficiência.

“A diferença entre pessoas comuns e pessoas bem-sucedidas é a percepção e resposta ao fracasso.”, John Maxwel

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José Sócrates

Posted by Vitor Oliveira em Novembro 3, 2010

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Orçamento de Estado: A polémica

Posted by Vitor Oliveira em Setembro 23, 2010

Estará tudo doido? Portugal está neste momento, segundo Teixeira dos Santos, a lutar arduamente para que o défice, este ano, seja 7,3%. E temos a excelente meta dos 4,5% de défice para o ano. Alguém acha isto normal? Para mim, nem a crise o justifica! Teixeira dos Santos perguntou hoje onde poderá o estado poupar, através de cortes com a despesa pública, os 4500 milhões de euros necessários para a redução do défice em 2011. Que tal esta solução; apertem vocês o cinto, desistam do aumento de 2000 milhões de euros com a despesa pública prevista para o próximo ano, controlem as empresas e as obras públicas, reduzam as viaturas ao serviço e controlem as fundações, sanguessugas, que existem à custa do estado e em nada contribuem para o bem-estar da população

Crise para quem? Chega de um país pobre, endividado e sem o mínimo de receita face à despesa a pagar os luxos da classe política. Que se leia: assessores, carros de luxo, quadros da polícia a servirem de motoristas, viagens e gastos pessoais.

Apesar de tudo isto:
A comunicação social, sempre encarregue da devida lavagem cerebral, anda preocupada porque não houve um pré-acordo entre PSD e governo. O acordo não existiu agora mas vai existir, haverá mais um caso limiano, ou o que surgir, a viabilizar o orçamento para 2011.

Pedro Passos Coelho foi visitar a feira de Arouca, uma boa escolha, recomendo o bife de carne Arouquesa e o vinho verde da zona. (E se não for pedir muito, proponha, colabore e defenda um povo que sempre trabalhou.)

Sócrates foi de viagem a Nova Iorque, claro que em representação do aparelho de estado, estou certo. (Ao Primeiro-ministro já não peço nada, sinto que já tem dado o bastante. Tanto que chega!)

Manuel Alegre continua a sugerir porque não deve ser Cavaco, ainda não percebi o motivo pelo qual deve ser ele, o próximo Presidente da Republica.

Cavaco Silva continua mais preocupado em fazer o trabalho do governo e da oposição que o seu próprio. Estará à espera, como sempre acontece, de um segundo e último mandato para agir, e, infelizmente, vai acontecer.

Finalmente, Teixeira dos Santos apareceu no plenário. Não percebi a utilidade. Quer dizer, pelo menos fiquei a saber que o governo está bem, o plano bem traçado e executado. Talvez estejam todos os outros, (FMI, Fundo Europeu, oposição, população, …), errados.

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PS, Alvo de injustiças

Posted by Vitor Oliveira em Dezembro 21, 2009

O PS está a ser terrivelmente persseguido. O Presidente da Republica, Cavaco Silva, que de forma descabida atribui a máxima importância ao “desemprego do país, no endividamento do país, no desequilíbrio das contas públicas, na falta de produtividade e de competitividade do nosso país”. Para alem de perceber a importância que o “país” tem para o nosso PR, tal a quantidade de vezes que fala nele, compreendo tambem que Cavaco não vive a política nacional da melhor forma. Não é nem nunca será de bom tom , que os politicos nacionais se esforcem para colmatar aqueles que são verdadeiros problemas de fundo.

E com isto tudo quem sofre é o PS. Não é justo que o PR dite quais as medidas que o governo deve cumprir em primeiro lugar. Ha que definir prioridades, e neste momento, quem se importa com o desemprego e com outras medidas totalmente eleitoralistas?

Gosto tambem da facilidade com que surge a quezília política. O PR nem se pronunciou sobre o casamento homossexual, e é logo acusado. Acusado, provavelmente, por defender outros ideais, outras prioridades e actuar de uma outra forma. Não chega fazer um Decreto-Lei? Seria, talvez, expectável para o PS, que todo o país demonstrasse publicamente a gratidão para com o seu governo. Pois este cumpriu uma promessa e provocou um justo equilibrio social.

