Se eu fosse Primeiro-Ministro

a opinião tem uma origem

Posts Tagged ‘PSD’

Eleições?

Posted by Vitor Oliveira em Março 29, 2011

A primeira sondagem desde que o Primeiro-Ministro apresentou o pedido de demissão não teve surpresas, infelizmente continua a existir, nas sondagens, uma fraca percentagem eleitoral para o CDS. Porém, mais importante que a previsão eleitoral, para mim, foi a elevada percentagem de inquiridos que acredita na continuidade das políticas de austeridade.

Os sinais são claros: o país está pronto para a austeridade, disponível para o sacrifício e o continuar das políticas socialistas, não está disponível para que José Sócrates continue a ser o chefe do Governo. Não é uma questão partidária, o importante neste momento é eliminar a incompetência. Basta de reformas que nada reabilitam, chega de políticas de estabilidade e crescimento que são incomportáveis e sem resultados práticos que justifiquem o esforço exigido.

Haveria um maior esclarecimento político caso os candidatos fossem escolhidos pela população. Compreendo que o país neste momento não comporta eleições, (mas chegará o momento). Portugal não pode calar perante a inconsequência das políticas económicas seguidas pelo governo. E, em cenário de eleições antecipadas, que haja proveito. Melhor que o PS alterar o seu secretário geral, seria a intervenção audaz do Presidente da República.

“Meu amigo é quem me socorre não quem me lamenta.”, Thomas Fuller

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FMI (parte I)

Posted by Vitor Oliveira em Janeiro 10, 2011

Sem querer ser mais um dos velhos do Restelo, mas sendo, afirmo: é impossível ao nosso Governo resistir a uma acção do Fundo Monetário Internacional em Portugal.

Primeiro porque quando o Governo, em conjunto com o PSD, aprovou o PEC afirmou solenemente que eram medidas necessárias e suficientes. Mais tarde, percebeu o erro e aprovou, novamente com o apoio do PSD, o PEC II. Novo fracasso. Em segundo lugar seria um sinal claro que o orçamento de estado foi mais um erro ministerial. Um Governo que prometeu 150.000 postos de trabalho, ponderou uma diminuição do IVA para 19% em 2009 e defendeu o não pagamento de portagens nas SCUT’S, não pode no fim de tantas falsas promessas continuar o seu mandato, sobretudo, se for confirmado o fracasso. É grave constatar que o paraíso eleitoral se transformou no pesadelo da austeridade económica! Tudo por uma causa, a típica desculpa da incompetência.

Com isto não estou a defender a entrada do FMI. A entrada deste organismo não seria benéfica, a especulação não iria diminuir, pelo contrário e à semelhança do que está a acontecer na Irlanda, iria aumentar. Sustento apenas uma convicção pessoal, se tal acontecer o Governo deve assumir que foi, e é, a completa personificação do fracasso! Não está em causa a boa vontade. Conta apenas a eficiência.

“A diferença entre pessoas comuns e pessoas bem-sucedidas é a percepção e resposta ao fracasso.”, John Maxwel

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Recandidatura de Cavaco Silva

Posted by Vitor Oliveira em Outubro 26, 2010

Será apresentada hoje a recandidatura de Cavaco Silva ao cargo de Presidente da República, a apresentação será no mesmo local que o actual Presidente da República utilizou há cinco anos. Os mandatários deverão ser maioritariamente os mesmos, dos quais destaco Medina Carreira. Como nada acontece por acaso, muito menos no mundo político, António Lobo Xavier, ex-dirigente do CDS, será o mandatário pelo Porto. É de concluir que na reunião do Conselho Nacional do CDS, a decorrer amanhã, se avance para um apoio à recandidatura de Cavaco Silva. Com esta (hipotética) decisão fica de parte uma segunda candidatura de direita. Algo que lamento. Não obstante do apoio ao actual presidente, o poder de escolha em todos os espectros políticos seria um apelo ao voto e um passo para o engrandecimento político.

Creio que Cavaco Silva irá vencer as presidenciais. Algo que será, face ao cenário actual, desejável. Por um lado não terá a pressão do agrado as massas na hora de decidir, vetar e/ou intervir, uma vez que uma segunda recandidatura não é permitida. Por outro, não existe uma real oposição. Ao contrário do que se passou há cinco anos Manuel Alegre não tem sido construtivo. Será por falta de um candidato de uma facção política semelhante? Espero para ver o que mudará na “campanha” de Manuel Alegre e quais as ideias defendidas por Fernando Nobre.