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Espinho: Vergonha Democrática

Posted by Vitor Oliveira em Outubro 20, 2009

O PS Espinho anunciou hoje que recorreu para o Tribunal Constitucional (TC) ”. O objectivo dos Socialistas é que o TC declare nulidade relativamente ao processo eleitoral. Entre outros argumentos, apresentados pelo PS Espinho, saliento os seguintes:

Numa das mesas de voto havia 637 boletins para 467 votantes. (Com estes números só por má vontade é que alguém pode afirmar que os Portugueses não participam o suficiente nas eleições);
-Na freguesia de Silvalde o PSD começou por ganhar com 299 votos, este foi um grande resultado eleitoral, pelo menos no inicio. Depois houve nova contagem e o partido só ganhou com 289 votos, o que traduz uma vantagem de um voto face ao PS, partido este que defende um empate, já que entende que um dos votos foi mal anulado.
Falando em votos anulados, estranho não o terem sido votos com inscrições com “Mandem o Mota para o Brasil” e “o IMI está muito alto”.

Se confirmado, é vergonhoso que se assista a este tipo de casos. Não importa a dimensão da vigarice, do município nem sequer o número dos eleitores. Interessa apenas o facto de estarmos num país considerado desenvolvido, um país livre de regimes não democráticos há mais de trinta anos e mesmo assim haver quem tente contornar a democracia. O que é vergonhoso por si só, independentemente da escala a que se verifique.

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O “pobre” Governo minoritário

Posted by Vitor Oliveira em Outubro 19, 2009

“Já fui rico e já fui pobre. Prefiro ser rico.” É esta a metáfora que o líder do PS mais tem utilizado nos últimos tempos. Como bom político José Sócrates não foi honesto, um político que se preze, sobretudo num estado à beira mar, não pode falar a verdade, é uma espécie de tabu que nem os Portugueses apreciam que se quebre. O secretário-geral do PS vai apreciar esta nova experiência. Se por um lado fez história com a primeira maioria do PS, e que escória, PERDÃO, HISTÓRIA, chegou o momento de liderar uma minoria parlamentar peculiar.

Esta minoria tem características boas para os Portugueses, sobretudo para aqueles, que como eu, não apreciam a forma de governação do Primeiro-Ministro.
Em primeiro lugar o governo não pode ser destituído durante os primeiros seis meses de governação nem nos últimos seis meses de governação do Presidente da Republica. (Depois é esperar que o deputado Manuel Alegre não vença as presidenciais, temo que em caso de vitoria destitua o seu compadre, não por complot, antes por ideologia e justiça. Mas como no caso uma coisa leva à outra…) .
Em segundo é um governo propício a birras e queixinhas na praça pública, é sabido como isso mancha a credibilidade de qualquer ser humano que se preze, mesmo que este já seja político, no entanto em Portugal traz grandes prerrogativas, vai se lá saber o porquê.

Se com todos estes percalços o governo se aguentar quatro anos, o que seria óptimo, era o fim da era José Sócrates. Por outro lado se for destituído, ou levado a pedir demissão, a história será repetida. Teremos seis anos e não quatro da era de Sócrates.

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E agora Costa?

Posted by Vitor Oliveira em Outubro 16, 2009

O PS decidiu unir o partido em prol da cidade de Lisboa. Apresentou uma lista que era uma coligação de candidatos do partido e independentes. Pois bem, chegou a hora dos socialistas provarem um pouco do seu próprio veneno. A vereadora Helena Roseta pediu aos deputados a revogação do Decreto-Lei relativo a prorrogação do prazo de concessão do terminal de contentores de Alcântara. E para piorar as coisas, do ponto de vista do Partido Socialista, este pedido de revogação foi um trunfo de campanha de Pedro Santana Lopes.

O pedido faz todo o sentido, é necessária transparência no processo. Esta prorrogação devido às cláusulas indemnizatórias que constam do contrato vai lesar, caso se venha a concretizar, a Câmara Municipal de Lisboa e os contribuintes em vários milhões de Euros. É inadmissível que com os valores e o prazo (27 anos) em causa se faça uma prolongação do contrato por ajuste directo. Ainda por cima quando o motivo desta delonga foi uma previsão de esgotamento a curto/médio prazo e se tem verificado o contrário. Faz todo o sentido que se revogue o Decreto-Lei, é necessário um concurso público transparente.