“Seria estranho num país em que toda a gente – responsáveis – mente, e que não se retrata, passasse a ser quem alerta para as verdades que tivesse que se retratar”, Manuela Ferreira Leite. (A frase foi escolhida para credibilizar e simplificar a interpretação da política nacional.)

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E agora?

Posted by Vitor Oliveira em Outubro 8, 2010

Marques Mendes teve uma ideia, no mínimo, ousada. Na minha opinião; sensata, equilibrada, ponderada e, acima de tudo, coerente com a situação actual e com o esforço pedido aos Portugueses. Só não percebo qual o motivo pelo qual o PSD em 2002 não levou esta ideia avante.

Infelizmente haverá muitos compadrios a ser defendidos, muitos favores a ser cobrados. Acredito que não será uma medida que prevaleça, sobretudo com o nosso espectro político, no entanto, acho que deve ser incentivado o debate. Extinguir alguns Institutos e Fundações, aumentar o controlo das entidades administrativas regionais e abolir as comissões nacionais que não fazem sentido, simplificaria em muito o controlo financeiro, administrativo e diminuiria o abuso de poder.

“Não existem países subdesenvolvidos. Existem países sub administrados. ” ,Peter Drucker
“As pessoas inteligentes são capazes de simplificar o complexo, os tolos, no entanto, tendem a complicar o simples”, Gerald Grumet

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Orçamento de Estado: A polémica

Posted by Vitor Oliveira em Setembro 23, 2010

Estará tudo doido? Portugal está neste momento, segundo Teixeira dos Santos, a lutar arduamente para que o défice, este ano, seja 7,3%. E temos a excelente meta dos 4,5% de défice para o ano. Alguém acha isto normal? Para mim, nem a crise o justifica! Teixeira dos Santos perguntou hoje onde poderá o estado poupar, através de cortes com a despesa pública, os 4500 milhões de euros necessários para a redução do défice em 2011. Que tal esta solução; apertem vocês o cinto, desistam do aumento de 2000 milhões de euros com a despesa pública prevista para o próximo ano, controlem as empresas e as obras públicas, reduzam as viaturas ao serviço e controlem as fundações, sanguessugas, que existem à custa do estado e em nada contribuem para o bem-estar da população

Crise para quem? Chega de um país pobre, endividado e sem o mínimo de receita face à despesa a pagar os luxos da classe política. Que se leia: assessores, carros de luxo, quadros da polícia a servirem de motoristas, viagens e gastos pessoais.

Apesar de tudo isto:
A comunicação social, sempre encarregue da devida lavagem cerebral, anda preocupada porque não houve um pré-acordo entre PSD e governo. O acordo não existiu agora mas vai existir, haverá mais um caso limiano, ou o que surgir, a viabilizar o orçamento para 2011.

Pedro Passos Coelho foi visitar a feira de Arouca, uma boa escolha, recomendo o bife de carne Arouquesa e o vinho verde da zona. (E se não for pedir muito, proponha, colabore e defenda um povo que sempre trabalhou.)

Sócrates foi de viagem a Nova Iorque, claro que em representação do aparelho de estado, estou certo. (Ao Primeiro-ministro já não peço nada, sinto que já tem dado o bastante. Tanto que chega!)

Manuel Alegre continua a sugerir porque não deve ser Cavaco, ainda não percebi o motivo pelo qual deve ser ele, o próximo Presidente da Republica.

Cavaco Silva continua mais preocupado em fazer o trabalho do governo e da oposição que o seu próprio. Estará à espera, como sempre acontece, de um segundo e último mandato para agir, e, infelizmente, vai acontecer.

Finalmente, Teixeira dos Santos apareceu no plenário. Não percebi a utilidade. Quer dizer, pelo menos fiquei a saber que o governo está bem, o plano bem traçado e executado. Talvez estejam todos os outros, (FMI, Fundo Europeu, oposição, população, …), errados.

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“O CDS quer ser o quê?”