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O Governo de Sócrates

Posted by Vitor Oliveira em Outubro 15, 2009

José Sócrates vai liderar sozinho, melhor, com um Governo totalmente da sua autoria, que temo que vá dar ao mesmo. Mas, pelos vistos, não era isto que o secretário-geral do PS pretendia. Pelo menos, foi o que depreendi das suas palavras: “Perguntei-lhes se estavam dispostos a iniciar COMIGO um diálogo político”, mas “Nenhum dos outros partidos políticos está disponível para o diálogo rumo à estabilidade política”. ”. É bom poder apreciar alguma humildade no Eng.º Sócrates, cheguei até a sentir algum sentido de estado durante a entrevista, possivelmente foi uma interpretação nefasta, mas gostei da sensação.

Foi impressão minha ou o líder socialista deu a entender que Portugal só obteria estabilidade política se houvesse essa coligação (de interesses)? Ainda bem que não surgiu. Penso que o poder em demasia confunde José Sócrates. No entanto, fiquei com a dúvida, talvez pelo passado recente: seria a estabilidade, no entender do nosso Primeiro-Ministro, proporcional ao número de intervenientes no cartel? A ideia é estranha.

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Talvez seja melhor o silêncio

Posted by Vitor Oliveira em Outubro 9, 2009

Continuo sem compreender a atitude de Manuela Ferreira Leite. Numa altura em que José Sócrates se auto-destruía nas sondagens, diminuindo o avanço sobre o PSD, começou a intervir, o que aliado ao clima de especulação das declarações de Cavaco Silva, contribui para a derrota do PSD.

A líder do PSD intervém agora de forma caótica, afirmando que “é inaceitável a candidatura do PS à Câmara Municipal de Lisboa invocar a sua ligação ao governo como uma vantagem”.

Como é possível estragar o melhor trunfo de Santana Lopes? O candidato à Câmara Municipal de Lisboa usou e abusou da ligação entre António Costa e o governo, quer na manutenção da Gebalis, como na terceira travessia do Tejo e na expansão do terminal de contentores de Alcântara. A posição do candidato do PSD difere da posição de António Costa, que por sinal é a posição do governo.

Talvez seja a hora da verdade. O povo disse que não a Manuela Ferreira Leite. Seria bom que a líder mantivesse o silêncio, talvez assim não dificulte ainda mais a tarefa dos candidatos às eleições autárquicas. O silêncio deve ser preservado, sobretudo quando os telhados são de vidro, no caso do PSD, bem como da maior parte dos partidos políticos portugueses, o vidro é bastante fino.

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E agora, como se vai governar Portugal?

Posted by Vitor Oliveira em Setembro 28, 2009

Terminado o acto eleitoral e conhecidos que estão os resultados, cesso o interregno a que submeti o blogue. Fiquei surpreendido com os resultados. Esperava a derrota do PSD, também a derrota do PS, no fundo esperava a derrota de toda a classe política, e de todo o sistema político democrático nacional.

(Que se desengane quem leu nas minhas palavras alguém que defende uma ditadura, longe disso. Defendo um sistema realmente democrático, onde eu como eleitor, e um pouco à imagem dos EUA, possa escolher para lá do partido vencedor, o candidato que melhor satisfaz as ideologias de cada partido. E quais seriam os meus candidatos? Seriam os seguintes: PS- Manuel Alegre, PSD- Pedro Passos Coelho, CDS- Paulo Portas, BE- Francisco Louçã, CDU- Carlos Carvalhas, PNR, bem neste ultimo caso, acho que democraticamente, e para bem da democracia censurava o partido.)

Derrotado que foi o PSD, apesar de a líder ter tentado atenuar os resultados, o que afinal é compreensível, tão perto das autarcas não faz falta o pessimismo, e vencedor que foi o PS, resta a segurança de que o PS não conseguirá garantir uma maioria parlamentar de esquerda. Será necessária a contribuição do CDS. Ainda bem, ainda existem jovens que querem “empresas, postos de trabalho, casar, ter casa e constituir família”.

Vitor Oliveira

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A verdade: não há avanço!