Posted by Vitor Oliveira em Julho 28, 2010

O CDS quer ser o quê? O CDS, no meu entender, não quer ser nada: já é! Quem tem mais interesse na coligação da direita? 1. Com o actual panorama político é necessário a continuação de políticas austeras e pouco consensuais. Estas medidas nunca apelam ao voto, não são medidas populistas como tal provocam a perda de votos. Votos esses que, na sua maioria, serão conquistados pelo partido ideologicamente mais próximo daquele que constitui governo. Resumindo: neste panorama político e com o PSD no governo o CDS ganhará votos. 2. O PSD encontrou a estabilidade aparente depois de um período bastante atribulado, mas as adversidades ainda não chegaram. Só nessa altura as birras internas irão renascer, agradará por isso ao líder social-democrata possuir fortes aliados políticos.

Assim como Paulo Portas tentou unir os três maiores partidos Portugueses num Governo sem Sócrates, acredito que este tema, por enquanto, seja mais um faits divers. Não se trata de política, muito menos de algo sério. Especulações no sentido de chamar a atenção e conhecer a opinião dos eleitores, ou então de marcar presença. Espero que não seja o segundo caso, existem formas mais úteis, para todos nós, de mostrar trabalho.

“É de suprema importância atacar a estratégia do inimigo.” Sun Tzu

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PSD, no seu melhor!

Posted by Vitor Oliveira em Fevereiro 11, 2010

Afinal Paulo Rangel já não apoia a candidatura de Marcelo Rebelo de Sousa. O Euro Deputado decidiu avançar com uma candidatura à presidência do PSD. Não compreendo o interior deste partido. Parece tudo infundamentado, sem qualquer organização e controlo interno. As posições são constantemente alteradas, é comum ver algum membro do partido a “lavar roupa suja” em praça pública. Apesar das divergências de opiniões serem positivas, devem ser discutidas no interior do partido e aprovada aquela que melhor satisfaz os interesses partidários para que a direcção final do discurso seja uma só.

Devia haver um porta-voz claro, uma imagem única, limpa, conhecida, popular e credível. Serão estas as condições imprescindíveis ao novo líder Social-Democrata. Ainda considero o PSD um brinquedo grande demais para o Euro Deputado. Apesar de todo o currículo e das capacidades de Rangel, ainda não é a hora.

Quanto a Pedro Passos Coelho, tem ideias, um carácter forte, bem como presença e imagem (dos mais importantes aspectos para movimentar massas). No entanto o timing que escolhe para as suas intervenções e alternância de discurso não o favorecem.

Não seria uma boa opção, apesar da clara necessidade de mudança, esperar algum tempo? Manuela Ferreira Leite, ainda pode suster o PSD um pouco mais. Quando o adversário político dos Sociais-Democratas, PS, estiver mais debilitado, a instabilidade social e politica aumentar é a melhor altura para o PSD mostrar força, redenção e carácter.

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PS, Alvo de injustiças

Posted by Vitor Oliveira em Dezembro 21, 2009

O PS está a ser terrivelmente persseguido. O Presidente da Republica, Cavaco Silva, que de forma descabida atribui a máxima importância ao “desemprego do país, no endividamento do país, no desequilíbrio das contas públicas, na falta de produtividade e de competitividade do nosso país”. Para alem de perceber a importância que o “país” tem para o nosso PR, tal a quantidade de vezes que fala nele, compreendo tambem que Cavaco não vive a política nacional da melhor forma. Não é nem nunca será de bom tom , que os politicos nacionais se esforcem para colmatar aqueles que são verdadeiros problemas de fundo.

E com isto tudo quem sofre é o PS. Não é justo que o PR dite quais as medidas que o governo deve cumprir em primeiro lugar. Ha que definir prioridades, e neste momento, quem se importa com o desemprego e com outras medidas totalmente eleitoralistas?

Gosto tambem da facilidade com que surge a quezília política. O PR nem se pronunciou sobre o casamento homossexual, e é logo acusado. Acusado, provavelmente, por defender outros ideais, outras prioridades e actuar de uma outra forma. Não chega fazer um Decreto-Lei? Seria, talvez, expectável para o PS, que todo o país demonstrasse publicamente a gratidão para com o seu governo. Pois este cumpriu uma promessa e provocou um justo equilibrio social.

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CDS-PP: A oposição

Posted by Vitor Oliveira em Outubro 14, 2009

“O CDS/PP será oposição e desaconselha moções de censura e de segurança”. O PSD não vai formar qualquer tipo de coligação com o governo, pelo menos foi esta a garantia dada pela líder. A direita, por enquanto, decidiu assumir o papel que o eleitorado lhe atribuiu. A posição parece-me elegante. Concordo com Paulo Portas, como concordei com a posição do professor Marcelo Rebelo de Sousa. Em suma, considero que a oposição deve ter uma contraposição face à ideologia governamental, mas não deve “ser do contra”.

Porém a ameaça do CDS em verificar lei a lei, proposta a proposta, a qualidade do que for sugerido pelo Governo levanta algumas questões. Uma vez que este seria o rumo natural de duas centenas de deputados no parlamento, se o líder do CDS enfatizou o tema, ou não tinha mais o que dizer, ou existe uma espécie de chantagem política no ar. Haverá algum rendimento partidário a cada assentimento face ao Governo? Irá o CDS defraudar o seu eleitorado? Convém ainda não desprezar a hipótese de queda antecipada do Governo, seria bom que o CDS continuasse com os mesmos níveis de qualidade enquanto oposição…

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Marcelo: O apaziguador (des)interessado

Posted by Vitor Oliveira em Outubro 12, 2009

Li as declarações do professor Marcelo Rebelo de Sousa. Uma análise cheia de maturidade política, bom senso e sentido de compromisso. Não faz sentido que o principal partido da oposição pense votar contra o Orçamento de Estado, sobretudo quando o povo reelegeu José Sócrates. Como disse Marcelo Rebelo de Sousa, a Lei deve ser aprovada para “evitar um ciclo de instabilidade no país”.

Seria lamentável que um partido que nada fez como oposição e que, por isso, foi maltratado pelos Portugueses, se transmutasse para um partido do contra. O PSD tem de assumir as derrotas, porém não deve fazer alterações de fundo nesta altura. Seria sensato esperar algum tempo. Talvez até surgir a instabilidade política natural, as greves, a contestação. E aí surgir uma lufada de ar fresco, um novo secretário-geral. O futuro do país deve passar por Pedro Passos Coelho (se bem que as declarações recentes deram a entender que é mais um homem de ocasião/poleiro), Filipe Menezes ou Aguiar Branco.

É notório o clima de crispação no seio do PSD. Nada pior que assistir à lavagem de roupa suja em praça pública. Espero que pelo menos o partido arrume definitivamente a casa para seu próprio bem, do país e dos Portugueses. “O PSD não pode ter uma visão simplista sobre o que está a viver. Se continua balcanizado ou, se se balcaniza, ainda mais continuará enfraquecido”, conclui Rebelo de Sousa.

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Talvez seja melhor o silêncio

Posted by Vitor Oliveira em Outubro 9, 2009

Continuo sem compreender a atitude de Manuela Ferreira Leite. Numa altura em que José Sócrates se auto-destruía nas sondagens, diminuindo o avanço sobre o PSD, começou a intervir, o que aliado ao clima de especulação das declarações de Cavaco Silva, contribui para a derrota do PSD.

A líder do PSD intervém agora de forma caótica, afirmando que “é inaceitável a candidatura do PS à Câmara Municipal de Lisboa invocar a sua ligação ao governo como uma vantagem”.

Como é possível estragar o melhor trunfo de Santana Lopes? O candidato à Câmara Municipal de Lisboa usou e abusou da ligação entre António Costa e o governo, quer na manutenção da Gebalis, como na terceira travessia do Tejo e na expansão do terminal de contentores de Alcântara. A posição do candidato do PSD difere da posição de António Costa, que por sinal é a posição do governo.

Talvez seja a hora da verdade. O povo disse que não a Manuela Ferreira Leite. Seria bom que a líder mantivesse o silêncio, talvez assim não dificulte ainda mais a tarefa dos candidatos às eleições autárquicas. O silêncio deve ser preservado, sobretudo quando os telhados são de vidro, no caso do PSD, bem como da maior parte dos partidos políticos portugueses, o vidro é bastante fino.

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E agora, como se vai governar Portugal?

Posted by Vitor Oliveira em Setembro 28, 2009

Terminado o acto eleitoral e conhecidos que estão os resultados, cesso o interregno a que submeti o blogue. Fiquei surpreendido com os resultados. Esperava a derrota do PSD, também a derrota do PS, no fundo esperava a derrota de toda a classe política, e de todo o sistema político democrático nacional.