Posted by Vitor Oliveira em Setembro 19, 2009

Pensei fazer um interregno, esperava não voltar à crítica antes do início do mês de Outubro. Não queria assumir responsabilidades na decisão. Continuo com a mesma vontade, como tal, nem PS, nem PSD vão ter o prazer, melhor, a infelicidade, de contar com o meu voto. Acredito que nenhum dos partidos quer ser eleito, muito menos com maioria absoluta. Portugal está carcomido. A política portuguesa está corroída até às entranhas.

Não consigo reeleger um Governo que não informa o povo sobre a dívida externa a que o país está submetido, que manipula tudo e todos, assim como não considero digno de ponderação, sequer, um voto num partido com um programa eleitoral vago, que não conseguiu fazer oposição, sobretudo quando esta era crucial.

José Sócrates diz que tem medo do regresso ao passado. Mas era bom que o passado voltasse, sobretudo os ideais que Sócrates defendia enquanto líder da oposição. Com uma oposição como o PSD, com a primeira maioria absoluta, com o maior mandato de sempre, o Governo tinha de ter feito mais e melhor. Manuela Ferreira Leite não diz nada, inventa aparições e ilude as pessoas, enquanto espera atentamente a autodestruição de Sócrates.

É necessário dar credibilidade aos tribunais, ao sistema de saúde, às escolas, e não é com estes protagonistas que o panorama político vai melhorar. Urge uma alteração de fundo. Não podemos continuar com bases democráticas débeis, disfuncionais e arcaicas. Muito menos pintar um país que não existe, escondendo as dívidas e transformando o TGV e o aeroporto numa prioridade nacional. Pior que isto, é a actuação permissiva do “principal” partido de oposição!

Vitor Oliveira

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O bom… analista!!!

Posted by Vitor Oliveira em Julho 23, 2009

Estou surpreendido com o nosso Primeiro-Ministro, José Sócrates. Até que enfim! O motivo da minha estupefacção tem a ver com o seu comentário: “esta legislatura foi A Tempestade Perfeita”.

É pena, pois José Sócrates e o PS, após o trabalho do Presidente da Republica, na altura, Jorge Sampaio, tiveram condições excepcionais para serem eleitos pelos Portugueses. E foram. O PS fez história, a sua primeira maioria absoluta, a maior legislativa que um governo já teve em Portugal. O governo até começou bem (a legislatura), mas terminou mal, muito mal.

Referi a legislatura pois não concordo que a campanha tenha sido boa. Foi uma campanha falaciosa e bastante irrisória. Isto porque um partido que promete a criação de postos de trabalho (para não falar em outros exemplos), está a brincar com o seu povo! Jamais um partido, governo ou estado pode prometer a criação de postos de trabalho. Terá sim de criar condições e fomentar a economia para que se desenvolvam as condições necessárias à criação de postos de trabalho.

Este governo e José Sócrates, tiveram bons exemplos democráticos, boas medidas, mas, no meu ver, perduram as más. O referendo ao tratado de Lisboa, a lei da Entidade Reguladora da Comunicação Social, o caso Freeport, o curso do nosso Primeiro-Ministro, o tratamento feito aos pescadores, as constantes revisões em baixa do crescimento económico, as correcções constantes à taxa de inflação, a falta de transparência relativamente ao endividamento externo…

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Belém pia, São Bento embezerra

Posted by Vitor Oliveira em Julho 1, 2009

Finalmente rebenta a bolha, António Vitorino criticou o “activismo declaratório” de Cavaco Silva. No inicio do mandato de Cavaco Silva só havia troca de elogios entre presidente e governo. Agora, zangadas que estão as comadres, Vitorino tem até coragem para dizer, “surgiu este activismo, mesmo contrariamente aquilo que é o seu hábito: falar de questões de política interna no estrangeiro.” Tanto desespero…

Quer me parecer que o facto de se falar de assuntos da política interna no estrangeiro é para que haja, por parte dos Portugueses uma maior consciencialização para os problemas político-sociais nacionais. Por um lado parece ser mais importante, pois o chefe de estado perde tempo durante uma viagem de trabalho, paradisíaca, a falar sobre esses problemas. Por outro lado, devido aos diferentes fusos horários os Portugueses estão mais atentos. Não se encontrando nem a ver telenovelas nem futebol.
Há ainda, a meu ver, uma interpretação política daquela que tem sido a evolução da atitude de Cavaco Silva. Acredito que depois de Jorge Sampaio inumar o PSD para uma possível reeleição, chegou a vez de Cavaco contribuir para esse jogo de poder. E se a estratégia de Sampaio foi não convocar eleições, para permitir uma auto-destruição do PSD e a posterior destituição. Cavaco preferiu aproveitar o mediatismo e a imagem Clean do governo para aumentar gradualmente as reprovas, os vetos e os conselhos, moldando a opinião pública. Coincidência o PSD subir nas sondagens, nos últimos tempos, sempre que Cavaco intervêm?