(Que se desengane quem leu nas minhas palavras alguém que defende uma ditadura, longe disso. Defendo um sistema realmente democrático, onde eu como eleitor, e um pouco à imagem dos EUA, possa escolher para lá do partido vencedor, o candidato que melhor satisfaz as ideologias de cada partido. E quais seriam os meus candidatos? Seriam os seguintes: PS- Manuel Alegre, PSD- Pedro Passos Coelho, CDS- Paulo Portas, BE- Francisco Louçã, CDU- Carlos Carvalhas, PNR, bem neste ultimo caso, acho que democraticamente, e para bem da democracia censurava o partido.)

Derrotado que foi o PSD, apesar de a líder ter tentado atenuar os resultados, o que afinal é compreensível, tão perto das autarcas não faz falta o pessimismo, e vencedor que foi o PS, resta a segurança de que o PS não conseguirá garantir uma maioria parlamentar de esquerda. Será necessária a contribuição do CDS. Ainda bem, ainda existem jovens que querem “empresas, postos de trabalho, casar, ter casa e constituir família”.

Vitor Oliveira

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A verdade: não há avanço!

Posted by Vitor Oliveira em Setembro 19, 2009

Pensei fazer um interregno, esperava não voltar à crítica antes do início do mês de Outubro. Não queria assumir responsabilidades na decisão. Continuo com a mesma vontade, como tal, nem PS, nem PSD vão ter o prazer, melhor, a infelicidade, de contar com o meu voto. Acredito que nenhum dos partidos quer ser eleito, muito menos com maioria absoluta. Portugal está carcomido. A política portuguesa está corroída até às entranhas.

Não consigo reeleger um Governo que não informa o povo sobre a dívida externa a que o país está submetido, que manipula tudo e todos, assim como não considero digno de ponderação, sequer, um voto num partido com um programa eleitoral vago, que não conseguiu fazer oposição, sobretudo quando esta era crucial.

José Sócrates diz que tem medo do regresso ao passado. Mas era bom que o passado voltasse, sobretudo os ideais que Sócrates defendia enquanto líder da oposição. Com uma oposição como o PSD, com a primeira maioria absoluta, com o maior mandato de sempre, o Governo tinha de ter feito mais e melhor. Manuela Ferreira Leite não diz nada, inventa aparições e ilude as pessoas, enquanto espera atentamente a autodestruição de Sócrates.

É necessário dar credibilidade aos tribunais, ao sistema de saúde, às escolas, e não é com estes protagonistas que o panorama político vai melhorar. Urge uma alteração de fundo. Não podemos continuar com bases democráticas débeis, disfuncionais e arcaicas. Muito menos pintar um país que não existe, escondendo as dívidas e transformando o TGV e o aeroporto numa prioridade nacional. Pior que isto, é a actuação permissiva do “principal” partido de oposição!

Vitor Oliveira

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Belém pia, São Bento embezerra

Posted by Vitor Oliveira em Julho 1, 2009

Finalmente rebenta a bolha, António Vitorino criticou o “activismo declaratório” de Cavaco Silva. No inicio do mandato de Cavaco Silva só havia troca de elogios entre presidente e governo. Agora, zangadas que estão as comadres, Vitorino tem até coragem para dizer, “surgiu este activismo, mesmo contrariamente aquilo que é o seu hábito: falar de questões de política interna no estrangeiro.” Tanto desespero…

Quer me parecer que o facto de se falar de assuntos da política interna no estrangeiro é para que haja, por parte dos Portugueses uma maior consciencialização para os problemas político-sociais nacionais. Por um lado parece ser mais importante, pois o chefe de estado perde tempo durante uma viagem de trabalho, paradisíaca, a falar sobre esses problemas. Por outro lado, devido aos diferentes fusos horários os Portugueses estão mais atentos. Não se encontrando nem a ver telenovelas nem futebol.
Há ainda, a meu ver, uma interpretação política daquela que tem sido a evolução da atitude de Cavaco Silva. Acredito que depois de Jorge Sampaio inumar o PSD para uma possível reeleição, chegou a vez de Cavaco contribuir para esse jogo de poder. E se a estratégia de Sampaio foi não convocar eleições, para permitir uma auto-destruição do PSD e a posterior destituição. Cavaco preferiu aproveitar o mediatismo e a imagem Clean do governo para aumentar gradualmente as reprovas, os vetos e os conselhos, moldando a opinião pública. Coincidência o PSD subir nas sondagens, nos últimos tempos, sempre que Cavaco intervêm?

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O realismo de Medina Carreira!

Posted by fernaomagalhaes21 em Maio 25, 2009

Uma “grande entrevista” onde fiquei surpreendido pelo conhecimento e a frontalidade com as quais Medina Carreira fez uma análise ao estado da conjectura política, social e económica do país. Realço algumas das frases proferidas por este, no entanto não posso deixar de ficar admirado pela escassa divulgação desta notável entrevista sabiamente conduzido por Mário Crespo.

Mário Crespo Entrevista

“Se o chefe de estado disse-se outra coisa seria um mentiroso… Nem Jesus Cristo teria soluções

“Se nos tivéssemos escolas que educassem, tribunais que julgassem, políticos que não fossem corruptos e burocracia que fosse aceitável, isto era diferente.”

Nunca se resolveu nada de fundo. O sistema está ao serviço dos políticos principais. Os principais partidos políticos, PS/PSD, vivem das sondagens que vocês (jornalistas) apresentam. Eles têm uma clientela fixa e funcionam, basicamente, como bancos alimentares. É a manjedoura estadual.

“O país anda a ser embebedado pela classe política.”

“A maioria absoluta é para gente competente, sensata e humilde. Este governo não tem nenhuma destas características.” Acha que tem?

“A reforma tem de começar pelos partidos.”

“Mário Crespo – Já pensou formar um novo partido?; Medina Carreira – Casas de mulheres de ma vida já há muitas!

Bruno Pereira

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Paulo Rangel ao PE

Posted by Vitor Oliveira em Maio 19, 2009

Sei que o voto é secreto, no entanto nada me proíbe de revelar as minhas intenções de voto. No caso das eleições para o Parlamento Europeu, estão com o cabeça de lista social-democrata, Paulo Rangel.

Alguns dos factores que me influenciam na escolha são:
A franqueza com a qual o candidato repudiou a atitude de Elisa Ferreira. A candidata afirmou que apenas “emprestou” o nome à lista;
O espírito empreendedor revelado pelo candidato, nomeadamente ao sugerir uma espécie de erasmus para jovens trabalhadores. Acho esta medida bastante inovadora, proveitosa e aliciante para todos os jovens;
Outro factor igualmente importante foi a oposição por parte do candidato à ideia de um bloco central no panorama político Português.

Rangel é um candidato que actua, alvitra e intervêm. A respeito de Vital Moreira, o candidato socialista, sinto-me envergonhado. Vital Moreira vive na sombra das intervenções públicas do seu líder, e quando decide “dar um solo” aos portugueses as suas intervenções são vazias de nexo. Para não falar das declarações de Vital Moreira quando foi insultado nas comemorações do 1 de Maio.

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Imagem Vs (Des)Credibilidade

Posted by Vitor Oliveira em Fevereiro 16, 2009

Temos uma lider da oposição ainda a sofrer, pelo menos popularmente, pelo desastre que causou durante a sua passagem pelo governo como Ministra das Finanças. E um Primeiro-Ministro que apesar das mentiras constantes, das repetitivas mudanças de discurso, dos inumeros casos e falsas promessas possui uma boa imagem.

Politicamente Sócrates tem falhado demais. E de quando em vez usa frases que parecem excertos dos discursos elaborados por Salazar. Algumas das políticas economicas adoptadas por Sócrates em tempo de crise, espelham medidas utilizadas pelo ditador Português.Talvez seja esse o objectivo de Sócrates, pois como sabemos Salazar foi considerado (num programa televisivo com grande participação de todos os Portugueses) o maior Português de sempre. Isso diz muito sobre o nosso povo. Gostamos demasiado de ser rebaixados pelos políticos, gostamos da opressão e de um lider forte e autoritário. Um rosto unico no comando do país!

Este duelo entre Sócrates e a líder da oposição é sobretudo um combate de Imagem, pois a (Des)credibilidade está no mesmo patamar em ambos. E Sócrates é claramente o vencedor deste duelo. Eu que tantas expectativas criei em torno de Manuela Ferreira Leite assumo mea culpa e vejo que a líder está a cumprir uma tarefa de sacrifício para a qual NÃO está empenhada nem motivada.