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O realismo de Medina Carreira!

Posted by fernaomagalhaes21 em Maio 25, 2009

Uma “grande entrevista” onde fiquei surpreendido pelo conhecimento e a frontalidade com as quais Medina Carreira fez uma análise ao estado da conjectura política, social e económica do país. Realço algumas das frases proferidas por este, no entanto não posso deixar de ficar admirado pela escassa divulgação desta notável entrevista sabiamente conduzido por Mário Crespo.

Mário Crespo Entrevista

“Se o chefe de estado disse-se outra coisa seria um mentiroso… Nem Jesus Cristo teria soluções

“Se nos tivéssemos escolas que educassem, tribunais que julgassem, políticos que não fossem corruptos e burocracia que fosse aceitável, isto era diferente.”

Nunca se resolveu nada de fundo. O sistema está ao serviço dos políticos principais. Os principais partidos políticos, PS/PSD, vivem das sondagens que vocês (jornalistas) apresentam. Eles têm uma clientela fixa e funcionam, basicamente, como bancos alimentares. É a manjedoura estadual.

“O país anda a ser embebedado pela classe política.”

“A maioria absoluta é para gente competente, sensata e humilde. Este governo não tem nenhuma destas características.” Acha que tem?

“A reforma tem de começar pelos partidos.”

“Mário Crespo – Já pensou formar um novo partido?; Medina Carreira – Casas de mulheres de ma vida já há muitas!

Bruno Pereira

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Paulo Rangel ao PE

Posted by Vitor Oliveira em Maio 19, 2009

Sei que o voto é secreto, no entanto nada me proíbe de revelar as minhas intenções de voto. No caso das eleições para o Parlamento Europeu, estão com o cabeça de lista social-democrata, Paulo Rangel.

Alguns dos factores que me influenciam na escolha são:
A franqueza com a qual o candidato repudiou a atitude de Elisa Ferreira. A candidata afirmou que apenas “emprestou” o nome à lista;
O espírito empreendedor revelado pelo candidato, nomeadamente ao sugerir uma espécie de erasmus para jovens trabalhadores. Acho esta medida bastante inovadora, proveitosa e aliciante para todos os jovens;
Outro factor igualmente importante foi a oposição por parte do candidato à ideia de um bloco central no panorama político Português.

Rangel é um candidato que actua, alvitra e intervêm. A respeito de Vital Moreira, o candidato socialista, sinto-me envergonhado. Vital Moreira vive na sombra das intervenções públicas do seu líder, e quando decide “dar um solo” aos portugueses as suas intervenções são vazias de nexo. Para não falar das declarações de Vital Moreira quando foi insultado nas comemorações do 1 de Maio.

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Luta pela mediocridade intelectual

Posted by Vitor Oliveira em Maio 11, 2009

Finalmente interrompo o interregno, passo pleonasmo, ao qual este blogue esteve sujeito. Não é compreensível a pausa que fiz, sei-o bem, ainda para mais numa altura tão farta em acontecimentos.

Desde o nosso politico profissional, Mário Soares, que veio defender que os políticos não poderiam enriquecer a custa da política. Estranho! Como obteve Soares a sua fortuna? Mais grave ainda, proferir tais declarações na véspera do 25 de Abril, afirmando um oportunismo da classe politica. Considero grave, pois de certa forma Mário Soares também foi um. Basta avaliar a relação luta/beneficio com que contribui para o golpe.

Outro pensamento que me ocorreu nestes dias esta relacionado com o BE. É um partido que tem subido nos votos, não pelo trabalho em torno do povo Português, não na luta por uma maior qualidade de vida, antes por defender políticas de minorias. Porquê tanta discussão em torno dos homossexuais? Seria mais simples um decreto de lei, não há nada de tão básico na liberdade como escolher com quem se quer casar. Porquê as drogas leves agora? Será que o país não tem problemas bem mais graves?