Talvez tenha chegado a hora de Pedro Passos Coelho vir dar uma nova imgem ao partido. Chegou a hora da mudança. Venha a lufada de ar freco, a imagem credivel e limpa de polémicas de Passos Coelho!

Vitor Oliveira

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Lei da Segurança Interna

Posted by Vitor Oliveira em Agosto 26, 2008

O líder parlamentar do PSD, Paulo Rangel, considera que a promulgação dos dossiers das Leis de Segurança Interna e de Organização da Investigação Criminal retira ao PS “qualquer desculpa para não tratar da situação de insegurança”. Concordo e acrescento, melhor, retiro: a promulgação retira ao PS qualquer desculpa. É a única vantagem, no meu entender, desta promulgação. Desta forma, não haverá motivo para uma cena eleitoralista de vítima.

Eu não concordo com a Lei de Segurança Interna. Não por ser um acérrimo social-democrata, pois decididamente não sou. Muito menos por ser anti-socialista. Unicamente não consigo perceber as alterações e as vantagens da mesma. Será normal que uma Lei que foi “chumbada” por toda a oposição, desde o CDS-PP ao Bloco de Esquerda, e também por Manuel Alegre e Teresa Portugal, não mereça maior discussão e transparência?

Foco-me sobretudo na Lei de Segurança Interna, pois Sócrates continua a insistir na Super-Polícia. Por outras palavras, o Secretário-Geral de Segurança pode interferir em áreas da competência do Ministério Público, como é o caso da investigação criminal. Plenos poderes para que haja plena confusão, perdão, coordenação. Creio que em caso de erro a culpa será “sempre do electricista”. Será que Sócrates tenta, estupidamente, criar uma espécie de Patriot Act? Fica a questão.

Vitor Oliveira

 

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PSD-Açores segue Sócrates

Posted by Vitor Oliveira em Agosto 19, 2008

Tal como Henrique de Sousa, na sua parodia sobre a promessa de Sócrates, acredito que o PSD está a seguir uma politica bastante próxima da seguida pelo governo. Talvez por isso Manuela Ferreira Leite mantenha o silêncio. Mas nao é sobre este silêncio que quero falar, sobre ele já se fez barulho demais. Nunca pensei que houvesse tanta mesquinhez na classe politica. É absolutamente ridiculo ver o lider do PSD-Açores, Carlos Costa Neves, imitar Sócrates na tentativa de ganhar as eleiçoes regionais. Mais um contrato promessa de “vota e governa”.

Uma última nota sobre o PSD: nao compreendo como é possivel ao partido passar uma imagem de tamanho desgoverno. Como se nao bastasse o silêncio da líder, ainda temos de assistir todos os dias a uma figura secundária do partido a espingardar numa qualquer direcçao. Um partido totalmente partido…

Vitor Oliveira

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O partido de Jardim

Posted by Minerva em Agosto 17, 2008

“Partido Social Federalista” (PSF). Seria assim o partido ideal de Alberto Joao Jardim:

  1. uma “oposiçao a sério”. Isto é, a verdadeira (a única!) oposiçao ao Governo. Atençao restantes partidos, excepto PCP: podem fazer as malas e ir embora. (Ora, se esta oposiçao a sério – PSF – se torna Governo, voltamos ao inicio: deixa novamente de haver verdadeira oposiçao. Haverá, por conseguinte, o verdadeiro Governo? )
  2. um partido anti-jacobinismo lisboeta. Como é óbvio, há duas maneiras de o PSF assumir este ponto: ou espalha o dito jacobinismo alfacinha ao resto do país (o que me parece improvável, porém mais fácil), ou extermina os jacobinos da capital. Resta esperar para saber, mas o que é certo é que Jardim quer, à luz duma doutrina distributiva, descentralizar o poder de Lisboa e quem sabe, levá-lo até à Madeira…
  3. um partido anti-“rame-rame”. Porque Jardim nao quer ver o país nesta pasmaceira. Quer acçao, movimento. E faz muito bem, pois nao tarda nada e liga-se a AR TV para adormecer as criancinhas (poucas que há em Portugal) e os paizinhos, já agora…

Mas o partido ideal de Jardim nao passa disso mesmo: de uma ideia. Mesmo assim, um viva a Jardim pela sua coragem em querer dinamizar a nossa política.

“Sempre que um homem sonha, o mundo pula e avança”

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