Um outro acontecimento que me tem deixado extremamente preocupado é a luta contra os números levada a cabo pelo governo. Tanto na sinistralidade rodoviária como no apoio aos reformados e inclusive no número de desempregados. As pessoas começam a ficar fartas. Que tal um numero total de desempregados? (contando também os que fazem cursos atribuídos pelo governo). Que tal um numero total de vitimas mortais de acidentes rodoviários? (Contando a causa da morte e não o local).

Vitor Oliveira

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PS só aposta depois de vencer!

Posted by Vitor Oliveira em Março 24, 2009

Afinal haverá consenso político quanto à escolha do novo provedor de Justiça. Uma anuência obrigatória pois o PS, ainda em clima de caturrice, garantiu que “Sem garantia segura de aprovação o nome de Jorge Miranda não vai a votos”. Ou seja o nome do catedrático só será apresentado à assembleia após uma concertação política que assegure dois terços dos votos. Afinal as declarações de Nascimento Rodrigues, ex-provedor de Justiça, tiveram impacto junto dos socialistas.

Acho bem que exista unanimidade num cargo tão importante para o país. Ao contrário de outros provedores, tal como o provedor do Trabalho Temporário, Vitalino Canas, que além de acumular cargos de forma inconstitucional ainda não percebi para que serve, o provedor de Justiça assumiu bastante importância para os Portugueses.

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Imagem Vs (Des)Credibilidade

Posted by Vitor Oliveira em Fevereiro 16, 2009

Temos uma lider da oposição ainda a sofrer, pelo menos popularmente, pelo desastre que causou durante a sua passagem pelo governo como Ministra das Finanças. E um Primeiro-Ministro que apesar das mentiras constantes, das repetitivas mudanças de discurso, dos inumeros casos e falsas promessas possui uma boa imagem.

Politicamente Sócrates tem falhado demais. E de quando em vez usa frases que parecem excertos dos discursos elaborados por Salazar. Algumas das políticas economicas adoptadas por Sócrates em tempo de crise, espelham medidas utilizadas pelo ditador Português.Talvez seja esse o objectivo de Sócrates, pois como sabemos Salazar foi considerado (num programa televisivo com grande participação de todos os Portugueses) o maior Português de sempre. Isso diz muito sobre o nosso povo. Gostamos demasiado de ser rebaixados pelos políticos, gostamos da opressão e de um lider forte e autoritário. Um rosto unico no comando do país!

Este duelo entre Sócrates e a líder da oposição é sobretudo um combate de Imagem, pois a (Des)credibilidade está no mesmo patamar em ambos. E Sócrates é claramente o vencedor deste duelo. Eu que tantas expectativas criei em torno de Manuela Ferreira Leite assumo mea culpa e vejo que a líder está a cumprir uma tarefa de sacrifício para a qual NÃO está empenhada nem motivada.

Talvez tenha chegado a hora de Pedro Passos Coelho vir dar uma nova imgem ao partido. Chegou a hora da mudança. Venha a lufada de ar freco, a imagem credivel e limpa de polémicas de Passos Coelho!

Vitor Oliveira

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PCP contra alterações ao Código do Trabalho

Posted by Vitor Oliveira em Agosto 22, 2008

O PCP vai desenvolver uma campanha nacional contra as alterações ao Código do Trabalho. Apoio o partido, pois se o Governo quer alterar o Código do Trabalho, como deve, que o faça em função da classe mais desfavorecida. Urge criar medidas que diminuam o abismo salarial, que protejam os trabalhadores da precariedade laboral e que impeçam as desigualdades sociais.

Não concordo que as soluções sejam as acções de rua e os comícios. É necessário que se ouça todas as partes envolvidas (patronato, sindicatos, Governo, …) e que, com um debate rigoroso, se crie medidas verdadeiramente úteis. Chega de política patronal. Não é com códigos de trabalho favoráveis ao patronato que se assegurará o investimento empresarial. É necessário outro tipo de medidas que atraiam o investimento.

A campanha a iniciar na Festa do Avante será útil, decerto, para o país. Mas certamente que não será menos útil para o partido, que recentemente foi alvo de suspeitas face à legalidade das suas receitas.

Vitor Oliveira

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